CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

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22 de julho de 2018

Quando entrar Setembro - Um chapéu para viagem: Zélia Gattai








21 de julho de 2018

A cidade do sol: Khaled Hosseini





A Cidade do Sol foi o livro escolhido pelo Clube de Leitura Jovem para o debate do mês de agosto 2015! Trata-se do segundo romance do escritor afegão Khaled Hosseini, cujo livro de estreia foi o sucesso de crítica e de vendas O Caçador de Pipas.




A Cidade do Sol narra o encontro de duas histórias. Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Contudo, no decorrer de sua vida, percebe que nem sempre os destinos são controláveis. Laila tem 15 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas e, ao contrário de Miriam, sempre soube que sua vida era muito mais do que só casar e ter filhos. Ainda assim, de fato: as pessoas não controlam seus destinos. 
Quando Miriam e Laila se encontram, uma terceira história passa a ser contada: aquela que ensina que todos nós, simplesmente por sermos humanos, fazemos parte de uma espécie de "todo": somos iguais na diferença, somos diferentes com nossos pensamentos mas pensamos, sentimos, temos nossos momentos de dor, alegria e mistério.
Esta é uma leitura altamente recomendada àqueles que têm curiosidade quanto aos acontecimentos sociais e políticos na história do Afeganistão, que levaram esse país a ser o que é hoje e como isso influênciou o cenário político mundial (os horrores da guerra contra os Soviéticos na decada de 80, as guerras entre facções que lutavam pelo poder depois da saída do exército da então União Soviética, a opressão exercida pelo talibã, o sofrimento de mulheres oprimidas por uma cultura machista, fruto de um fanatismo religioso etc), e ainda por cima se emocionar com a história de duas mulheres que amargam o único pecado que cometeram: o de terem nascido.
O Clube de Leitura Jovem ocorre a toda penútima quinta-feira do mês na Livraria Icaraí.

Trata-se de um encontro descontraído na livraria, onde jovens trocam ideias quanto a suas percepções sobre os livros (estes, por eles mesmos escolhidos). É muito enriquecedor poder participar de um debate como este, afinal, como Miriam e Laila, as protagonistas do livro do mês, os integrantes desse grupo são leitores e são humanos, iguais nas diferenças, sensíveis e complexos. 
Venha você também participar do debate! Leitores de todas as idades estão convidados. Coloque em sua agenda e compareça:
Dia: 20 de agosto.
Às: 18h. 
Em: Livraria Icaraí (Miguel de Frias, número 9)
;-)
(fontes: wikipédia e blog do Plastico)



Liz Frencham sings 'A Thousand Splendid Suns' at the Canberra Theatre Playhouse. The song was written by Fred Smith through the eyes of a woman in Kabul looking back on the last 40 years of Afghan history.






José há de voltar a Canaã, não se lamente,
Cabanas vão se tornar jardins de rosas, não se lamente,
Se as águas chegarem destruindo tudo que vive,
Noé será seu guia em meio à tempestade, não se lamente.


 

Podes caminhar na água?
Não fizeste mais do que uma palha
Podes voar no ar?
Não fizeste mais do que um mosquito
Conquista o TEU coração
- E pode ser que te
Tornes alguém

(Khawaja Abdullah Ansari)




Tinha sido uma esposa infiel? Foi a pergunta que se fez. Uma esposa complacente? Uma mulher indigna? Infame? Vulgar? Que mal tinha feito, deliberadamente, a esse homem para justificar sua maldade, seus repetidos ataques, o prazer que ele sentia em atormentá-la? Não tinha cuidado dele quando esteve doente? Não tinha lhe dado comida, a ele e a seus amigos, e limpado as coisas dele com todo cuidado? 

Não tinha entregado a sua juventude a este homem?

Por uma única vez que fosse, tinha merecido a sua crueldade?




“Nosso watan chama-se agora Emirado Islâmico do Afeganistão. Eis as leis que começam a vigorar e às quais todos devem obedecer.

Todos os cidadãos devem rezar cinco vezes ao dia. Quem for apanhado fazendo outra coisa nas horas de oração será espancado.

Todos os homens deverão deixar crescer a barba. O comprimento correto é pelo menos um punho fechado abaixo do queixo. Quem não cumprir essa determinação será espancado.

Todos os meninos devem usar turbante. Os estudantes da primeira à sexta série usarão turbantes negros, os alunos das séries superiores usarão turbantes brancos. Todos deverão usar trajes islâmicos. O colarinho das camisas deve ser abotoado.

É proibido cantar.

É proibido dançar.

É proibido jogar cartas, jogar xadrez, fazer apostas e soltar pipas.

É proibido escrever livros, ver filmes e pintar quadros.

Quem possuir periquitos será espancado, e os pássaros, mortos.

Quem roubar terá a mão direita cortada na altura do pulso. Quem voltar a roubar terá um pé decepado.

Quem não é muçulmano não pode realizar seu culto em lugar onde possa ser visto por muçulmanos. Quem fizer isso será espancado e detido. Quem for apanhado tentando converter um muçulmano à sua fé será executado.

Atenção mulheres:

Vocês deverão permanecer em casa. Não é adequado uma mulher circular pelas ruas sem estar indo a um local determinado. Quem sair de casa deverá se fazer acompanhar de um mahran, um parente de sexo masculino. A mulher que for apanhada sozinha na rua será espancada e mandada de volta para casa.

Vocês não deverão mostrar o rosto em circunstância alguma. Sempre que saírem à rua, deverão usar a burqa. A mulher que não fizer isso será severamente espancada.

Estão proibidos os cosméticos.

Estão proibidas as jóias.


Vocês não deverão usar roupas atraentes.

Só deverão falar quando alguém lhes dirigir a palavra.

Não deverão olhar um homem nos olhos.

Não deverão rir em público. A mulher que fizer isso será espancada.

Não deverão pintar as unhas. A mulher que fizer isso perderá um dedo.

As meninas estão proibidas de frequentar a escola. Todas as escolas femininas serão imediatamente fechadas.

As mulheres estão proibidas de trabalhar.

A mulher que for culpada de adultério será apedrejada até a morte.

Ouçam.

Ouçam bem.

Obedeçam.

Allah-u-akbar.” 





As estações chegaram e se foram; em Cabul, presidentes foram empossados e assassinados; um império foi derrotado; velhas guerras terminaram e outras começaram. Mas Mariam mal se deu conta disso tudo; pouco lhe importava. Tinha passado todos aqueles anos mergulhada num cantinho da própria mente. Um local estéril e árido, para além do desejo e do sofrimento, do sonho e da desilusão. Ali, o futuro não contava. E o passado só continha uma certeza: o amor era um erro nocivo, e sua cúmplice, a esperança, uma ilusão traiçoeira. E, onde quer que brotassem essas duas flores venenosas, Mariam as arrancava. Arrancava e jogava fora, antes que criassem raízes.






Tem coisas que se podem aprender nos livros, mas tem outras que só mesmo vendo e sentindo.


Esta é a nossa linda terra,
Esta é nossa terra amada.



Alta Montanha 


Oh Alta Montanha, que quase alcanças o céu, 
Durante quanto tempo mais, 
Encontrarás satisfação no teu amor-próprio? 
Embora eu seja apenas uma frágil borboleta, 
Sou livre... 
Livre para dançar sobre as pétalas duma flor 
Enquanto tu permaneces para sempre 
Acorrentada... 


Ustad Khalilullah Khalili (poeta Dari Afeganistão)



Qays ibn al-Mulawwah was just a boy when he fell deeply in love with Layla Al-Aamiriya.  He was sure of this love on the very first day he laid his eyes upon her at maktab (traditional school).  He soon began to write beautiful love poems about Layla and he would read them out loud on street corners to anybody who would care to listen.  Such passionate displays of love and devotion caused many to refer to the boy as Majnun, meaning madman.



Enquanto subiam, ele lhes contou que Bamiyan havia sido, outrora, um reduto florescente do budismo, até cair sob o domínio islâmico no século IX. Os penhascos de rocha calcária eram a morada de monges budistas que escavavam essas cavernas para usá-las como moradia e como abrigo para os peregrinos cansados. Esses monges, acrescentou babi, pintaram lindos afrescos pelas paredes e pelos tetos das cavernas. 

Buddahs of Bamiyan

Cada floco de neve é o suspiro de uma mulher sofrida em algum canto do mundo. Todos esses suspiros sobem ao céu, formam nuvens e, então, se partem em mil pedacinhos que caem, em silêncio, sobre as pessoas aqui embaixo. 




Bendito seja Aquele em Cujas mãos está o reino e Que tem poder sobre tudo, Que criou a vida e a morte, para testar-vos e saber quem de vós age melhor.



A Allah pertencem o leste e o oeste, e para onde quer que vos volteis lá encontrareis a face de Allah. 



Tu inseres a noite no dia e inseres o dia na noite; 
extrais o vivo do morto e o morto do vivo, 
e agracias imensuravelmente a quem Te apraz. 




I.

Bebe vinho!
Só ele te dará a mocidade,
ele é a vida eterna!

Divina estação das rosas
do vinho e dos bons amigos!

Sê feliz um instante,
o instante fugidio
que é tua vida


II.

Não pedi
a vida a ninguém

Esforço-me por acolher
sem espanto e sem cólera
tudo o que a vida me oferece.

Partirei sem indagar
o motivo da minha misteriosa
estada neste mundo

(Omar Khayyam -versão em português feita por Otávio Tarquínio de Sousa)





A Thousand Splendid Suns Themes

Ties to Afghanistan
Many characters express their feeling of connection to the geographical place that is Afghanistan. Hakim quotes poetry. Fariba does not want to leave the land for which her sons have died. Despite the escalation of war in Afghanistan, many characters refuse to leave due to their connection to the physical country as their home. Other characters return to Afghanistan after the dangers of war have subsided. Laila feels an urge to return to Kabul and contribute to the restoration effort. Tariq also feels the need to return home, motivated in large part by Laila's desire. Against all logic, then, and perhaps against their own survival instincts, many of the main characters cling to or drift back home, as if their identities are inextricable from their country. Besides the fear that comes with leaving a known place, the characters also believe that the violence will subside and that hope offers a vision of a more peaceful future.

Oppression and Hope
The people in the novel often work to retain hope while dealing with the realities of political and personal oppression. At significant points throughout the novel, characters express their individual hopes. For instance, when Mariam asks Mullah Faizullah if she may attend school, her journey of hope begins. For Laila, hope lies in Tariq and an attempted escape from Rasheed. Most characters walk into such events with high levels of hope for the future, but once reality sets in, a character's hope is crushed. Not only do these waves of hope provide the reader with suspense and emotional attachment to the characters, but this cycle appears to reflect the cycles of hope and dashed dreams that Afghan women suffer, time and time again. The personal stories of hope, moreover, are mirrored in the political hope of the Afghan citizens. With every new ruler, people express their convictions that finally Afghanistan will be free. Yet, similar to the personal hope of individuals, Afghanistan’s hope often turns to despair after the realities of each new regime leave the nation unfree.

Shame
Jalil and Rasheed emphasize the importance of their reputations by doing their best to avoid any shame to their names. Jalil thus takes action by casting Nana out of his house once she becomes pregnant with his illegitimate child. Jalil also does not keep his promise to take Mariam into town with him. He also marries off Mariam to Rasheed after Nana's death. For his part, Rasheed notes that he would need to marry Laila because he could not have her living in his house without some sort of pretense—otherwise, people would gossip about him. He also spends beyond his family's budget in order to make it seem that his family has wealth. Ironically, both men behave in ways that are ethically shameful. To protect their names in order to meet their own ideas of social expectations, they neglect or even abuse their offspring and wives, sacrificing the welfare of those around them in order to save face.

Pregnancy and Children
Hosseini sets up pregnancy as a symbol of hope throughout the novel. Mariam's pregnancies each offer her an opportunity to be hopeful for the future despite her bleak living situation. Laila's pregnancy with Aziza allows her to remain positive after she learns about Tariq's death. Aziza and Zalmai thus offer light and joy to a story that is otherwise bleak and dark. Childbirth is painful, and the pain that mothers feel during the various birthing scenes reminds us of the sacrifices that parents make in order to bring new life into the world. The mother’s pain is worth the joy and attachment that she feels once the child is born.
Additionally, the contrast between fertility and infertility has a traditional meaning: a woman's value in Afghan society has often been measured by her ability to bear children, specifically boys.

Education of Women
The women in A Thousand Splendid Suns have very different educational experiences. Mariam is tutored by Mullah Faizullah in the Koran, and she learns how to read and write. Yet, when she asks her mother about going to school, Nana insists that the only lesson that Mariam needs to learn is to "endure." Laila, in contrast, has a father who emphasizes the importance of her education. Hakim diligently works with Laila on her homework and provides her with extra work in order to expand her education. He emphasizes that Laila's education is as important as that of any boy. After the streets of Kabul become too dangerous, he insists on tutoring Laila himself. He comments about the importance of women attending universities.
Aziza is educated by both Laila and Mariam, who contribute what they know in order to educate her. Mariam teaches the Koran, and Laila eventually volunteers to teach at her school. The end of the book feels hopeful in terms of the education of women in that Zalmai (a boy) and Aziza (a girl) head off to school together.

Marriage Versus True Love
A clear distinction is made throughout the book between true love and marriage. Since the marriages in the novel tend to be forced, they are not likely to be influenced by love. For Nana, the prospect of marriage was ruined by a "jinn." She remembers the lost prospect fondly. Mariam finds hope in her marriage as something that could lead to contentment and possibly to love, but the marriage actually devolves into abuse and oppression. Only Laila escapes the abusive bonds placed on her by Rasheed when she finds true love with Tariq. The contrasts between forced marriage and true love are obvious once Laila and Tariq finally are able to marry and live as a family. Daily living in a forced marriage, for Laila, involved disgust and futile hopes for a better future. With Tariq, in contrast, daily routines leave Laila content and fulfilled. Sexual relations between Laila and Rasheed were completely one-sided, with Rasheed forcing himself upon Laila. With Tariq, however, Laila finds safety in making love. Perhaps most importantly, Laila felt fearful and restrained with Rasheed, but she can be honest and brave once she finds true love with Tariq.

Female Bonds

The women forge strong bonds despite the efforts of their husbands and their government to reduce women’s power. The bonds differ in nature. For instance, GitiHasina, and Laila form a bond of girlish friendship, but Mariam and Laila form a much more powerful familial bond later in the novel. Nana finds strength from her daughter Mariam, and Mariam finds an admirer when she arrives in a Taliban-controlled prison. The novel thus suggests that women have a strong ability to find strength and support in one another. Mariam never would have gained the strength to fight Rasheed if she had not gained confidence and love from Laila.




A Thousand Splendid Suns Glossary

Ahmad Shah Massoud
A military leader who was fundamental in fighting the pro-Soviet force out of Afghanistan. Massoud became Defense Minister in 1992 and was assassinated by Al-Qaeda in 2001.

Al-Qaeda
An alliance of international Islamic terrorist organizations

Allah
the Arabic word for God, Allah is considered to be the one divinity in Islam who is omnipotent and responsible for the creation of the universe.

bath house
a public facility used for bathing to ensure cleanliness

Buddahs of Bamiyan
Two statues of Buddah carved into a mountain at a high altitude, they were destroyed by the Taliban in 2001.

burqa
A long article of clothing that covers the wearer from head to toe, with only a small translucent portion to allow the wearer to see.

Communist
one who subscribes to the beliefs of communism which emphasizes the importance of a classless society in which the citizens have common ownership over the means of production

daal
A type of food that is customary in Afghan cuisine. It is a stew made of dried beans.

Dostum
Abdul Rashid Dostum leads Afghanistan's Uzbek community and is a leader in the Afghan National Army.

Eid or Eid-ul-Fitr
The celebration that marks the end of the month of Ramadan, Eid is marked by the sighting of the new moon. Eid lasts three days and is celebrated with festivities and merriment. Special prayers and rituals are associated with the three day observance.

fast
to refrain from eating intentionally for religious reasons or as a political demonstration

hashish
a narcotic drug made of compressed cannabis

Hazaras
People who inhabit the central region of Afghanistan and speak Persian, most of which are Shia Muslims.

Hekmatyar
Gulbuddin Hekmatyar was a leader of the Mujihadeen and a warlord. He was prime minister twice during the 1990s.

infidel
One who denies specific religious beliefs

Jihad
Jihad is defined as a struggle for Allah, but it also used to refer to a holy war on an enemy of Islam.

jinn
In Arabic, jinn refers to a supernatural creature. However, in the book, the word is also used to describe a seizure or spasm of some sort.

kolba
The small shack or house in which Mariam and Nana live.

Koran or Qur'an
The Islamic holy book, the text is considered to be the revelation of Allah (God) as it was delivered to Muhammad.

land mine
An explosive device that is hidden underground and triggered by a person, vehicle, or animal, coming near to the device

militia
a citizen military force

Mohammad Najibullah
The last president of Afghanistan before the Taliban came to power.

Mujihadeen
The term used for those that fight for Islam, but most commonly refers to the group of Afghans and Pakistanis that fought against pro-Soviet rulers.

Mullah
A title given to an Islamic spiritual and ceremonial leader who has studied Islamic law and tradition.

Mullah Omar
Leader of the Taliban, Mullah Omar was a recluse who held the title "Commander of the Faithful".

Pashtuns
A group of people who span Pakistan, southern Afghanistan, and eastern Iran, Pashtuns encompass a group of tribal peoples. Pashtuns reigned as the dominant group in Afghanistan.

Ramadan
The Islamic spiritual observance that lasts one month, spanning the time when the Koran was given to Muhammad. Considered the most spiritual month of the year, fasting (between sunrise and sundown), prayer, and charity are emphasized.

republic
A state or country in which the people of that state or country have some say in the government

Socialist
One who subscribes to socialism, which is the belief that the distribution of wealth should be controlled by the citizens of a country.

Soviet
referring to the former Soviet Union or U.S.S.R, which was socialist state that encompassed Russia and nearby nations

Tajiks
A group of people that make up a minority of the Afghan population, they speak the Persian language.

Taliban

A movement headed by Sunni extremists which controlled Afghanistan from 1996-2001.




Não se podem contar as luas que brilham em seus telhados,
Nem os mil sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros.
(Saib-e-Tabrizi)





Mr. War

Refugiados