CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

14 de dezembro de 2018

Confraternização do CLIc e Livros Impressões e Dentro das palavras

Olá queridos!
Segue o post que fiz no meu blog Mar de Variedade. 
Como temos feito todos os anos, no Clube de Leitura Icaraí, realizamos mais uma linda confraternização, no Reserva Cultural de Niterói, no Bistrô, já que o Bizu Bizu, infelizmente, fechou. 
Para essa ocasião, escolhemos dois livros de poemas de autoras do Clube, quais sejam, Impressões, de Luzia Veloso, e Dentro das Palavras, de Inês Drummond. Sempre que podemos, gostamos de prestigiar nossos queridos autores. 



O escritor Celso Possas Jr. deu uma passada na confraternização e nos presenteou com um livro seu para sorteio: Véu do diabo. Eu também levei um livro, que tem o meu conto, para sorteio: Novas Contistas da Literatura Brasileira. A Vera levou uma linda guirlanda feita por ela para sorteio. E a Mariney também levou a antologia organizada por ela (A pedra que canta) para sorteio aos amigos do clube. Portanto, não faltaram presentes. A Luzia também levou alguns livros dela para nos presentear. 

Primeiro, sorteamos os brindes entre os colegas. 
A Norma, fundadora do clube, abriu a reunião. Então, lemos poemas da Inês e, depois, da Luzia. E tivemos oportunidade de ter os comentários delas em alguns. Como era noite de muitas confraternizações, o espaço estava um pouco barulhento, mas nada que retirasse o brilho da noite e das nossas escritoras. 
Depois, fizemos nosso amigo secreto "rouba-rouba", que era uma grande brincadeira. Foi muito divertido!










Enfim, foi uma noite linda, com muita literatura, calor humano e gentilezas. No próximo ano, faremos a confraternização no playground da fundadora do clube, a Norma. 

Eu, Elenir, Eloisa, Monique e Cláudia ainda fechamos a noite jantando lá no bistrô. Bom papo e muitas risadas!

Boas festas, clube e leitores!
Ano que vem tem mais!

Confraternização de Fim do Ano 2018 do Clube de Leitura Icaraí



Confraternização 2018 do Clube de Leitura Icaraí





Amigos na roda.
Versos, prosa, poesia.
Noite de beleza.



Olá gente! 

O espaço externo do bistrô já está reservado pra gente!

dia 13/12/18
às 19h00
no Reserva Cultural 

Leve um livro para participar do amigo oculto* que sortearemos no local

O Tema do Encontro este ano é 

"Impressões dentro das palavras"

sobre os livros de Luzia Velloso e Inês Drummond 





Não tem consumação mínima, mas é legal que a gente consuma, pois é um baita espaço todo nosso. 
Lá tem vinho, pizza, petisco, etc. 


Teremos uma linda confraternização! 🎉






* REGRAS DO AMIGO OCULTO:

1-    O número 1 poderá escolher qualquer livro que estiver na mesa. Se for “roubado”, poderá escolher outro livro da mesa ou “roubar” de alguém.

2-    As pessoas só podem “roubar” uma vez e serem “roubadas” uma vez.

3-    Qualquer pessoa poderá escolher um livro da mesa ou “roubar” qualquer livro que já tenha sido escolhido, lembrando que se a pessoa já foi “roubada”, não poderá ser “roubada” novamente.

4-    Você não pode “roubar” o mesmo livro que roubaram de você.


9 de dezembro de 2018

Conto coletivo de Natal 2018: escrito pelos participantes do Clube de Leitura Icaraí




As tanajuras sobrevoam meu jardim. Sinal guardado na memória da infância...está chegando o Natal!

Com o sentimento dessas lembranças, passo na Florália  em busca de flores para visitar  amigas do coração.Também preciso preparar a casa com todas as honras que essa data me inspira.

Natal é tão plural, mas singulares são minhas lembranças...

Eu só não sabia, então, que outra personagem, além do Papai Noel, fazia planos de entrar no meu lar naquela noite e, desta vez, não seria propriamente pela chaminé, que até existe na minha casa, mas por um local que eu já deixava desguarnecido há algum tempo.

Borboletas apareceram na área de serviço, local um tanto quanto improvável, mas, no Natal temos que deixar a magia acontecer. Lembrei-me de meu avô, que era apaixonado por borboletas e sempre me contava histórias sobre elas. Ele dizia que devemos ser como as borboletas, que estão em constante transformação.

O coração estava sujeito a novos aprendizados e emoções como o paladar à variedade de sabores. Era o inusitado trazendo o frescor das manhãs, sensações e brilho nos olhos. Ah, a vida em nuances delicadas e fortes ao mesmo tempo.


Neste Natal, como as borboletas, eu senti transformações dentro de mim.  Daquele tipo enigmático, tipo nada aconteceu exteriormente. A mágica que tanto ansiava. Olhei ao me redor, e tudo parecia exatamente igual: meus pais, meus filhos, a árvore iluminada, os presentes empalhados.  O q mudou em mim? 


Não sei, sinceramente não sei. Algumas mudanças em nossa vida ocorrem sem que nos demos conta, não são conscientes. Demora para a gente perceber o que está acontecendo. Há uma história subliminar que nos conduz à nossa revelia, que nos surpreende pela manhã ao olharmos detidamente nossa imagem no espelho. Precisamos nos reconhecer a cada manhã, chegar mesmo ao ponto de dizer em voz alta: ecce homo! Sacudo a cabeça e espanto de mim esses pensamentos, porque este ano serei o Papai Noel da família: as pessoas passam, as personagens permanecem. Meu pai passou o bastão para mim depois de representar o bom velhinho por 25 anos nas festividades de Natal. Preciso estar a altura dessa Passagem.


Bem no fundo do meu ser tem algo que deseja modificar a aparência do Papai Noel, torná-lo mais jovial, quem sabe surpreendente, alegre, atlético. Está bem, eu gosto de tradições, mas com pitadas de inovação. Já pensaram num Papai Noel saradão? Não? Ué... Com performance atlética, todo musculoso. Acho até que seria exemplo para as nossas crianças e até muitos adultos. Tudo bem, não precisamos exagerar, mas a mesmice é enfadonha.


Difícil missão, essa de ser o papai Noel. Não basta uma roupa vermelha e toda a caracterização, mas ter a alma do bom velhinho. Será que consigo? Tantas crianças esperam por mim. Não quero decepcioná-las.



Mas,
Uma delas em um voo trêmulo afasta-se das outras e, atraída talvez pela umidade das roupas dependuradas na corda do apartamento em frente e logo abaixo do seu, pousa em uma toalha branca.
Não sem o susto do seu provável dono que com muita delicadeza sacode a toalha e tenta afastá-la.
Performance atlética, saradão, musculoso não era bem o caso...
Uma barriguinha, um indicio de cerveja, talvez?
Nada que o belo sorriso terno e franco não substituísse com vantagem.
Será? E sorrindo também, sente a alma em festa.
"Velhas histórias, sei um segredo". É Natal!


...




(Envie teu parágrafo no campo de comentários abaixo. Participe você também)


7 de dezembro de 2018

A cidade do amor: Andreia Borges




Monique suspirou e até afundou na cadeira. Terminou de comer a pipoca e tomar a coca-cola. Então, apareceram os créditos.
Adorava assistir a comédias românticas, embora não se considerasse assim tão romântica. Sua preferência era pelo Cinema Icaraí, construído em estilo “art déco”. Além de confortável, o cinema era a duas quadras de sua casa.
Costumava ir a esse cinema ao menos uma vez por semana.
Naquela noite, sua amiga Elenir não pôde lhe fazer companhia, o que não a impediu de ir. Conhecia muitas das pessoas que frequentavam aquele cinema. Alguns eram amigos da época do Colégio Abel, outros da época da UFF (Universidade Federal Fluminense).
Saiu da sala de cinema com os olhos marejados.
- Monique, aconteceu alguma coisa?
- Oi, Léo. Não, está tudo bem. Eu é que sou boba e fiquei emocionada com o final do filme.
- Já vai embora? Vou assistir à próxima sessão e estou sem companhia. Você não quer ficar?
- Que filme vai passar? É bom?
- Eu, Robô. De ficção científica. Achei que minha companhia fosse mais importante que o filme. – brincou Léo.
- Claro. Vamos assistir, embora não seja meu estilo favorito de filme.
- Vou comprar os ingressos.
- Tem visto o pessoal da nossa turma, Léo?
- Do Abel ou da UFF? – E deu um sorriso.
- Da UFF.
- Estou todos os dias com o Antônio, pois estamos trabalhando no escritório de advocacia do Dr. Evandro.
- Que máximo!
- E você? Tem encontrado com a galera?
- Vez em quando encontro com a Cláudia e com a Mariney. Onde fica o escritório do Dr. Evandro?
- Na Av. Amaral Peixoto.
- Está sabendo que eu abri meu próprio escritório de advocacia em sociedade com a Rose?
- Alguém já tinha comentado comigo.  Na Rua da Conceição, né?
- Isso mesmo.
- Somos praticamente vizinhos de escritório.
- Verdade.
- Tenho uma novidade pra te contar.
- O quê? Conta logo.
- Você sempre foi curiosa, Monique. – e deu uma risada.
- Ah Léo.
- É que eu e Eloisa terminamos o noivado.
- Como você tá?
- Agora está tudo bem. Já tem um tempinho. Conversamos e chegamos à conclusão de que viramos amigos. Foram muitos anos de convivência. O amor se transformou em amizade.
- Então foi de comum acordo, né?
- Foi sim. Estamos bem. Me fala de você. Ainda está namorando o André?
- Ah não. Já terminamos um tempão.
- Algum caso?
- Não. Tô solteira.
- Vou comprar pipoca pra gente.
Após o cinema, Léo perguntou se Monique estava com pressa e se poderiam estender o programa. Monique concordou.
- Como você assistiu a um filme de ficção científica pra me agradar, agora é minha vez de te levar pra fazer alguma coisa que você goste.
- Posso escolher?
- Não. – Léo deu uma risada.
- Que graça tem isso?
- A graça é que é surpresa.
- Então tá, né? Vou ter que confiar.
- Você vai adorar.
Léo abriu a porta de seu carro para Monique e ele dirigiu até a surpresa, em Charitas.
- Pronto. Chegamos na surpresa.
- Ah o “podrão” do Seu Luiz. Lembra quando a gente estudava no Abel e ficava contando as moedas pra comprar o “podrão”?
- Claro. Por isso te trouxe aqui: para relembrarmos os velhos tempos, com a diferença de que agora não precisamos contar moedas.
- Amei a surpresa!
- Seu Luiz, capricha no cachorro-quente que essa menina está faminta.
- Seu Luiz, quem tá faminto é ele. – e deu um sorriso.
Os dois ficaram ali por um tempo, comendo cachorro-quente, conversando, dando risada e olhando a lua. Era noite de lua cheia, então a lua estava luminosa e emitia seus raios na água do mar.
- Monique, vamos dar uma caminhada na areia?
- Vou tirar a sandália.
Os dois tiraram seus calçados e foram andar na areia, iluminada pelos raios da lua cheia.
- Monique, você sabia que eu gostava de você na época do colégio Abel?
- Nossa! Faz tanto tempo. Você gostava de mim e de todas as meninas da sala, né? – e deu um sorriso.
- Ah não é verdade. Eu gostava só de você.
- Sei...
Léo se aproximou de Monique e lhe deu um beijo apaixonado.
- Monique! Monique! Acorda! – gritou sua mãe.
- O quê? – Monique vira para o lado.
- Acorda, Monique. Você não ouviu o despertador.
Monique desperta, sem saber direito o que era sonho e o que era realidade.
- Mãe, eu fui no cinema ontem à noite?
- Foi sim, com sua amiga Inês. Não está se lembrando?
Monique sentou na cama e começou a se lembrar de tudo que tinha acontecido na noite anterior.
Havia saído com Inês para assistirem a um filme no cinema Icaraí e depois foram tomar um chope em São Francisco.
Ela tinha ficado sabendo por Inês que Léo iria se casar no mês seguinte com Eloisa, com quem ele namorava desde a época do Colégio Abel.
Lembrou-se de parte do sonho com Léo e do beijo apaixonado.
- Nossa! O sonho parecia tão real! – pensou Monique.
- Filha, temos que confirmar nossa presença no casamento do Léo e da Eloisa.



A autora em workshop de escritoras



Água da Nascente: Riva Silveira






6 de dezembro de 2018

A Assembleia Geral Extraordinária da ACIL elegeu




Prezada Professora Luciana,  Ilustríssima Presidente da Academia Itaperunense de Letras, em cujo nome cumprimento todos os ilustres membros dessa casa,

Senhores e senhoras!

Este vai ser um discurso de gratidão!
É com imensa alegria que participo dessa solenidade de posse na nossa querida Academia Itaperunense de Letras.
Aos 86 anos de idade, praticamente 87, que completo daqui a 33 dias, eu não esperava mais viver tamanha emoção.
Agradeço a todos que contribuíram, direta ou indiretamente, para que eu estivesse aqui hoje, desde os anjos que cuidam de mim todos os dias, até os amigos que torcem e me incentivam a continuar vivendo e amando como outro qualquer do planeta, passando pelos familiares que, mesmo distantes, estão sempre presentes por meio de um grupo de WhatsApp, denominado “Família do Firinfinfim”, que reúne desde os bisnetos até os filhos, noras e genros.
Para alguém que toma notas na sua pequena caderneta mental e depois transcreve essas notas em despretensiosas crônicas, o mundo inteiro é digno de gratidão, pois é o mundo, do qual somos parte, a nossa matéria prima. Por isso, minha gratidão se estende ao mundo todo. E por consequência, como não podia deixar de ser, minha gratidão primeira é para com o Autor do mundo, que nos permite chama-lo de Pai.
As redes que esse mundo vai tecendo são, para mim, sempre incompreensíveis mas, também, sempre reveladoras e construtoras de sentido para a minha vida. Jamais imaginei um dia estar enredado na mesma rede da qual fazem parte Guimarães Rosa, o patrono nacional da Cadeira 31 que hoje assumo, Emiliano Silva, o patrono regional e Gladistone Gripp Lopes, que me antecedeu na mesma cadeira ou todos os outros que o antecederam.
É, pois, honrado e agradecido, que me junto a vocês todos, queridos membros da Academia Itaperunense de Letras, prometendo dar o melhor de mim para fazer jus a tão grande honraria.
Aos meus familiares e amigos aqui presentes, mas também aos que não puderam comparecer, meu agradecimento por terem sido, desde o início, os pacientes leitores desse (aspas) “contador de causos”, o que sempre foi minha única pretensão.
A todos os presentes aqui hoje, seja fisicamente ou imaterialmente, como a minha inesquecível Isabel, presente no meu coração encantado, cujo nome nunca me canso de repetir, minha eterna gratidão.

Obrigado!

Aquiles





Primeira Reunião da ACIL com o Aquiles


Aquiles
Cadeira: 31
Patronímica Nacional: Guimarães Rosa 
Patronímica Regional: Emiliano Silva
Membro que ocupou a cadeira antes: Gladistone Gripp Lopes
Solenidade: 07/12/18, às 19h30min.


Parabéns aos Imortais eleitos para a Academia Itaperunense de Letras (ACIL)!!!!

Ieda Tinoco Boechat - Cadeira nº 18 - Patronímica: Aluísio. Azevedo.

Marly Aparecida Carvalho de Mattos - Cadeira nº 29 - Patronímica: Cruz e Souza.

Guimarães Rosa
Aquiles Ernesto de Andrade
Cadeira nº 31 - Patronímica: Guimarães Rosa. ( maior número de votos) 

Parabéns aos candidatos eleitos!

Planejamos a Solenidade de Posse para a primeira semana de dezembro.

Parabéns!

Abraços,

Luciana.


3 de dezembro de 2018

Clube de Leitura Icaraí: entrevista com os organizadores do livro e concièrges: Evandro e Cintia

15 anos entre livros
By: Rita Magnago


O primeiro livro do Clube de Leitura Icaraí está pronto. Um marco, um registro histórico destes 15 anos de existência. O livro traz também poesias, haicais, contos, crônicas e textos diversos de 27 dos seus integrantes. Tudo em uma impressão caprichada da editora da UFF. Querem saber mais desta conquista, dos bastidores da produção, como tudo se passou? Fiquem por dentro lendo a entrevista com os organizadores e concièrges, Evandro e Cintia.



Como foi a experiência de organizar e editar o livro do CLIc? O que deu mais trabalho?


Foi gostoso ver o livro tomando forma. Da primeira vez que lemos todo o material (ainda no rascunho do livro) ficamos contentes com o que tínhamos: belas crônicas, contos, poemas, haicais. A compilação dos textos ficou bela e rica. Neste sentido foi uma honra estarmos envolvidos neste Projeto. Parabéns aos autores pela qualidade de seus escritos!
Acho que quase tudo, se não tudo, que conseguimos de bom na vida demanda trabalho, o que não tem que ser algo desagradável, se você faz por opção. O livro do Clube foi uma opção, um trabalho inteiramente voluntário, do início ao fim. Acho que isso é uma das coisas legais sobre este livro. Em todos os níveis, desde a contribuição de material para o conteúdo, a organização, edição, produção gráfica e publicação é trabalho voluntário.
Trabalhamos em equipe com os 27 autores envolvidos. Todos enviaram seus textos, fotos e opiniões de forma cooperativa e espontânea. Os membros do Clube responderam pronta e carinhosamente aos pedidos de autorização para uso de citações ou imagens. O mesmo pode ser dito sobre as “celebridades” (autores ou professores especialistas em determinadas obras) que nos visitaram em reuniões diversas, as quais, sem exceção, retornaram com entusiasmo e simpatia ao nosso contato. Sem falar das várias editoras que foram contatadas para a confecção da capa, de muitas das quais recebemos parabéns. Tivemos o apoio de Gracinda Rosa, que fez a revisão da gramática. E, finalmente, com a Editora da UFF foram meses de trabalho em parceria que nos trouxe grande aprendizado no processo de elaboração de um livro.


O que nos deu mais trabalho, então, diríamos, foi harmonizar toda essa participação numa obra que retratasse satisfatoriamente o Clube de Leitura Icaraí.  



Alguma coisa que vocês gostariam que constasse no livro e ficou faltando?


Cada um de nós escreveria um livro diferente, partindo de outra abordagem. Isso é muito interessante. "Clube de Leitura Icaraí - 15 anos entre livros" foi um livro realmente feito a várias mãos. A segunda e a terceira parte, certamente, mas também a primeira parte, que apesar de ter textos escritos por nós, foi moldada pensando no que poderia ser interessante para as pessoas que fazem parte do Clube e acatando algumas dicas e orientações.
Algo que achamos que teria  sido legal incluir no livro seria uma espécie de compilação de cada leitura do Clube, onde, para cada livro lido, apresentássemos, em aproximadamente uma página, as impressões do Clube (pontos elogiados, críticas realizadas, comentários e textos inspirados). Sem almejar críticas literárias elaboradas, mas somente retratar o que a leitura aflorou no Clube. Seria muito rico, no sentido de nos fazer lembrar sempre de cada leitura. Mas isso resultaria numa quarta parte do livro ou num formato diferente. Fica a ideia para uma próxima produção.


Além disso, embora quase trinta pessoas tenham contribuído nessa edição, sentimos falta de muita gente ainda. Esperamos que o livro motive outros leitores a se aventurarem na produção literária a partir da bagagem de leituras que já adquiriram com a participação no Clube. Esse foi o espírito original que motivou a produção do livro, ampla participação como parte das comemorações dos 15 anos do clube de leitura.



Vocês têm conhecimento de outro Clube de Leitura que tenha editado um livro próprio? O livro será distribuído para algum outro clube ou biblioteca no estado?


Não, não temos. Sabemos que a Livraria da Travessa tem uma antologia escrita pelas pessoas que trabalham na livraria, com textos que retratam suas vivências no trabalho, sempre relacionados a livros, livreiros ou livrarias. Sabemos que alguns Clubes têm pessoas ligadas a área de Letras e que estas pessoas acabam utilizando sua experiência nos clubes em que participam como uma espécie de laboratório que resulta em trabalhos acadêmicos. Mas livro como o nosso, ainda não ouvimos falar. Talvez sejamos pioneiros, no que atribuímos muito ao dinamismo e iniciativa da Rita Magnago e ao entusiasmo com que a Editora da UFF nos acolhe em seu espaço cultural, através do seu diretor Mauro Romero.
Evandro: “O livro será distribuído para dezenas de bibliotecas públicas, escolares e universitárias, também para autores que nos prestigiaram nesses 5 anos de atuação na Livraria Icaraí e para as editoras que gentilmente autorizaram a reprodução das capas dos livros lidos no Clube na belíssima capa produzida pela Cintia, e que nos tenham solicitado exemplares durante o processo de autorização de reprodução das mesmas”.



Acreditam que essa experiência possa gerar um número ainda maior de leitores para o clube?


Sem dúvida! Os leitores verão que um clube de leitura é fundamental para dar prosseguimento as suas leituras, por ser um espaço para falar sobre o que leram, debaterem, conhecerem pessoas com interesses afins, aprofundarem a experiência literária, descobrirem novas obras e escritores, e perceberem que somos atores importantes dessa magia denominada Literatura. Principalmente quando ousamos realizar a travessia do verso, produzindo nossos próprios textos, quando ao reinterpretar nossas leituras cumprimos um dos misteriosos desígnios da obra de arte, que se enriquece pelos desdobramentos que proporcionam a cada nova recepção.  






Qual foi a emoção de ver o livro prontinho, em mãos?

É bom ver algo que a gente se propõe a fazer concretizado. A sensação é de "Legal, deu certo!" e daí a gente pode por aquele tracinho de “trabalho concluído”. Mas é só uma etapa pois além de ter o livro nas mãos, há a fase seguinte de saber se as pessoas gostaram do resultado.



O livro físico já está à venda na livraria da UFF. E quem quiser adquirir o e-book, como deve fazer?

Essa informação que veiculamos no blog foi uma precipitação. Quando nos disseram que o livro também tem e-book interpretamos, na empolgação, que ele também estava disponível. O e-book levará ainda um pouco mais de tempo para sua finalização.


Quando e como será o lançamento oficial do livro?

O livro é uma parceria entre os escritores, os organizadores e a Editora da UFF. Vamos esperar o comunicado da Editora que tem se mostrado impecável na divulgação do nosso clube de leitura, um excelente trabalho realizado pela equipe da Ana Paula.


Gostariam de deixar mensagens para os cliceanos, para os leitores em geral, para a editora?

É muito gratificante testemunhar o poder de transformação que as leituras exercem sobre as pessoas e ver tantos leitores do Clube produzindo belíssimos textos como os que encontramos no livro. Gostaríamos de dizer, no entanto, que nosso Clube é essencialmente um clube de leitores, razão de ser da sua existência. Se você quiser apenas ler os livros e conversar sobre suas leituras, queremos muito você no CLIc. Não importa se você vive em Icaraí, Acari ou Mumbaī, porque pela Internet acessamos quanto do mundo se pode ler, o que nos faz do tamanho da nossa rede de participantes.

Gratidão a todos que participaram deste Projeto. Agradecemos também aos nossos companheiros de produção da Editora, Ricardo e Leandro e nossas queridas anfitriãs das reuniões mensais, Teresinha e Fátima, extensivos a Luciene e Geraldo. Last but not least, um abraço para o Marcelo que sempre nos acompanha em todas as reuniões com sua mammy!

Desejamos a todos um Feliz Natal e um 2014 com muitas leituras!




1 de dezembro de 2018

Haicais: Elenir


Tive tanta coisa...
A casa da praia e o mar,
da serra e a lareira.


Cacos coloridos,
vitral de minha vida. Uns
cinza, outros vibrantes.
Falta, ainda, um mês,
para chegar o verão.
Já ouço as cigarras


Ponto de cem réis.
A Igreja S. Lourenço e,
do Fonseca, o início




Na Boa Viagem,
é, a igrejinha do morro,
um ponto de luz.




Nasci no Fonseca.
Lá deixei a Alameda o Horto
e o Colégio Brasil.


                      Essa foto de Palácio Quitandinha é cortesia do TripAdvisor

Natureza artista.
Quitandinha sob o ruço.
Tela de Monet.

Elenir palavreando a seus companheiros do clube do livro

Palavras e livros,
meus companheiros. Com eles
me conheço e o mundo.