CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

19 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL CLIc!!!"


"Ele desdobra o Céu como uma cortina, veste-se da luz como um manto"

O que parecer ser a imagem de um anjo celestial é, na verdade, uma região de formação estelar pertencente a nossa Galáxia, localizada a uns 2000 anos-luz da Terra. Os feixes laterais que lembram asas de um anjo são nebulosas de emissão em expansão (nuvem de gás que emite radiação graças a presença de estrelas super quentes recém-formadas e ainda embebidas na nuvem).


"Ele desdobra o Céu como cortina
e veste-se da luz, como num manto
e tão perfeita é, oh celestina,
que  praz aos outros anjos o seu canto.

E no silêncio imenso do acalanto,
pois que espalhar beleza não é sina
esparge luz em gotas de seu pranto
enquanto invade a calma e alucina.

O que  fizemos para termos tanto
do Universo que em si se ilumina
sorrindo em luz ao mundo inacabado.

E a cada verso, o verso é quase santo
que escuto, no silêncio que fascina,
o som desse Universo irrevelado."



6 de novembro de 2011

Pequenas Epifanias: Caio Fernando Abreu






Associação Amigos do Caio Fernando Abreu 



AACF busca colaboradores para criação do SITE OFICIAL CAIO FERNANDO ABREU

Com o apoio de fãs, amigos e familiares a Associação Amigos do Caio Fernando Abreu - AACF foi criada em 2010, sem fins lucrativos, com o intuito de preservar, reunir e divulgar a obra e a biografia do escritor.

Em 2011 a AACF idealizou a criação do SITE OFICIAL CAIO FERNANDO ABREU, um espaço virtual que disponibilizará digitalmente conteúdos relacionados à obra, à biografia e ao acervo de CaioF.

Para conseguir a verba necessária para a realização do site, a Associação inscreveu o projeto em uma plataforma de apoio colaborativo, onde as pessoas podem contribuir e receber recompensas como marcadores de livros, ímãs de geladeira, bótons e livros do escritor.

Para mais informações acessem: www.benfeitoria.com/caio 


Postado por Associação Amigos do Caio Fernando Abreu no blog Clube de leitura Icaraí em 25 de novembro de 2011 06:30




Girassóis - Vincent van Gogh
"Durou pouco, 
girassol dura pouco, 
uns três dias. 
Então peguei e joguei-o pétala por pétala, 
depois o talo e a corola entre as alamandas da sacada, 
para que caíssem no canteiro lá embaixo e voltassem a ser pó, 
húmus misturado à terra, 
depois não sei ao certo, 
voltasse à tona fazendo parte de uma rosa, 
palma-de-santa-rita, 
lírio ou azaleia, 
vai saber que tramas armam as raízes lá embaixo no escuro, 
em segredo."


"Estava tão mal que o talo pendia cheio de fraturas....Não havia como endireitá-lo. Na manhã seguinte, juro, ele havia feito um giro completo sobre o próprio eixo e estava com a corola toda aberta, iluminada..."


clicrbs - arquivo pessoal do autor

"Errei pela primeira vez quando me pediu a palavra amor,
e eu neguei.
Mentindo e blefando no jogo de não conceder poderes excessivos,
quando o único jogo acertado seria não jogar:
neguei e errei.
Todo atento para não errar,
errei uma vez mais."





"Pensar viagens
toda noite me leva
a um pouso diferente
mas o sonho que sonho
é sempre o mesmo:
um lar"
(Ryokan)





" ... de mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou - descuidado, também - em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia."  (pic. blogsensacional.blogspot.com)


Amigos, nossa vida é repleta de vezenquandos: são momentos de memoráveis encontros, de alegria, de descobertas, de perdas, de reencontros e de dor, pura dor on-the-rock. Pequenas epifanias vão te levar ao céo, e depois vão te jogar nas profundezas de si mesmo. De noites estreladas a abismos sem luz alguma. Em um piscar de olhos, a mais sublime leveza se transforma em vazios inomináveis, em que caímos, caímos até o outro lado de nós mesmos. (Pic. wordpress)

Quem estiver com dificuldades para adquirir o livro "Pequenas Epifanias" leia o e-book clicando aqui.




12 de outubro de 2011

A Montanha, o Mar, a Cidade: Carlos Rosa Moreira

Mensagem do Autor após a Reunião:

Ao Clube de Leitura: A reunião de ontem ficará para sempre. Foi um momento de conversa, de se conhecer, de falar, calar e responder, sorrir, concordar ou não, ou seja, um momento simples entre seres humanos, tão simples que se torna grandioso e inesquecível. Agradeço a vocês a leitura atenta e o carinho pelo meu livro. De certa forma realizei um sonho do Borges, uma beleza de sonho. Contava ele que o seu livro "História de la eternidad", publicado na década de 30, após um ano nas livrarias teve apenas 37 compradores. Dizia ele que teve vontade de conhecer os 37, se desculpar com eles e agradecer pela compra. E isso porque eram pessoas reais, com rostos possiveis de serem conhecidos. "Se você vende 2000 exemplares é o mesmo que não vender nenhum, pois a imaginação não forma 2000 rostos. Já 37 pessoas... 37 está ao alcance da nossa imaginação." Assim contava o enorme Jorge Luis Borges, com aquela simplicidade que o fazia ser amado por todos. Para ele, conhecer os seus leitores, conversar com eles, saber onde moravam e perguntar por suas famílias era a coisa mais importante. Fiquei muito feliz e orgulhoso por conhecê-los. Muito obrigado.
Carlos Rosa Moreira.




Comenta-se muito no clube de leitura as coincidências entre a ficção do livro do mês e eventos do nosso dia a dia. Pois esse mês as sincronicidades romperam todos os limites,  saíram páginas afora, literalmente. Ou fomos nós que entramos no livro? Os frequentadores de nossas reuniões vivemos nos cenários das crônicas de Carlos Rosa, sentimos quase como se fôssemos o protagonista, escalando ou veraneando nas montanhas, caminhando à beira-mar ou nadando nas praias papagoiabas e capixabas como se fosse o narrador, flanando pelas ruas de Icarai e adjacências, no tempo presente ou na Niterói do passado; atravessando a baía, (re)conhecendo o Rio Antigo, indo além, cruzando o oceano rumo ao velho mundo, Paris, Madrid, Porto, ... tantos pontos inseguros para  o coração do poeta! Leio uma crônica e resolvo sair de casa para percorrer o trajeto feito pelo narrador. Pronto: faço parte da história!


"Vagueio sobre passos de outrora e estou conhecendo a cidade de maneira íntima".


Como bem lembrado por uma de nossas leitoras na troca de mensagens do grupo, o título do livro ainda pareceu incompleto. Ficou faltando "as Pessoas", porque Carlos fala de gente quase o tempo todo. E também "as Viagens", claro!

"Às vezes o autor é levado a ser otimista por acreditar na perfeição e na liberdade. E arrasta, com palavras, o leitor a viajar com ele pela vida, mesmo sabendo ser saboroso ler/ver que o personagem não busca respostas. Apenas conversa, imaginariamente, como quem se convida para um chope no bar da esquina."

Photo: Luiz Maron

Ah, Niterói ...!

Primeiro plano: Pedra do Indio
Segundo plano: Pedra de Itapuca
Terceiro plano: MAC
Quarto plano: Igrejinha da Boa Viagem
Quinto Plano: Corcovado


Dans l'une des chroniques, Marcel demande une madeleine dans une Confiserie, la serveuse lui apporte une madrilleno. Ouço, então, vozes e risadas nas mesas vizinhas e ... versos.


"une heure n'est pas qu'une heure,
c'est un vase rempli de parfums,
de sons,
de projets
et de climats"
(Proust)


 Cheiros, sabores, maresia, memórias ... tem muito mar no livro do mês, muito vento, muito Carlos. "A Montanha, o Mar, a Cidade" é uma bela surpresa!




"É bom errar
nas montanhas, nos mares,
nas cidades entre as gentes,
em si mesmo."


Entrevista com o autor:

EH: Rilke no diz, em Cartas a um jovem poeta,  que "Uma obra de arte é boa quando surge de uma necessidade." Você sente sempre essa necessidade, ela é diária, como se dá seu processo de escrita? Enfim , é  árduo ou se dá com facilidade? Existe algum método para sua escrita surgir?

CRM:  Eu mesmo digo que é "necessidade" de escrever, mas, no fundo, nem sei se posso chamar de necessidade. Talvez seja. Mas imagino que é algo maior, algo intrínseco, uma tendência natural e forte. Digo isso porque, antes da necessidade, antes de pensar na "necessidade" de escrever, a escrita já vem à cabeça. A literatura é algo muito natural, minhas observações do mundo são sempre literárias, e isso se dá de forma normal, sem pensar, apenas vem.

Sim, ocorre diariamente, ou quase. Os problemas normais da vida influem, mas nada impedem. Às vezes desviam o pensamento literário, mas ele sempre retorna. O processo da escrita não é fácil ´nem árduo, tem a complexidade de qualquer trabalho. Mas, para mim, um trabalho fascinante de ser feito. Não sei dizer se é difícil, mas digo que é gostoso. Prefiro usar a palavra "complexo", pois escrever envolve um mundo de questões.
Quando você pergunta se existe método para a escrita surgir, acredito que está perguntando sobre o assunto a escrever. Se for isso, não, não tenho métodos. O assunto surge simplesmente, depois é pensado e burilado. Mas às vezes foge, vai embora e não volta. Às vezes fica e vira um texto.


EH: Como você se sente diante das críticas aos seus textos?

CRM:  Me sinto à vontade perante as críticas. Assim como aceito elogios, aceito críticas negativas. Ninguém é obrigado a gostar de um livro. Da mesma forma como acontece com qualquer escritor, meus textos seguem um determinado estilo decorrente da minha maneira de ser, principalmente as crônicas. E sei que esse estilo pode não ser do agrado de muita gente. Já recebi críticas pelo "A Montanha, o Mar, a Cidade" sobre assuntos que outros adoraram. Portanto encaro com muita naturalidade as críticas, naturalidade e modéstia.


EH: Seus textos surgem de repente ou levam dias  numa espécie de gestação? Fale-nos ainda  de seu prazer durante a escrita. Existe? 

CRM:   Geralmente, no que toca às crônicas, elas surgem de repente. E surgem todo tempo. Às vezes até as evito, pois atrapalham quando minha cabeça está ligada em algo mais longo. Por exemplo, tenho dois esboços de romances e um livro de contos pronto (90% pronto), mas para escrevê-los tenho de me livrar das crônicas. Contudo, confesso que adoro escrevê-las, sou e sei disso, um cronista. Pelo menos acredito que sou. Depois de escrito é aconselhável guardar o texto por um tempo, depois relê-lo, enxugar, cortar, mudar, mexer ou seja, burilar, lapidar. Para mim, esse é um exercício delicioso, existe sempre prazer na escrita, além disso, amo o nosso idioma e adoro estudá-lo e trabalhar com ele. Talvez isso possa ser chamado de gestação: às vezes uma história fica na cabeça, prontinha, gestando, aí escrevo (um exemplo é a crônica "Tempo"). 


EH: Você teria algum conselho que pudesse dar a quem gosta de escrever? 

CRM: Quem quer escrever deve ir adiante. Tenho uma pequena e inocente crônica sobre esse assunto. Quem quer escrever deve ser independente, mas estudar bastante. Aconselho a não pedir opiniões a qualquer um, mesmo que pareça muito culto. Se quiser saber opiniões, procure alguém do meio literário, alguém que goste do idioma e que seja generoso. Viver e observar é muito importante para quem deseja escrever.


EH: Existe algum livro especial que  tenha mexido com sua visão de mundo, ou melhor, mudado muito sua vida?

CRM:  Nenhum livro mudou a minha visão do mundo, mas vários livros me ajudaram a refletir sobre o mundo, me instruiram, me mostraram caminhos. Mudaram coisas em mim, ilustraram minha vida. Sem dúvida, me tornaram um sujeito melhor.


15 de setembro de 2011

Os 100 + 1 Livros da Estante do Clube de Leitura Icarai




Olá amigos do Clube de Leitura Icarai, leitores que nos acompanham nas reuniões mensais ou pela web, recém-chegados ou fiéis desde a primeira leitura, lá nos idos de 1998. Primeiramente completamos 100 leituras, com  "O Primeiro Homem" de Albert Camus e, agora, com "a máquina de fazer espanhóis", de valter hugo mãe, completamos 100 livros. Não coincidem porque fizemos algumas releituras, devo informar aos mais novos.  Eis como está minha estante, e a de alguns companheiros  dessa jornada, com os 100 títulos lidos.


Hello friends of the Icarai Book Club, readers that accompany us on the web or in the monthly meetings, newcomers or the faithful ones since the first reading,  back there in 1998. First we completed 100 readings, with "The First Man" by Albert Camus, and now with "a máquina de fazer espanhóis" by valter hugo mãe, the outstanding mark of 100 books is achieved. The countings don't match because we've read some books twice. Here is how my bookshelf looks like, and probably the ones of some companions on this journey, with the 100 titles that were read.


Voilà, mes amis du Club de Lecture Icarai, lecteurs qui nous accompagnent sur ​​le web ou dans les réunions mensuelles, les nouveaux arrivants ou les fidèles depuis la première lecture, dès 1998. Premièrement, nous avons terminé 100 lectures, avec "Le premier homme" d'Albert Camus, et maintenant avec «a máquina de fazer espanhóis" par Valter Hugo Mãe, la marque exceptionnelle de 100 livres est atteint. Les comptages ne correspondent pas parce que nous avons lu quelques livres à deux reprises. Voici comment mon étagère ressemble, et probablement celles de quelques compagnons de ce voyage, avec les 100 titres qui ont été lues.


19 de julho de 2011

Entrementes (do leque ao soma)



"De onde vem a força feminina?
Esse poder transformador se calou e se escondeu
 O pouco revelado no Leque secreto não aplacou minha sede
Uma heroína eu clamo, ou um pouco de soma, por favor"


11 de junho de 2011

Le Premier Homme: Albert Camus


Camus, était-il un existentialiste? Il même a dit non et Jacques, le protagoniste de son dernier roman, une oeuvre qui a resté inachevée, semble confirmer cette hypothèse. Le manuscrit, retrouvé dans la voiture qui lui a tué, montre une sorte de  «archéologie» de l'écritture de Camus, contenant plusieurs feuilles en montrant le plan de travail pour "Le Premier Homme". Dans un de ces tracts, le narrateur dit qu'il avait essayé d'aimer tout ce qu'il avait choisi dans la vie, mais qui n'a pris fin que pour l'amour qui lui a eté  imposé subrepticement par des circonstances, l'amour qui a duré plus par hasard que par volonté, et enfin devenu nécessité. Comment pouvons-nous être libres si le coeur n'est pas libre,  si «l'amour véritable n'est pas un choix ni une liberté", se demande le narrateur? J'ai l'impression que Jacques est le caractère inévitable de Camus, celui qui révèle, derrière tout le defi et le questionnement, la voix du cœur nécessaire et urgent. Je pense qu'il ne peut y avoir l'existentialisme authentique si nous n'arrivons pas à aimer ce que nous choisissons. C'est vrai que l'amour est au coeur et la liberté est à l'âme, mais il est temps pour l'amour et la liberté d'être ensemble. Voilà!



La voiture après l'accident qui a tué Camus
De plus,un poème de l'un de nos lecteurs:



"Viver a realidade crua e cruel
Sentir na pele a fome, a guerra
Sorver a miséria diária dos gestos
E mesmo assim poder amar

Esse é Jacques, é Camus
É o primeiro homem que habita em nós
Não se fez sozinho, mas sem pai
Foi moldado à falta


Depois, incompleto o adulto
Parece ter-se exagerado em feitos e atos
Para preencher a ingenuidade que não herdara
Mas via espelhada na mãe resignada

E a culpa corroeu-lhe a alma de menino
E transformou-se em seu sangue cuspido
Que precisava ser decifrado sem letras
Para enfim conseguir o perdão que buscava

Da mãe, da vida, de si"



22 de maio de 2011

Cem Leituras


Olá, caro visitante do nosso blog, estamos celebrando algo muito significativo! Com a escolha de “O Primeiro Homem”, de Albert Camus, para discussão na reunião de Julho de 2011, o Clube completará sua centésima leitura. Este é um bom momento para lembrar o que lemos, o que estas muitas leituras nos apresentam, o que revelam de nós mesmos e como caracterizam o perfil do nosso grupo de leitores.

Por nós passaram livros que nos trouxeram poemas, romances, histórias e memórias. Foram 97 livros diferentes ao longo da existência do Clube, dentre os quais três releituras. Livros escritos em idiomas de todos os continentes que hoje fazem parte de nossas bibliotecas particulares. Uma diversidade incontestável do perfil do nosso clube de leitura: 60 autores (18 destes lidos duas ou três vezes) e 18 autoras, 26 obras nacionais, 19 dos Estados Unidos, 8 da Inglaterra, 7 de Portugal, 6 da Espanha, 4 da França e Índia, 3  da Rússia e Japão e  de muitos outros países.




Por onde estes autores e autoras nos levaram? Descobrimos que ao abrir as primeiras páginas de cada um destes romancistas, não estamos apenas na presença de uma pessoa diferente, mas estamos vivendo em um mundo diferente. Com Saramago caminhamos com frequência pela escuridão, chuva e névoa, o que nos deixa incomodados, tamanho o absurdo que sua criação nos apresenta. Machado de Assis nos leva pelas ruas antigas do Rio de Janeiro. Se viramos as páginas, Virginia Woolf nos envolve com o sol da manhã, o perfume das flores, de belos jardins e festas... Ao encontrarmos Euclides da Cunha, o sol é outro, pois não há brisa, mas a secura do cerrado. Podemos mudar a qualquer momento: escolher viajar pelos rios de Mia Couto ou de Miltom Hatoum, caminhar pelos campos de Raduan Nassar ou simplesmente permanecer nas dependências de um prédio com Muriel Barbery, ou nas nuvens com Gracinda Rosa. E ao ler, selamos um pacto com cada um destes escritores, o de transformar seu mundo a nossa realidade.