CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

31 de julho de 2012

Autores do CLIc no Castelinho do Flamengo



29 de julho de 2012

Além das minhas forças e responsabilidades


Yann Arthus-Bertrand captures fragile Earth in wide-angle



Recentemente a Unesco cedeu ao Rio de Janeiro o título de Patrimônio Mundial da Humanidade, na categoria Paisagem cultural. Foi a primeira vez que uma paisagem urbana foi escolhida para se transformar em patrimônio. Notícia que dá orgulho ao povo carioca. O Rio é, de fato, uma Cidade Maravilhosa, abençoada por um relevo de montanhas e belas praias. Bonito por natureza! É, mas quem mora aqui sabe que viver no Rio não é assim tão maravilha. A qualidade dos serviços públicos deixa muito a desejar (ensino, saúde, segurança, transporte, limpeza e planejamento urbano. Só para citar alguns.). Um problema, aliás, que afeta todo o país. Sendo atividades prestadas pelo Estado à sociedade é nosso direito (e dever como cidadãos) fiscalizar, cobrar e, mais importante, ter na memória o que o Estado faz de bom e ruim. Ponderar, comparar com outros governos e, nas eleições, não se isentar em escolher direitinho a quem dar poder de decisão e quem deixar bem longe deste papel. Afinal é nossa qualidade de vida que está em jogo. Mas existe algo a mais que podemos fazer? Sem deslocar o foco de responsabilidade do Estado para o indivíduo: o problema é só o serviço público de baixa qualidade?

Quantos são os autores e compositores que eternizaram o Rio de Janeiro em suas obras? Machado de Assis, José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes,... São tantos! E como é bom ler e ouvir sobre nossa cidade. Uma viagem no tempo! Mas, ler deveria ser muito mais que uma intrusão no texto, um desfrute de prazeres e sensações de terceiros. Como sugere Ana Maria Machado em seu livro "Infâmia", o leitor deve ser capaz de não se excluir do real ao ser intruso no fictício. Sendo assim, como cidadãos leitores de nossa cidade, temos duas escolhas, sermos somente intrusos, desfrutando das belezas naturais e reclamando das mazelas urbanas, delegando-as ao poder público, ou leitores que não fogem de suas parcelas de responsabilidade, que exercem suas cidadanias.

Se nossa cidade fosse um livro, como a leríamos? Se eu lesse as grandes festas populares, como a Virada do Ano e o Carnaval, leria, além da beleza da música, da alegria do povo, pessoas mijando em espaços públicos: na areia da praia, nas árvores, nas paredes de prédios. Leria uma cidade que fede. E muito! Se eu lesse o trânsito leria motoristas impacientes, estressados, com pouca noção de direção defensiva, andando alcoolizados, colados ao veículo à frente, lançando farol alto para forçar a liberação de pista, acelerando ao ver um veículo que dá sinal de mudança de faixa, bloqueando cruzamentos, desrespeitando à sinalização. Leria motoristas subornando policiais de trânsito. Se em minhas leituras percorresse as ruas, leria muito lixo. Pessoas deixando seu lixo por onde passam (no banco de espera de um ponto de ônibus, pelas calçadas, pelas janelas de ônibus, carros, caminhões). Lixos residenciais, resto de entulho ou poda de árvore  em terrenos baldios (Bastaria chamar o serviço de coleta público gratuito, mas jogar no terreno baldio da esquina, ou no rio é mais rápido!).

Será que eles vieram de nós mesmos?


Qual impacto temos sobre o ambiente urbano? Estamos orgulhosos de nosso papel? É urgente repensar a relação do cidadão com sua cidade. Talvez neste sentido faltem campanhas educacionais promovidas por orgãos governamentais, mas falta algo ainda mais básico. Falta educação, um conceito muito mais amplo que educação escolar. Que vai além da responsabilidade da política pública e de sistema educacionais formais. Falta aquela educação que se aprende em casa. Uma geração inteira de famílias parece ter se isentado deste papel. Pais isentos ou permissivos que não souberam educar seus filhos, e criaram uma geração de homens e mulheres pouco cientes de seu papel social e da importância de ser um cidadão. Parece que o indivíduo preza tanto a liberdade, a segurança dos seus direitos em questões privadas que esquece seus deveres. Falta educação na mídia, na sociedade, para servir de exemplo ao jovem e ao adulto que não aprendeu. Não aprendeu que o seu direito é também o direito de todos.


Ser cidadão é ser um sujeito crítico, é desenvolver atitudes de solidariedade, aprender a dizer não ao que é imposto pela mídia, é adotar uma postura, é fazer escolhas, é despertar para as consciências dos direitos e deveres, lutar pela justiça, valorizar a pessoa humana, a dignidade necessária para todos.

Ah, quem dera se não soasse, inocência, utopia,  pieguice, hipocrisia ou tom professoral. Quem dera se alguém visse um apelo, um convite a fazer melhor em um espaço de construção compartilhado. Por que a função de um Clube de Leitura, também é estimular bons leitores. Através de mudanças de atitudes individuais, podemos servir de exemplo a nossos filhos, amigos,... a um estranho que nota. Eu acredito.





"Cidadania não é uma lição a ser ensinada. É uma postura que precisa ser estimulada. Postura essa que possa fazer nascer em cada um, o sentimento do que é viver em prol do bem-comum. O conceito se refere sim a direitos e deveres civis e políticos, mas não podemos nos esquecer de que é necessário que esses direitos sejam pensados por meio de valores éticos. É necessário conjugar cidadania com diversidade, justiça, dignidade." (educação pública)






O que mais eles querem??????




"Eu concordo absolutamente com você, minha querida... Eles vão ficando mais maduros, e nós gostamos cada vez mais, não é? Se não tiver salão (como não frequento, estou ferrada!), se não tiver um retoque no rosto, nos lábios, cílios, etc., não temos um lugarzinho ao sol. Sem contar com as dietas miseráveis e os pesos de 40 kg para levantar. Isso não é justo. Eles ficam carecas (achamos charmosos), ficam de cabelos brancos, a mesma coisa (se bem, que agora eles estão fazendo um reflexo loiro!), ficam barrigudos, achamos uma gracinha. E quando perdem os músculos, nós dizemos: 'Agora ele mudou..........É um intelectual!!'


Afinal o que querem os homens, além da eternidade e mulheres com menos de 30?"*

A resposta veio rápido de um de nossos participantes: um clube de leitura nos moldes da "Naked Girls Reading" em Icaraí. Nada mal!


Garotas do Naked Girls Reading em uma das apresentações nos Estados Unidos (foto: Reprodução)



*Texto não autorizado pela autora, até o momento


Clube do Conto - Eis que morto acordei: novaes/



Os /s - Newton & Rita
       
       Acordei morto. Não poderia, mas aconteceu. Despertei-me da vida. Emergi desse mundo. Não foi sonho, mas sono profundo, acordado, fora do mundo. Foi um mergulho ao contrário, um libertar-me das águas, das ruas, das casas, das pessoas. Um soltar-me de mim mesmo, dos limites. Sim, um desprender-me de todos os infinitos limites que nos definem, que tão definitivamente nos moldam, ossos, músculos, pele, cérebro, e como tal nos possibilitam. Morri, impossibilitei-me, inexisti, e acordei desse modo, não vivente, falecido, cadáver nascido subitamente, como sói acontecer a todos algum dia, um belo dia, em que acordamos da vida para sempre.

       Há em volta quem chore, quem maldiga, quem espreite curioso, quem olhe cínico. Posso ver cada olhar, cada vívida expressão, de dor ou de regozijo, de pavor ou de descaso pavoneado, sem falar nos entediados que cumprem aqui uma obrigação desnecessária. Não entendo que necessidade teria eu, morto e ausente, de presenciar isso tudo. Corpo presente, carne e ossos definitivamente abatidos, imóveis, como um entulho, os restos inevitáveis dessa obra que foi a vida. Quem diabos se posta perante o entulho final de uma obra e põe-se a lamentar?  Que admirem a obra, não o entulho!

       Meu corpo agora é apenas um resto, quieto e mudo, mas a dizer o que todos os restos de vida dizem. O que se teve ali, que tipo de pessoa, que vida foi aquela, como ela nos esbarrou, qual o tamanho da marca que nos deixou aquele ser, o que foi mesmo que sua passagem serelepe e inconsciente pelo mundo nos causou e, também, claro, o quanto lamentamos, ou não, por seu desaparecimento. Daqui vejo que cabem muitas medidas nesse lamento, de um mísero segundo até uma vida inteira. De uma única pessoa até alguma multidão. Depende de quem lamenta, depende de quem se foi. Depende de quem se é.
       Mas, querem saber, vejo daqui, límpido como nunca, que nada disso a mim importa. Mais espanto-me agora com essa passagem de rostos perante meu semblante ‘defuntérico’, minha palidez mórbida, minha rigidez cadavérica, cada verídica ruga morta, estática, como se uma estátua feita de carne seca e pele amarelada estivesse aqui esperando o enterro, aguardando em exposição a hora de juntar-se à terra, servir-se o banquete aos vermes, que afinal esse entulho humano apodrece e cheira muito mal.

       Tudo isso, acreditem, em nada me ocupa. Não sou mais eu aqui, neste corpo. Não tivesse acordado morto, nem saberia nada disso, não estaria aqui a contar-lhes essas sensações. Mas, incrível, acordei. Mortinho da Silva, no entanto clarividente, com o corpo frio, mas a alma quente, logo eu que não acredito em superstições, nem deuses, nem copos d`água atrás da porta, nem espíritos, nem olho-de-boi. Talvez acredite em pimenteiras contra o mau-olhado. E só.

       Eu morto sou engraçado. Eis que minha preguiça reina vitoriosa, enfim. Eu aqui paradinho, deitado, num descanso suspeito, mas eterno. O que será que se passa na minha cabeça? Será que enfim vejo todos os filmes que na vida não consegui? Leio todos os livros grandiosos, tão maiores que minha pessoa, que por isso tanto me intimidaram e, dessa forma, fugiram-me? Será que vivo finalmente todos os amores impossíveis, os desejos mais ardentes, todos os impulsos românticos que calei, contive, amordacei, prendi em roupas de louco, doido para que me rompessem a timidez, mas temeroso das consequências, de ver-me feliz por vinte e quatro horas que fosse? Será que morto estou, mesmo, despido das amarras vivas, dos neurônios, que com seus fios cerebrais prendem-nos os passos, embaçam-nos o olhar, limitam-nos os movimentos, como se eles estivessem indissoluvelmente manietados pelo mundo, pelos demais seres na Terra, por sua vez também marionetes de si próprios, pois que não há, objetivamente, nada acima a controlar-nos, apenas o que vai pelas mentes, ou seja, os conceitos e preconceitos, essas coisas absolutamente abstratas, mas tão reais, essas coisas invisíveis que nos amarram a todos como se fossem correntes de aço.

       Vejo que nem morto me liberto do mundo: sou obrigado a cumprir aqui o último ritual. Vocês pensam que me homenageiam, mas a mim parece que me gozam. Expõem meu corpo morto ao público. Mas, que diabos, como podem pensar que estou gostando disso? Assistem à minha derrocada final, sem que eu possa respondê-los, sem que eu possa esboçar meu inconformismo, ou dizer-lhes que fui feliz e que essa morte em nada me incomoda, ou, se não for bem assim, que eu possa pelo menos resmungar e praguejar que espero a todos vocês do lado de cá, seus morrinhas, parem de babar-me o cadáver! Não ousem beijar-me a tez sem vida, que não pode corar-se, sem sangue, não pode sentir. Não veem que isto, em mim, não tem mais sentido? Não há tato, olfato, visão, audição, paladar. Não para mim. Só para vocês, seus egoístas, que me encostam lábios mornos para sentir o gosto da morte, não resistem, não é? Provar o raro e gélido sabor da sobra humana, da carne inerte, sentir por um segundo o que serão um dia. Não resistem e vêm babar-me o defunto.

       Olha, agora que acordei morto, percebo o quanto o velório é um achincalhe com o “ente querido”. Querem me enganar que as velas têm razão religiosa e que as flores, muitas flores, são homenagens sentidas, enquanto eu sei que tudo isto é tão somente para disfarçar o meu odor putrefato. Velas e flores não me confortam! – mas sim a vocês, seus hipócritas. E não me ponham ninguém a rezar na beira do meu caixão pois, querem saber?, eu não o ouço e mais me parece que vocês é que precisam dessa mensagem para apaziguá-los, para acreditarem na vida após a morte, pois não saberiam o que fazer com suas mortes em vida.

       Perdoem-me a acidez das palavras, é que não é fácil estar morto. E, vejam, o fato real é que o velório, o enterro e todos esses rituais da morte são a última escatologia pública que o homem ainda pratica. Um desrespeito ao morto e aos que se sentem obrigados a comparecer a esse espetáculo mórbido. Falarei uma vez só; entendam-me por favor. Alguns poucos séculos atrás, obrava-se em público. Era natural, como natural ainda é, hoje, essa exposição pública de um corpo morto. O rei parava a carruagem real para obrar e fazia suas necessidades fisiológicas à frente de todos. Vi numa fazenda colonial em Ouro Preto dois buracos sanitários, lado a lado, de modo que duas pessoas pudessem conversar enquanto aliviavam-se. E estes sanitários abertos, expostos, ficavam na cozinha, bem ao lado do fogão, de modo que a fumaça da comida disfarçasse o mal cheiro do que se evacuava no local. Ora, evoluímos, não foi? Adquirimos pudor e privacidade. Então – é óbvio – falta-nos agora pararmos de expor cadáveres para visitação geral, que é um dos hábitos mais deprimentes, escatológicos e degradantes que ainda temos.

       Ora, vejam só. Acordei morto e, morto, acordei, imaginando que no futuro teremos mais pudor, mas muitíssimo mais pudor, quando formos descartar o que restou de nossos parentes. Pudor e privacidade! Não mais a exposição pública da morte, esse momento tão único e tão pessoal. Nascemos sob as seletas vistas de médicos, mãe e, no máximo, do pai. Por que não podemos morrer assim? – à vista apenas dos necessários, dos imprescindíveis?

       A vocês que estão vivos, lhes rogo: libertem-se dos fios invisíveis que lhes amarram a consciência e a vida, os conceitos arcaicos e os preconceitos estúpidos. E nos deixem, os finados, desaparecermos com dignidade, longe de olhares piedosos ou indiferentes.

       Acreditem, indiferentes estamos nós, os mortos. E não queremos mais nada, muito menos piedade.


28 de julho de 2012

Hoje: Noite de Autógrafos



Lançamento do Livro "Vida aos Oitenta: Lembrar e Esquecer" de Aquiles Andrade

Local: Salão de Festas Casa de Vidro - Bairro CeHab - Itaperuna - RJ

Data: 28/07/2012

Horário: 20:00 h




"Nossos encontros de olhares, que nesta época se diziam flertes, eram freqüentes, mas namorar mesmo ela não queria. Dentro desse espírito aproveitei, em uma de suas idas ao parque de diversões, para dedicar a ela a música “Normalista”, que era grande sucesso da época, na voz de Nelson Gonçalves. Sem citar nomes disse apenas que 'alguém oferece a uma normalista que se encontra no recinto'”.

25 de julho de 2012

25 de Julho - Dia do Escritor



"Muitos parabéns aos escritores do nosso Clube pelo dia de hoje!"
(Lilian)

"Coragem, Leitores, coragem... O CLIC é de leitores e leitores devem ser exigentes, assim como eleitores. Não temos críticos em Niterói, e onde estão os críticos do CLIC? Para o bem ou para o mal é preciso comentar o que se lê, já que se é parte de um clube de leitura. Comentar, analisar, criticar, buscar ideias para definir sensações obtidas com uma leitura é um exercício trabalhoso, mas intensamente compensador. Acredito que muitos desejam escrever, há várias pessoas no CLIC com condições de escrever um texto e postá-lo no blog, por que não fazê-lo? Façam. Mas a contrapartida é importante, comentários sinceros são necessários."  





 "Parabéns a todos nós, pois acima de tudo nossas vivências são escritos da nossa própria vida" - Ceci


Clube da Felicidade


Linda Juventude - 14 Bis


Pescaria da Festa Julina


24 de julho de 2012

CLIc Informa Pŕoximos Eventos:


Teatro Nô no Clube da Felicidade:

CAEx: Clube das Almas Execráveis

Tsuchigumo, em gravura de Kunichika


Fantasma no CLOu:





 Em 'Fantasma', testemunha de crime é uma sem-teto frágil e sonhadora.

Novo livro de Luiz Alfredo Garcia-Roza dá visibilidade a personagens habitualmente desprezados

 "O Sr. Garcia-Roza, como eu deveria ter esperado, não é exatamente 'o autor de romances policiais protocolar', mas um híbrido mais interessante entre a análise incessante de personagens e a pura movimentação narrativa." (R.)


Crepúsculo dos Ídolos: Friedrich Nietzsche, no "Filosofia em Casa":


A Filósofa e a Concierge
Este livro, que serve de introdução à forma de pensar nietzschiana, é sobretudo, fruto da seguinte constatação do autor -'Há mais ídolos do que realidades no mundo'. A partir disso, Nietzsche põe-se a aniquilar tudo aquilo que julga serem ídolos falsos, ocos e decadentes. Ele parte do pensamento de Sócrates, destrói ídolos da sua época, como o sistema educacional alemão, escritores em voga, anarquistas, socialistas e progressistas, sem nunca deixar de atacar a metafísica.




Homem Comum: Philip Roth na Reunião Mensal do Clube




Clube da Lua: Baile do Bóson de Higgs

Baile da Lua
O Cão de Higgs

Para celebrar a descoberta da partícula de Deus, o clube da lua está planejando um tremendo baile.








Clássicos CLIc - Livro das Mil e Uma Noites: Tradução Jarouche

Degustação de doces distintos e estéticos, harmonizado com vinho branco, sobremesa gourmet, chef francês, com degustação literária, etc.



A fragrância é almíscar; as faces, o firmamento,
os dentes, estrelas; a saliva, vinho;
a esbelteza, celeste; os quadris, duna;
os cabelos, noite; o rosto, quarto crescente.


20 de julho de 2012

Silversun Pickups - Lazy Eye




I've been waiting;
I've been waiting for this moment all my life
but it's not quite right.

And this 'real',
It's impossible if possible;
At who's blind word,
So clear but, so unheard.

I've been waiting,
I've been waiting for this silence all night long;
It's just a matter of time.

To appear sad,
With the same 'ol decent lazy eye;
Fixed to rest on you,
Aim free and so untrue.

Everyone's so intimately rearranged
Everyone's so focused clearly with such shine

Everyone's so intimately rearranged
Everyone's so focused clearly with such shine

Lost and loaded
Still the same 'ol decent lazy eye
straight through your gaze
That's why i said i relate
I said we relate
It's so fun to relate

It's the room, the sun and the sky
It's the room, the sun and the sky

I've been waiting
I've been waiting for this moment...
 

13 de julho de 2012

HOJE É SEXTA-FEIRA 13! DIA INTERNACIONAL DO ROCK!



Há controvérsias sobre quem são os integrantes dessa mesa!








Hoje, dia 13 de julho de 2012, faz 27 anos que o dia 13 de julho, passou a ser também o dia internacional do rock. 





"Em 13 de julho de 1985Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres, na Inglaterra e na Filadélfia, nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The WhoStatus QuoLed ZeppelinDire StraitsMadonna, QueenJoan BaezDavid BowieBB KingMick JaggerStingScorpionsU2, Paul McCartneyPhil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black SabbathFoi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo. No Live 8 o Grupo de Rock Britânico Pink Floyd tocou junto, depois de 20 anos de separação. Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock."


Convite: 1001 Noites no Clube da Lua





A fragrância é almíscar; as faces, o firmamento,
os dentes, estrelas; a saliva, vinho;
a esbelteza, celeste; os quadris, duna;
os cabelos, noite; o rosto, quarto crescente.



Kandinsky's astro cruxaustralis


"Lua que se completa em extrema beleza;
o ramo de bambu fala de sua esbelteza;
o plenilúnio nasce da beleza de sua fronte,
e o sol se põe no rosado de suas faces;
ele/ela domina toda a beleza, como se
toda a beleza da criação lhe pertencesse".


Filosofia em Casa


A concierge e a filósofa em mais uma sessão de "Literatura em Casa"

La Juventud de Baco de William Adolphe Bouguereau 

Bacanal de Michel-Ange Houasse

Ofrenda a Baco de Michel-Ange Houasse

Próximas leituras: 



O Crepúsculo dos Ídolos: Nietzsche
 
Este livro, que serve de introdução à forma de pensar nietzschiana, é sobretudo, fruto da seguinte constatação do autor -'Há mais ídolos do que realidades no mundo'. A partir disso, Nietzsche põe-se a aniquilar tudo aquilo que julga serem ídolos falsos, ocos e decadentes. Ele parte do pensamento de Sócrates, destrói ídolos da sua época, como o sistema educacional alemão, escritores em voga, anarquistas, socialistas e progressistas, sem nunca deixar de atacar a metafísica.

 
 Rei Lear: Shakespeare

 Esta obra conta uma história de traição, vingança e paixão. O velho Rei faz doação em vida de todos seus domínios às 3 filhas e é imediatamente relegado ao abandono, restando-lhe apenas o amor de sua filha Cordélia.


Memórias do Subsolo: Dostoiévski

 "Sou um homem doente... Um homem mau. Um homem desagradável. Creio que sofro do fígado. Aliás, não entendo níquel da minha doença e não sei, ao certo, do que estou sofrendo. Não me trato e nunca me tratei, embora respeite a medicina e os médicos. Ademais sou supersticioso ao extremo; em, ao menos o bastante (em cartaz também no nosso clube de leitura)

Escrito na cabeceira de morte de sua primeira mulher, numa situação de aguda necessidade financeira, 'Memórias do subsolo' condensa um dos momentos mais importantes da literatura ocidental, reunindo vários temas que reaparecerão mais tarde nos últimos grandes romances do escritor russo. Aqui ressoa a voz do 'homem do subsolo', o personagem-narrador que, à força de paradoxos, investe ferozmente contra tudo e contra todos- contra a ciência e contra a superstição, contra o progresso e contra o atraso, contra a razão e a desrazão-; mas investe, acima de tudo, contra o solo da própria consciência, criando uma narrativa ímpar, de altíssima voltagem poética, que se afirma e se nega a si mesma sucessivamente. Não é por acaso que muitos acabaram vendo neste livro uma prefiguração das idéias de Freud acerca do inconsciente. O próprio Nietzsche, ao lê-lo pela primeira vez, escreveu a um amigo- 'A voz do sangue (como denominá-lo de outro modo?) fez-se ouvir de imediato e minha alegria não teve limites'.



8 de julho de 2012

Alvo Noturno: Ricardo Piglia (Opiniões Antes e Depois da Reunião)



Pato o conejo?


Antes da Reunião

Bom dia, clube

Achei muito bom o início e o estilo do escritor, caracterizado pela repetição das palavras, tipo: 

"...um forasteiro misterioso perdido num lugar perdido do pampa". 

"Um gringo que não parecia gringo mas era gringo" 

"Mas ele não era um dos nossos, era diferente, só que não foi por isso que o mataram, e sim porque era parecido com o que imaginávamos que deveria ser" "

" Ele parecia vir de outro lugar, só que não há outro lugar". 

"Ao ouvi-lo contar sua vida no bar,,, como se aquilo fosse uma confidência particular". 

Lembrei dos tempos de escola em que eu devorava tudo que era da Agatha Cristie, porém este é um romance policial diferente, o importante nem é encontrar o assassino, mas desvendar os meandros dos relacionamentos e ações numa cidadezinha do campo argentina. Mais introspectivo, mais sinistro, embora não aprofunde muito as questões.

E vocês, o que estão achando?

Beijos,

Rita Magnago

* * * 

Boa tarde, Clube!
 
Achei o livro “Alvo Noturno” sem um centro. Fiquei buscando o protagonista e ele se esquivou o livro inteiro. Acabei percebendo que o que importa não é a história deste ou daquele personagem, mas a história inteira que foi contada. O autor se mostra na obra ao invés de se incorporar neste ou naquele personagem especificamente. Gostei muito das gêmeas idênticas, do detetive meio autista, do delírio do empresário que empreendia seu sonho e buscava sentido nos próprios sonhos, literalmente. Do jornalista clássico do Píglia eu achei bem “dull”. Jornalistas são sempre assim? Gostei de ler um escritor argentino, gostaria de ler autores de outras terras diferentes também para capturar um pouco essa diversidade humana que existe em outras terras. Sem descuidar da cosa nostra, bem entendido, mês sim mês não.

[ ] Evandro

* * * 

Alô Evandro e demais participantes

Apesar de vários distanciamentos, inclusive o físico, li o livro.

Gostei bastante, é uma espécie de miniatura da sociedade argentina da época. Lembra-me "Os tambores silenciosos".

Parece-me que o jornalista se identifica com o autor/narrador, ou vice-versa. 

Que acham?

Durval

* * * 

O titulo original seria blanco noturno, que eh o nome daqueles oculos usados nas malvinas que possibilitam enxergar a noite. Nesse caso, a escolha se explica ao meu ver por ser referencia ao trabalho do detetive que tenta descobrir algo em meio a escuridão dos fatos. Em minha opinião o que mais me chamou a atençao nesse livro foi a presença de elementos tao caracteristicos de nosso tempo: a loucura e os interesses de grupos financeiros como força por tras dos mais variados acontecimentos. O enredo achei meio inconsistente, um crime meio sem sentido, guinadas inverossimeis em personagens: a loucura e descredito fora de contexto do detetive Croce, creditar uma enorme consciencia moral ao personagem Luca (um ermitão, flertando com a loucura, obsecado por uma fabrica/obra sem sentido), condicionar a culpa do Yoshio ao reconhecimento por parte de Luca mesmo havendo uma confissao por parte do joquei que foi ignorada... Enfim. Li diversas resenhas e nao entendi a unanimidade elogiosa ao livro. Um grande abraço a todos!

Wande

* * * 

Bom dia, pessoal

Evandro, também curti muito as gêmeas e o fato de ler um hermano argentino. Quanto ao jornalista, realmente há muitos assim, mas, como em toda profissão, outros se salvam, rsrsrs. Essa coisa do livro não ter um personagem central eu achei diferente e legal, mas às vezes dá a sensação de estarmos meio perdidos na leitura. O Luca, de tão sonhador, ficou um personagem frágil, porém ao mesmo tempo ele sustenta muito a história porque a motivação para a vinda e o extravio do dinheiro vem de sua tentativa desenfreada de salvar a fábrica.

Pena eu não ter lido "Os tambores silenciosos" para poder trocar uma ideia com Durval a respeito, mas concordo que, do meio para o final do livro o autor se identifica com o jornalista.

Wande, legal seus comentários, eu não sabia que o nome daqueles óculos usados nas malvinas que possibilitam enxergar à noite é blanco noturno. Tinha feito uma outra leitura sobre o título, como você viu lá no blog do clube, por isso é super bom o debate, essa troca.
Quanto aos interesses financeiros por trás de tudo, mesmo em uma cidadezinha pacata, é a triste realidade do mundo. 

Abraços,

Rita Magnago

* * * 

Do site: http://www.casa.cult.cu/premios/literario/2012/premios.html 

Blanco nocturno, de Ricardo Piglia (Argentina)

"A partir del crimen, esta novela policíaca muta, crece, y se transforma en un relato que se abre y anuda arqueologías y dinastías familiares, que va y viene en una combinatoria de veloz novela de género y espléndida construcción literaria. El centro luminoso del libro, cuyo título remite a la cacería nocturna, es Luca Belladona, constructor de una fábrica fantasmal perdida en medio del campo que persigue con obstinación un proyecto demencial. La aparición de Emilio Renzi, el tradicional personaje de Piglia, le da a la historia una conclusión irónica y conmovedora. 

"Situada en el impasible paisaje de la llanura argetina, esta novela poblada de personajes memorables tiene una trama a la vez directa y compleja: traiciones y negociados, un falso culpable y un culpable verdadero, pasiones y trampas. Blanco nocturno narra la vida de un pueblo y el infierno de las relaciones familiares". 
(De la nota de contracubierta.)

Ricardo Piglia (Adrogué, Buenos Aires, 1940). Narrador, ensayista y crítico. En 1967 apareció en La Habana (tras haber obtenido mención en el Premio Casa de las Américas) su primer volumen de cuentos, Jaulario, publicado poco después en Buenos Aires con el título de La invasión. En 1975 ganó notoriedad con los cuentos de Nombre falso, pero sin duda fue la novela Respiración artificial (1980) la que le mereció los mayores elogios. Desde entonces ha publicado, entre otros, los cuentos de Prisión perpetua, los libros de ensayos Formas breves (1999) y El último lector(2005), y las novelas La ciudad ausente (1992), Plata quemada (1997) y Blanco nocturno (2010), la cual obtuvo el Premio Rómulo Gallegos en 2011.






"Terminei ontem de ler Alvo Noturno ... Gostei do título, e embora tenha uma ambiguidade de alvo, target, com alvo, claro, achei que está muito mais para o clarão no meio da noite, que acabou com a vida do irmão do Luca - e aí precipitou a situação da 'herança dos Belladona' trazida pelo Tony Duran e consequentemente seu assassinato - e também com a morte do Croce, no final. Achei várias passagens que justificam esse pensamento...

1 - pag 214 ... e naquele instante uma luz viera para cima deles, uma espécie de aparição...eram os faróis altos de um caminhão de fazenda, e Lucio acelerou e com isso salvou a vida de Luca...

2- pag 247, rodapé: O relâmpago que iluminou, com um zigue-zague nítido, minha vida, se eclipsou (ditado por Luca)

3 - pag 248 - Basta um brilho fugaz na noite e um homem se quebra como se fosse feito de vidro.

4 - pag 251 - E quando a noite já cobrira a planície e a escuridão era idêntica à chuva, um feixe de luz passou na frente dele e a claridade circular do farol, como um fantasma branco, tornou a cruzar uma e outra vez em meio às sombras. E de repente se apagou e não houve mais nada além da escuridão." (Rita)


Depois da Reunião


Morning, everybody

Alvo Noturno não arrebatou nossos corações. Uns mal pulsaram, outros sentiram o descompasso da estória, alguns os maus passos do autor e poucos a valia do caminho. Mas no clube, ah no clube, o batuque começou e ganhou força e se avolumou e fez a enamorada taquicardia que buscávamos. Veio depois o maior prazer da leitura. Que rico, que insólito!

As múltiplas visões que temos de uma mesma cena e a compreensão que podemos ter depois, graças a esse olhar do outro, me encantam. 
Beijos a todos,

Rita Magnago

* * * 

Olá todos!

A proposta do nosso Clube é precisamente essa, a leitura coletiva, colaborativa, solidária, em que a leitura de cada um é o constituinte fundamental. Dividimos a percepção da obra lida segundo a capacidade, a sensibilidade e a experiência pessoal de cada um. Saímos da reunião com a sensação de que lemos melhor o livro, com vontade de relê-lo, e aqueles que não conseguiram concluir a leitura obtêm uma nova motivação para continuá-la. Os debates no Clube me ensinaram a sempre contar com a visão do outro na minha maneira de ver o mundo, e a suspeitar de todo discurso muito arraigado a um único ponto de vista. Viva a diversidade e a diferença! Somo todas elas e multiplico a minha compreensão das coisas.

Viva o CLIc!

Evandro

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4 de julho de 2012

3 de julho de 2012

Escolhas: Mike Sullivan




Fique triste quando não puder evitar.
Diga que ama a quem de fato ama.
Faça amigos a perder de vista,
Mas não se prenda a pessoas
Que nada acrescentam.
Fique só para aproveitar a própria companhia.
Faça o que tiver vontade.
Arrependa-se o menos possível.
Porque uma vida sem arrependimentos
É praticamente impossível!
Fale o que pensa,
Mas opte pelo silêncio
Quando o diálogo não for interessante.
Nem todos estão preparados para te ouvir.
Cante ainda que desafinado.
Sorria em frente ao espelho.
Seu rosto será sempre seu reflexo imediato.
Chore quando sentir saudades.
Existem pessoas que partiram cedo demais.
Ignore a auto-censura em demasia.
Procure ser mais leve.
Mesmo quando tiver a impressão
De que todas as dores do mundo
Estão sobre seus ombros.
Pule de alegria quando ouvir no rádio
Uma música que lhe lembre dias do passado.
E não se esqueça de que:
O amor é imperfeito.
A vida é imprevisível.
Mas a escolha é sempre nossa.

(mike sullivan é escritor e participa do nosso clube de leitura Icaraí desde dezembro de 2011. Seu último livro "No Vale de Ossos Secos" pode ser adquirido pelo email conciergeclic@gmail.com) 

Leia a crítica do livro feita por Antonio Rodrigues clicando aqui


Elementos Essenciais da Tragédia Grega


Escola de Atenas - Rafael
Hybris - Sentimento que conduz os heróis da tragédia à violação da ordem estabelecida através de uma acção ou comportamento que se assume como um desafio aos poderes instituídos (leis dos deuses, leis da cidade, leis da família, leis da natureza).
Pathos - Sofrimento, progressivo, do(s) protagonista(s), imposto pelo Destino (Anankê) e executado pelas Parcas (Cloto, que presidia ao nascimento e sustinha o fuso na mão; Láquesis, que fiava os dias da vida e os seus acontecimentos; Átropos, a mais velha das três irmãs, que, com a sua tesoura fatal, cortava o fio da vida), como consequência da sua ousadia.
Ágon - Conflito (a alma da tragédia) que decorre da hybris desencadeada pelo(s) protagonista(s) e que se manifesta na luta contra os que zelam pela ordem estabelecida.
Anankê - É o Destino. Preside às Parcas e encontra-se acima dos próprios deuses, aos quais não é permitido desobedecer-lhe.
Peripécia - Segundo Aristóteles, "Peripécia é a mutação dos sucessos no contrário". Assim, poderemos considerar um acontecimento imprevisível que altera o normal rumo dos acontecimentos da acção dramática, ao contrário do que a situação até então poderia fazer esperar.
Anagnórise (Reconhecimento) - Segundo Aristóteles, "o reconhecimento, como indica o próprio significado da palavra, é a passagem do ignorar ao conhecer, que se faz para a amizade ou inimizade das personagens que estão destinadas para a dita ou a desdita." Aristóteles acrescenta: "A mais bela de todas as formas de reconhecimento é a que se dá juntamente com aperipécia, como, por exemplo, no Édipo." O reconhecimento pode ser a constatação de acontecimentos acidentais, trágicos, mas, quase sempre, se traduz na identificação de uma nova personagem.
Catástrofe - Desenlace trágico, que deve ser indiciado desde o início, uma vez que resulta do conflito entre a hybris (desafio da personagem) e a anankê (destino), conflito que se desenvolve num crescendo de sofrimento (pathos) até ao clímax (ponto culminante). Segundo Aristóteles, a catástrofe " é uma acção perniciosa e dolorosa, como o são as mortes em cena, as dores veementes, os ferimentos e mais casos semelhantes."


Katharsis (Catarse) - Purificação das emoções e paixões (idênticas às das personagens), efeito que se pretende da tragédia, através do terror (phobos) e da piedade (eleos) que deve provocar nos espectadores.





Os noeses são as personalidades em que Rafael se inspirou para pintar o rosto dos diferentes filósofos gregos. Isso é claramente uma homenagem às pessoas de seu tempo: 1: Zenão de Cítio ou Zenão de Eléia 2: Epicuro 3: Frederico II, duque de Mântua e Montferrat 4: Anicius Manlius Severinus Boethius ou Anaximandro ou Empédocles 5: Averroes 6: Pitágoras 7: Alcibíades ou Alexandre, o Grande 8: Antístenes ou Xenofonte 9: Hipátia (Francesco Maria della Rovere or Raphael's mistress Margherita.) 10: Ésquines ou Xenofonte 11: Parménides 12: Sócrates 13: Heráclito (Miguelângelo). 14: Platão segurando o Timeu (Leonardo da Vinci). 15:Aristóteles segurando Ética a Nicômaco 16: Diógenes de Sínope 17: Plotino 18: Euclides ou Arquimedes acompanhado de estudantes (Bramante) 19: Estrabão ou Zoroastro (Baldassare Castiglione ou Pietro Bembo). 20: Ptolomeu R: Apeles (Rafael). 21: Protogenes (Il Sodoma ou Pietro Perugino).


(Scuola di Atenas no original) é uma das mais famosas pinturas do renascentista italiano Rafael e representa a Academia de Platão. Foi pintada entre 1509 e 1510 na Stanza della Segnatura sob encomenda do Vaticano. A obra é um afresco em que aparecem ao centro Platão e Aristóteles. Platão segura o Timeu e aponta para o alto, sendo assim identificado com o ideal, o mundo inteligível. Aristóteles segura a Ética e tem a mão na horizontal, representando o terreste, o mundo sensível.
A imagem tem sido muitas vezes vista como uma perfeita encarnação do espírito da Alta Renascença. Em A Escola de Atenas, Rafael pintou os maiores estudiosos antigos como se fossem amigos que discutiam e desenvolviam as formas de pensar e de refletir a filosofia em si. Segundo o estudioso Fowler, o título do afresco era Causarum Cognitio e que somente após o século XVII passou-se a ser conhecido como A Escola de Atenas.