CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

30 de dezembro de 2017

A Jangada de Pedra, de José Saramago

Olá queridos!
Vou reproduzir o post do meu blog Mar de Variedade.
Vou falar minhas impressões sobre o livro A Jangada de Pedra, do José Saramago, lido no Clube de Leitura Icaraí.



Sinopse da Companhia das Letras:
"Racham os Pirineus, a Península Ibérica se desgarra da Europa. Transformada em ilha - Jangada de Pedra -, navega à deriva pelo oceano Atlântico.
A esse espetacular acidente geológico somam-se outros insólitos que unem os quatro personagens principais do romance numa viagem apocalíptica e utópica pelos caminhos da linguagem e, por meio dela, pelos da arte e da cultura peninsulares.
A ínsula ibérica vagueia ao acaso de um mar tecido de muitos mitos e história.
A história dos povos ibéricos, José Saramago a conta e reconta pela memória de um narrador, múltiplo de si mesmo e dos personagens cujas andanças acompanha.
Os mitos se costuram nas pedras da fratura de que se fez a jangada. Neles se recuperam as crônicas, peregrinações de heróis anônimos ou notórios da identidade ibérica, todos notáveis, D. Quixote entre uns, os peregrinos de Santiago de Compostela na Idade Média entre outros.
Narrativa perfeita na qual os fantasmas do inconsciente pousam familiarmente no cotidiano; surrealismo vigoroso que torna o incomum realidade, criando as condições oníricas para virar o mundo às avessas e, então, contar-lhe, com ironia e graça, os transtornos de erros e acertos, de enganos e desenganos.
Posto assim ao contrário de si mesmo e de suas aparentes e reais firmezas, o mundo abre-se para a aventura ficcional da desconstrução das certezas das palavras e dos objetos; deixa-se viajar no estranhamento que daí decorre; reencontra-se em signos velhos e cristalizados: signos novos contudo, nos enigmas em que se tornam, reveladores também nas fantásticas soluções narrativas que desencadeiam.
Carlos Vogt"

Gosto do Saramago. Adorei As intermitências da morte.
Infelizmente, não gostei dessa leitura, embora se trate de uma prosa poética, muito bem descrita na sinopse da Companhia das Letras.
Como sabemos, a escrita do autor não tem muita pontuação, os parágrafos são grandes. Soma-se a isso, nesse livro, uma narrativa que mistura ficção e um pouco de história do mundo, onde há um grupo de amigos que viajam pelo mundo e vão contando sobre os principais acontecimentos da história, utilizando muitas metáforas. 
A narrativa ficou um pouco confusa e cansativa. Isso na minha modesta opinião. Sei que há muita gente que adorou esse livro. Saramago sempre é uma boa escolha. 
Quem quiser comentar ou discordar, fique à vontade. 



Boa leitura!

26 de dezembro de 2017

Utopia Selvagem, de Darcy Ribeiro

Olá grupo!
Segue o link do post que fiz sobre o livro.
Utopia


Boa leitura!

Os melhores livros de 2017, na opinião de participantes de clubes de leitura

Olá queridos!
Estou reproduzindo o post do meu blog Mar de Variedade. 
Como fiz no ano passado, convidei os meus colegas participantes de clubes de leitura para dizerem qual foi o livro favorito do ano. Difícil escolher um só, não?
Os convidados fazem parte dos seguintes clubes: Clube de Leitura Icaraí-CLIc, Clube de Leitura Leia Mulheres Niterói, Clube de Leitura O Livro de Areia. 
Vou começar dando uma "roubadinha", pois escolhi dois, embora tenha lido outros livros 5 estrelas. Foi um ano muito bom para mim como leitora.

Os meus escolhidos são:
Dois irmãos, do Milton Hatoum - Como já falei no post que está no link, gostei muito da escrita do autor. O livro é muito rico, cheio de reviravoltas. Conseguimos conhecer um pouco de Manaus da época em que se passa o livro. 


Travessuras da Menina Má, de Mário Vargas Llosa. Que livro envolvente! A gente realmente mergulha na história de amor de Ricardo e Lily ao longo de vários anos, com o cenário político da época como pano de fundo. Leitura incrível!


O Léo e a Joana escolheram Germinal , de Émile Zola, como melhor livro do ano. Tem post sobre ele no link.  

Hilário Francisconi escolheu "Breve Romance de Sonho, de Arthur Schnitzler, no qual Stanley Kubrick baseou-se para filmar, em 1999, "De Olhos Bem Fechados", parte da programação do Netflix. Trata-se de um romance "de personagem", característica em que o foco da narrativa concentra-se no fator psicológico do herói da trama. Em poucas palavras, Fridolin e Albertine (Tom Cruise e Nicole Kidman, no filme) são casados e confessam, um ao outro, suas pulsões inconscientes, trazendo à tona seus mais profundos recalques eróticos. Sigmund Freud, à época do lançamento do romance, reconheceu muito positivamente o trabalho do autor que, por sinal, também era médico. Vale a leitura e também assistir ao filme."


Eloisa Helena:  "Meu livro lido, do Clic, é uma revisitação constante . Trata-se da excelente obra de Carlos Rosa Moreira : A montanha, o mar, a cidade. 
São crônicas poéticas, verdadeiros cromos , quadros na parede de sua...de nossas almas. Difícil escolher só uma. Mas ...vamos lá! 
Em " Somos todos uns Prousts", lemos ... "Todas essas lembranças eram despertadas como se as notas do piano fossem a madeleine embebida no chá. ".... . Inesperadas madeleine são perigosas ", pps 131 e 136. 
Essas são frases construídas por sua imaginação , ao ouvir Allegro non troppo , do Concerto 1 de Tchaikovsky. Palavras que nos embalam sempre com poesia e instantes de sonhos."


Helene Camille também escolheu dois, como eu, mas ela deu colocações.

"1º lugar: Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo
Gostei da escrita dela. Densa, forte, mas, ao mesmo tempo, leve, apesar da carga dramática que a narrativa trata. Uma prosa bem poética.



2º lugar: A mulher no corpo de Xamã – o feminino na religião e na medicina, de Barbara Tedlock.
Finalmente, finda a leitura de “A mulher no corpo de xamã: o feminino na religião e na medicina”, de Barbara Tedlock, sinto-me perdida sem saber por onde começar a falar desse livro. É sem dúvida um livro denso, dado o seu objetivo acadêmico. Aprendi muita coisa que jamais havia imaginado sobre o xamanismo, pois era totalmente vazia nesse assunto. Confesso que o academicismo me broxa um pouco, mas como antropóloga que ela é, não poderia fugir muito dessa estrutura, senão incorreria no erro de não ser levada a sério. Não posso deixar de dizer que gostaria de ter lido algo mais apaixonante, mais intenso. Mas reconheço que o livro cumpre seu objetivo descritivo e acadêmico. Precisamos em primeira instância de dados, depois é depois."

A Beth escolheu O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe. "Pela sensibilidade da narrativa e pela riqueza de seus personagens que fogem ao padrão social estabelecido." Tem post sobre ele aqui


A Mariana Rio escolheu As boas Mulheres da China, de Xinran.

"Não foi o melhor livro que eu li na vida, mas certamente foi um dos  livros mais interessantes que tive o prazer de ler esse ano. Essa leitura foi feita dentro do projeto de Clube Leia Mulheres. A experiência de ler um livro como esse e discutir coletivamente foi, sem dúvida, o que me fez escolher ele como uma das minhas leituras preferidas. O tom jornalístico e as narrativas que, às vezes pareciam irreais de tão reais, fazem desse livro uma ótima escolha para quem deseja conhecer uma parte da China não explorada pela Literatura Ocidental, que ainda é marcada pela visão etnocêntrica desse grande país. Podemos discutir tantos assuntos, temas e visões, que até ficamos angustiados com a abundância de temas para serem debatidos. Não quero contar nenhuma história do livro por medo de prejudicar a experiência dos outros, mas, sem dúvida, uma das histórias mais marcantes foi a do terremoto. Nessa narrativa, vamos da solidariedade à miséria humana em poucas páginas. Por fim, acredito que esse livro, além de bem escrito, seja uma leitura com fundo social importantíssima, porque suas histórias são universais, sejam na China ou no Brasil. A violência contra a mulher está presente em todos os momentos da nossa vida. "

Eu também adorei esse livro. Tem post aqui

Para Evandro: "Gostei muito do livro indicado pelo Antônio para debate no Clube da Lua: Homo Deus, de Yuval Noah Harari. A partir das contribuições do pensamento mítico, passando pelo religioso e científico na construção da civilização humana e prolongando o fio da História com um pensamento filosófico muito interessante, contemporâneo, o autor estima o futuro da Humanidade como algo assombroso em termos de potência humana, considerando as possibilidades tecnológicas e a disponibilidade dos recursos naturais. Uma visão muito interessante sobre o que nos espera nos próximos 20, 50 e 100 anos com a ascensão da maior revolução de nossa espécie: o humanismo."


Para Antônio, o livro favorito do ano foi O Sol é para Todos, de Harper Lee. "Um belíssimo livro, uma história que aborda de forma muito forte a questão do racismo e da injustiça que se pratica motivada pelo preconceito e pela intolerância. Um livro inesquecível."


Tem post do livro aqui

Obrigada a todos que participaram!
E para vocês? Concordaram com nossas escolhas? Qual foi o seu livro favorito? Deixe sua opinião nos comentários.

22 de dezembro de 2017

Biblioterapia e Livro Caminhos Invisíveis, de Carlos Rosa

Olá clube! Já fiz esse post há um tempo no meu blog Mar de Variedade. Vou compartilhar, pois quero falar um pouquinho sobre dois bons trabalhos: a Biblioterapia, da Cristiana, e o recente Livro do Carlos Rosa.
Fui em uma sessão de biblioterapia, mediada pela Cristiana Seixas, em que o autor do livro estava presente.



Foi bem interessante, pois cada um pôde falar um pouquinho sobre alguns trechos das crônicas que mais lhe chamaram atenção e o autor também participou com seus comentários. A Cristiana também lançou algumas provocações com trechos destacados por ela. 
Acho que lemos poucos livros de crônicas. E há muitos livros bem escritos, como esse do autor. 
Eu gostei muito da escrita do Carlos Rosa. Alguns acharam o livro um pouco melancólico, já que  o autor menciona lembranças de seu passado.

Foto da Cristiana. O autor na ponta à direita, a Cristiana na frente e nós, os participantes


Eu, particularmente, gostei muito de uma crônica que faz uma crítica social. Segue um trecho:
"Naquele dia, Eris convidou Patrícia para almoçar. Mostrou-se contrariada com a presença de Valquíria. Mais tarde conversou com a colega:
-Pat, nós somos colegas, mesmo nível, não tem sentido carregar secretária para todos os lados.
-Gosto dela.
-Essa gente não tem nada a ver!
-É muito educada.
-Essa menina entrou em meu gabinete parecendo uma de nós. Toda perfumada com Beau Rêve! Deve ter aprendido com você, né?
- É..." (Crônica Turguêniev in Rio)
Recomendo a sessão e também o livro!
Aproveito para desejar um feliz natal!

20 de dezembro de 2017

Mensagens de Boas Festas

Para os queridos amigos do CLIC com votos de venturoso Natal e Ano
 Novo cheio de alegrias e realizações.

                             NATAL
 
 Na  simples manjedoura repousava
 O Menino que,dos céus,Deus enviava.
 Com o calor de animais era aquecido
 Sob o olhar de Seus pais enternecidos.
 
 Os magos,a estrela,acompanharam
 Pois sentiam o caminho que indicava.
 Incenso,mirra e ouro eles trouxeram.
 P’ra bem honrar Àquele que chegava.
 .
 Ó Senhor,que nossa Terra visitaste,
 Dê-lhe paz,luz,amor,felicidade.
 Faça-nos viver tudo que pregaste.

 Maior  lição de solidariedade,
 Que em Tua curta vida acataste,
 Dirime toda a desumanidade.

 (Mariney K.)



Os sinos festivos
impregnam o ar de alegria.
Tempo de Natal!


FELIZ NATAL, CLIc! 
(Elenir)





Natal na Ilha do Nanja - Cecília Meirelles

Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor.


Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam "substantivos próprios" e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim.



Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova — mas uma roupinha barata, pois é gente pobre — apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria.



Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho — antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: "Boas Festas! Boas Festas!"



E ninguém pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes — mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar.



Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe — trata-se de uma ilha, com praias e pescadores ! — uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a Ilha toda fosse um presepe. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!



Na Ilha de Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos.



Na Ilha do Nanja é assim. Árvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade...



É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal.




A Sagrada Família: Michelangelo




Chegou o verão.
Em estridente zum-zum,
zumbem as cigarras.

Desejo um verão alegre e feliz para todos vocês. Aproveitem, bem!

Feliz Ano Novo!

Abraços festivos.

Elenir

18 de dezembro de 2017

Clube da Lua - Homo Deus: Yuval Noah Harari













Teste de Turing








Foi o próprio Deus que ao fim de sua obra se disfarçou de serpente indo se deitar sob a árvore do conhecimento: assim ele se restabeleceu do fato de ser Deus... Ele havia feito tudo demasiadamente belo... O diabo é apenas a ociosidade de Deus a cada sétimo dia...





O capitalismo é o novo catolicismo

Esse é o paradoxo do conhecimento histórico. Conhecimento que não muda o comportamento é inútil. Mas aquele que muda o comportamento perde rapidamente a relevância. Quanto mais dados tivermos e quão melhor compreendermos a história, mais rapidamente a história mudará seu curso e mais rapidamente nosso conhecimento se tornará obsoleto. 



A primeira maçã

O culto a Deus é um desperdício de tempo
não há existência após a morte
a felicidade é o único propósito da vida


A segunda maçã

Agro é pop: uma maçã, dois sabores.


O bem supremo é a maior felicidade para o maior número de pessoas







Ataque hacker atingiu computadores em quase 100 países na sexta





Na verdade, na maioria dos países, o hábito de comer demais tornou-se um problema muito pior que o da fome. Conta-se que, no século xviii, Maria Antonieta aconselhou as massas famintas a que, se ficassem sem pão, comessem brioches. Os pobres hoje estão seguindo literalmente esse conselho. Enquanto os moradores ricos de Beverly Hills, nos Estados Unidos, comem salada de alface e tofu no vapor com quinoa, nos cortiços e guetos os pobres se empanturram com bolinhos recheados, salgadinhos artificiais, hambúrgueres e pizzas. Em 2014, mais de 2,1 bilhões de pessoas apresentavam excesso de peso em comparação com 850 milhões que sofriam de subnutrição. Prevê-se que metade da humanidade estará com excesso de peso em 2030. Em 2010, fome e subnutrição combinadas mataram cerca de 1 milhão de pessoas, enquanto a obesidade matou 3 milhões. 





"Em 2012, aproximadamente 56 milhões de pessoas morreram no mundo inteiro; 620 mil morreram em razão dá.violencia humana (guerras mataram 129 mil pessoas, o crime matou outras 500 mil). Em contrapartida, 800 mil cometeram suicídio, e 1,5 milhão morreram de diabetes. O açúcar é mais perigoso do que a pólvora." 
p. 24.


26/2/2017

ECLIPSE SOLAR

Início - 10:17 H
Máximo - 11:40 H (53 %)
Fim - 13:10 H






Início da contagem regressiva

Reunião do Clube da Lua

Gruta do Antônio





Domingo agora (26/2/2017) tem eclipse do Sol, será Nova a Lua, mas daí a duas semanas teremos Lua Cheia, a única sexta-feira de Lua Cheia da Quaresma, a meio caminho entre as Cinzas e a Paixão, dia ideal para um encontro do Clube da Lua, quanto mais se for para ler um livro escatológico como esse "HOMO DEUS" desse estranho escritor israelense.



Neste Homo Deus: uma breve história do amanhã, Yuval Noah Harari, autor do estrondoso best-seller Sapiens: uma breve história da humanidade, volta a combinar ciência, história e filosofia, desta vez para entender quem somos e descobrir para onde vamos. Sempre com um olhar no passado e nas nossas origens, Harari investiga o futuro da humanidade em busca de uma resposta tão difícil quanto essencial: depois de séculos de guerras, fome e pobreza, qual será nosso destino na Terra? A partir de uma visão absolutamente original de nossa história, ele combina pesquisas de ponta e os mais recentes avanços científicos à sua conhecida capacidade de observar o passado de uma maneira inteiramente nova. Assim, descobrir os próximos passos da evolução humana será também redescobrir quem fomos e quais caminhos tomamos para chegar até aqui.







 Clic aqui para assistir uma entrevista com Entrevista com Yuval Noah Harari


Livros lidos anteriormente:


  1. A view from the center of the universe: Joel Primack and Nancy Abrahms - Debate em 18/jan/2010 na Casa de Cultura César Araújo;
  2. O Universo numa Casca de Noz: Stephen Hawking - debate em 28/04/2010 na Glia Cultura e Aprendizagem; 
  3. Criação Imperfeita: Marcelo Gleiser - debate em 24/07/2010;

15 de dezembro de 2017

Confraternização do CLIc e debate do livro Cabine Individual, de Gracinda Rosa

Olá queridos!
Segue o post que fiz no meu blog Mar de Variedade
Nessa quinta foi a última reunião do ano do Clube de Leitura Icaraí-CLIc, onde debatemos o livro da Gracinda e fizemos nossa confraternização, com o amigo secreto.
A Gracinda fez um relato sobre suas inspirações para o livro Cabine individual, que vai contar a história de amor entre Rosa e Hélio.
A autora tirou algumas de nossas dúvidas, esclarecendo, por exemplo, que não viveu aquela história de amor.
Todos concordaram que o livro tem uma leitura fluida e com temas de muita reflexão.  
A querida autora Gracinda



Após o ótimo bate-papo, fizemos nosso amigo secreto. Cada um levou um livro de sua preferência e sorteou um número. Podíamos escolher um livro da mesa ou "roubar" do colega que tinha sido sorteado anteriormente.  Os livros eram excelentes. Difícil escolher um. 






O grupo

Viva o CLIc!

Sempre muito bom comemorar com tanta gente querida, amante de literatura.
Por fim, alguns integrantes foram tomar um vinho para celebrar o fim do ano e o início de outro, com renovação das esperanças. 

Boas festas! Ano que vem tem mais!

7 de dezembro de 2017

Uma irresistível guloseima - conto do livro das Mil e Uma Noites - Fernando Costa




- Boa noite amigas e amigos do CLIC :)

- Adivinhem o que eu mais o genial Machado de Assis temos em comum, além do fato de sermos ambos mulatos, de origem humilde, amigos da Literatura e brasileiros?

- Acertou quem disse que tanto eu quanto mestre Machado somos apaixonados pelas MIL E UMA NOITES.

- Eu falo de Machado no presente, porque pra mim ele é imortal.

- Imortal, colossal, genial, fenomenal, tudo rimando em

3 de dezembro de 2017

Confraternização do Clube

Olá queridos!
Aguardamos vocês para a nossa confraternização, com o debate do livro da Gracinda (Cabine Individual) e, depois, o nosso amigo secreto. 
Basta levar um livro novo de sua preferência. Faremos um sorteio e uma brincadeira que consiste em poder "roubar" o livro do colega anterior. 
Será no Bizu Bizu, Reserva Cultural de Niterói, no dia 14/12/2017, às 19h.
Imagem do site Pixabay.com

Aguardamos vocês!

Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo.

Olá queridos!
Estou reproduzindo o post do meu Blog Mar de Variedade.
Finalmente, consegui concluir a leitura de outubro do Clube de Leitura Icaraí.
Já adianto que não gostei muito do livro. Li com a tradução de Machado de Assis.

Sinopse da Livraria Cultura: "Com tradução de Machado de Assis, o livro narra a luta do homem contra as forças da natureza e o poder de uma paixão. Ambientada na ilha de Guernesey, no canal da Mancha, o enredo entrelaça diversos destinos à trágica sina do marinheiro Gilliatt, que por amor à bela Déruchette, se empenha em realizar uma missão quase impossível - impedir que o coração do navio a vapor termine no fundo do mar."

É o primeiro livro que leio do Victor Hugo. Ele é considerado o principal representante do romantismo francês. Quero muito ler Os Miseráveis, pois amo o filme. 

Na Ilha de Guernesey vivem uma mulher e seu filho, ambos à margem da sociedade, pois moram em uma casa considerada mal-assombrada.  A mãe do Gilliatt morre e ele continua a viver sozinho. Ele era considerado feiticeiro pelos moradores da região. 
" A morte da mãe acabrunhou o filho. Era rústico, tornou-se feroz. Completou-se-lhe o deserto." (Posição 181 do kindle)
Um dia, ele está caminhando pela estrada quando, à sua frente, a jovem Déruchette, sobrinha do armador Lethierry, olha para trás e escreve o nome do rapaz na neve. A partir disso, Gilliatt se enamora da garota.

Algum tempo depois, uma tragédia acontece. O navio de Lethierry, principal fonte de renda do povoado, naufraga no rochedo Douvres, um lugar muito perigoso e o armador promete dar a sobrinha em casamento àquele que conseguir resgatar o navio. Gilliatt então se oferece para o resgate. 

"Mess Lethierry endireitou-se. Tinha nos olhos uma luz estranha. Tirou o boné e lançou ao chão, depois olhou solenemente para a frente sem ver resposta alguma e disse:
-Déruchette casava-se com esse homem. Dou a minha palavra de honra a Deus." (Posição 3491)
A obra contém frases bem interessantes. Quando Gilliatt está tentando fazer o resgate do navio, o autor utiliza várias delas.
"Ignorar convida a tentar. A ignorância é um devaneio e o devaneio curioso é uma força. Saber, desconcerta às vezes, e desaconselha muitas. Se Vasco da Gama soubesse, recuaria ante o cabo das Tormentas." (Posição 4718)

Não vou contar o final desse enredo, mas como um bom livro representante do Romantismo, há muito choro, amor não correspondido, tragédia... Então, dá para imaginar o final de Gilliatt e Déruchette. 

O livro aborda muito a natureza, monstros do mar, contrabando...
Não há como negar a genialidade do escritor, mas como leitora achei a leitura cansativa, por causa do excesso de descrições, principalmente na parte em que Gilliatt estava no mar, o que faz a gente se desconcentrar um pouco. 
Não desanimei de ler Os Miseráveis. Depois venho contar.

Boa leitura!

24 de novembro de 2017

Veja Gracinda Rosa, encontrei o Hélio* do seu romântico "Cabine Individual"




- Boa noite amigas e amigos leitores!

- Assistindo mais uma vez, ontem, esse belíssimo documentário que é "Human", de Yann-Arthus Bertrand, adivinhem quem eu encontrei.

- Acertou quem disse o irresistível Hélio*, de "Cabine Individual", de autoria de nossa amiga Gracinda Rosa, próximo livro que debateremos em nosso indispensável

17 de novembro de 2017

Carambola da Bola Preta e da Bola Vermelha - Os Trabalhadores da* MAR de Victor Hugo - Audio 1



Boa noite amigas e amigos!

- É com prazer que partilho com vocês um dos primeiros áudios que gravei, dos meus extratos favoritos de OS TRABALHADORES da* MAR* de Victor Hugo, lido recentemente neste indispensável Clube de Leitura Icaraí.

- Detalhe, quando o gravei, ainda não tinha inventando meu