CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

30 de agosto de 2013

Poesia nos olhos e pelos olhos de Vera Lúcia Freire



Nos meus olhos, os olhos de minha filha

Apaixonada pela natureza.
O mar, sua referência.
 
Distante agora dessa visão 
que inundou grande parte de sua vida....
Recorro à orla.
Dia lindo.
Águas calmas e claras.
Barquinhos em preguiça se embalam...
 
Meus olhos marejam.
Me transporto.
Me surpreendo.
Aquela não sou eu.
Aquele momento não é meu.
Nos meus olhos, os olhos de minha filha.




Como nasce uma criação

Vera relata à Cristiana Seixas o momento que a inspirou:


"Cris, passando pela estrada Froes de carro, me veio a lembrança de minha filha que tanto ama essa paisagem. De repente falo para meu marido: nos meus olhos os olhos de milha filha.
Ele não entendeu e perguntou a razão.Chegando em casa, apanhei um papel e escrevi o que estou te enviando. Não sei que nome dar."

13 comentários:

  1. Como tudo que vem de Vera, os versos também são ternos, sempre!

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  2. "Barquinhos em preguiça se embalam...", que imagem linda, Vera, e além de terna, cheia de esperança, como você carinhosamente nos diz. Seu poema traz ainda uma mensagem muito bacana que é ver como o outro veria, perceber de fora de si a grandeza que há no mundo quando o vemos por outros olhos. Parabéns!

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  3. Parabéns, Vera! Quanta ternura! Quanta delicadeza! Sempre que houver no mar um barquinho balançando levemente sobre as ondas, irei lembrar-me de você, querida poeta.
    Elenir

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  4. Mãe,Muito interessante esta visão além, através dos olhos da Bruna.Foi um momento de simbiose...Quem sabe ela não estava neste momento com saudades do Mar e isso chegou até você para que externasse este sentimento?
    Parabéns !

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  5. Mãe, muito interessante esta visão além, ver através dos olhos, ou quem sabe da alma. Quem sabe a Bruna estava com saudades do Mar e passou de alguma forma este sentimento para que você externasse ?
    Parabéns !

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  6. Vim, vi, Vera.
    Venci.

    Parabéns, belo poema!
    Novaes/

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  7. Querida Vera,
    Sua sensibilidade sempre nos encanta e seu poema é mais uma expressão dela. Parabéns!
    Elô

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  8. Que beleza de poesia, seus olhos me serviram nesta poesia e também a emoção, parabéns.

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  9. Acho que minha postagem de ontem não foi, fiquei sem internet no momento do envio.
    Na dúvida...

    Amigos QUERIDOS.
    Tudo que escrevo vem da alma, como vocês percebem muito bem. Normalmente de uma forma meio impulsiva e sem "regras".
    Sou grata por me aceitarem do jeitinho que sou.
    Isso me faz mais transparente e confiante.
    Beijos ternos e sempre cheios de esperança,
    Vera.

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  10. Que lindeza, Vera! Muito delicado. Parabéns!

    Beijos! Sonia Salim

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  11. Querida irmã, comadre e amiga. Não é de hoje que conheço sua veia poética e sempre usando a ternura e a sensibilidade para expressar suas emoções... Deus conserve seu talento para que possamos beber das belezas com que você ainda há de nos brindar. Beijim carinhoso e cheio de admiração dessa irmã sempre agradecida, Helma.

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  12. Agradecida?
    Nos doamos quando somos "alimentados", e você, minha irmã, tem sido uma generosa fonte de alimento.
    Obrigada!
    Beijos ternos de sua irmã,
    Vera.

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  13. Memória

    Amar o perdido
    deixa confundido
    este coração.

    Nada pode o olvido
    contra o sem sentido
    apelo do Não.

    As coisas tangíveis
    tornam-se insensíveis
    à palma da mão

    Mas as coisas findas
    muito mais que lindas,
    essas ficarão.

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