CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

24 de novembro de 2014

Clube Jovem - Divergente: Veronica Roth







Divergente: aventura no Clube de Leitura Jovem

O Clube de Leitura Jovem debate nesta quinta feira o best-seller Divergente, de Veronica Roth, adaptado no início deste ano para o cinema. O evento, que reúne jovens e adolescentes amantes da literatura, ocorre no dia 27, às 18h, na Livraria Icaraí (Rua Miguel de Frias, 9, em Niterói). A entrada é gratuita.
Em um futuro distópico, toda a sociedade é dividida em cinco facções. Cada facção valoriza uma característica especial do indivíduo, como o altruísmo, a amizade, a coragem, a sinceridade e a inteligência. O teste de aptidão é feito aos 16 anos, para ajudar o indivíduo a escolher a qual desses grupos fará parte. A protagonista Beatrice “Tris” Prior, porém, tem uma surpresa na hora do teste: ela é uma divergente, ou seja, tem aptidão para mais de uma facção. Em uma sociedade extremamente dividida e controlada, ser divergente é por em risco o sistema estabelecido, e Tris corre perigo por sua condição, que deve manter em segredo para salvar sua vida. Parte de uma trilogia, Divergente aborda termos complexos como identidade, medo e autoritarismo, em uma narrativa cheia de aventura, suspense e romance.



Para a maior parte das pessoas, não é difícil aprender, encontrar uma linha de pensamento que funcione e seguir por ela. Mas nossa mente move-se em dezenas de direções diferentes. Não podemos ficar confinados a uma única maneira de pensar e isso apavora nossos líderes. Isso significa que não podemos  ser controlados. E significa também que não importa o que eles façam, nós sempre causaremos problemas para eles.

Não sou da Abnegação!

Não sou da Audácia!

Eu sou Divergente!

E não posso ser controlado!



A paisagem do medo


Quero ser corajoso e  altruista e esperto e bondoso e honesto...

eu me esforço continuamente para ser bondoso.




Se não posso estar com ela, o mínimo que posso fazer é agir como ela de vez em quando. 

Aqueles que desejam o poder e o alcançam, vivem com medo de perdê-lo.

A razão humana é capaz de justificar qualquer mal. É por isso que não devemos depender dela. 

Valorizar o conhecimento acima de todas as coisas provoca uma sede de poder que leva o ser humano a lugares sombrios e vazios. 



FACÇÃO ANTES DO SANGUE


ESCOLHA:

PERMANECER COM SUA FAMÍLIA

OU

SER QUEM VOCÊ É


NÃO PODE TER OS DOIS


Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções - Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição - e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que poderá ter desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.




Uma escolha decide quem são seus amigos

Uma escolha define suas crenças

Uma escolha pode te transformar

Apesar da divergência na hora da escolha, escolhemos Divergente, de V. Roth


O futuro pertence àqueles que sabem qual é o seu lugar.

"Everything runs so smoothly, everything is so well regulated, everyone is well fed and happy, and each one knows his task as in a anthill." (Dostoiévski)






A Reunião de novembro será 27/11/2014, quinta feira, às 18:00h.

Livraria Icaraí: Rua Miguel de Frias, 9, anexo - Icaraí, Niterói/RJ



18 de novembro de 2014

Prêmio UFF de Literatura 2014: CLIc está representado em todas as categorias

Acaba de sair a relação dos finalistas ao Prêmio UFF de Literatura 2014 e... advinha? Quatro cliceanos estão na disputa: na categoria Crônicas concorrem Benito Petraglia e Rita Magnago. Em Poesias, Novaes Barra e em Contos, novamente Benito Petraglia e Carlos Benites.

Esse ano o tema foi "Aquele dia, aquele jogo". A cerimônia de premiação acontece no dia 17 de dezembro.



Veja a relação completa dos finalistas:

Crônicas
Afonso Caramano
Alfredo Dolcino Motta
Aline Andrade
Ana Maria de Andrade
Benito Petraglia
Cristina Crespo
Cristina Lobo
Edweine Loureiro
Joedyr Gonçalves Bellas
Lygia Roncel
Manoela Braga
Maria Elisa Souto Bessa
Nédia Sales
Nilson Lattari
Ricardo Bedendo
Rita Magnago
Roque Aloisio Weschenfelder
Sávio Freire Bruno
Thiago Luz
Vitor Camargo de Melo

Poesias
Aline Moschen de Andrade
André Telucazu Kondo
Charlene França
Daniel Fraiha
Elcio Cornelsen
Fernanda Bittar
Fernanda Moraes
Hudson Pereira
Isabel Florinda Furini
Ivy Gomide
Jacqueline Salgado
Jessieli AvellarMarcos Nunes
Marinês Pinsson Panozzo
Nédia Sales
Novaes/
Regina Prieto
Simone Mota
Thiago Luz
Valéria Áureo Cerqueira de Souza Lima da Fonseca

Contos
Adriana Riva
André Carlos Moraes
André Kondo
Benito Petraglia
Carlos Benites
Daniela Juliano Silva
Edih Longo
Gilberto Etchaluz Villela
Hector Lumen
Jacqueline Salgado
Jocimar Daolio
José Airton Basquit
Jose Nicolau
Marcos Norabele
Mariana Andrade da Cruz
Paulo Cesar de Almeida
Ricardo Gualda
Samuel Vitorino
Vitor Camargo de Melo
Wellington R. Fioruci

14 de novembro de 2014

A Rosetta e o Cometa: Elenir


O cometa canta
ao receber a Rosetta.
Mistério no espaço.

Ouça a música



Assista ao rendez-vous espacial de Philae com o Cometa 67P  



13 de novembro de 2014

O apanhador de desperdícios: Manoel de Barros





Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios



Consolidando o Estado nacional.

Por Wagner Medeiros Junior
Período Regencial

Após a independência do Brasil, os portugueses continuavam a dominar o império, a começar pelo círculo em volta do imperador D. Pedro I, que também nascera em Portugal. O mesmo acontecia em todas as províncias, onde os portugueses ocupavam os melhores cargos do governo, dominavam as atividades dos serviços e do comércio e detinham as melhores patentes das tropas de primeira linha. Tudo isso motivava enorme insatisfação dos brasileiros.
Ao término da Guerra da Cisplatina, em 1828, o Brasil entrou em um período de crise, devido ao endividamento com a guerra. O derrame de moedas falsas de cobre e o aumento no custo de vida avultaram ainda mais a impopularidade de D. Pedro I junto aos brasileiros. Estes culpavam os portugueses, que apoiavam o imperador, pela carestia e todos os males do império.
As rusgas entre brasileiros e lusitanos acabaram por deflagrar violentos conflitos de rua, principalmente no Rio de Janeiro, até que no dia 5 de abril de 1831 D. Pedro I decide destituir o “ministério de brasileiros”, nomeado pouco dias antes para amenizar a crise. A nomeação de ex-ministros impopulares da aristocracia lusa acende o estopim que faltava para tornar incontrolável os protestos.
Na manhã do dia 6 de abril, brasileiros de todas as classes começam a afluir pelas principais ruas do Rio de Janeiro em manifestações, concentrando-se depois no Campo de Sant’Anna, onde intensificaram os protestos contra D.Pedro I. Entretanto, o imperador, resoluto, não cede às pressões para restituir o ministério deposto. Por fim, a própria Guarda de Honra e o Batalhão do Imperador também se rebelam. Enfraquecido, na madrugada do dia 7 de abril D. Pedro renuncia em favor de seu filho, o príncipe Pedro de Alcântara, então com 5 anos de idade.
Inicia-se, assim, o período das Regências, que segundo Bóris Fausto foi “dos mais agitados da história política do país e também dos mais importantes”, porque contribuiu efetivamente para a formação de uma identidade nacional e garantiu a integridade territorial do Brasil.
O primeiro período da Regência é chamado de Regência Trina Provisória. Este período é de curta duração - se estende de 7 de abril a 17 de junho de 1831. Nele há a reintegração do “ministério dos brasileiros”  e a retirada dos estrangeiros não naturalizados do Exército. O segundo período é o da Regência Trina Permanente, que se estende até 12 de outubro de 1835. Inicia-se, então, as Regências Umas do padre Diogo Antônio Feijó, que irá até 19 de setembro de 1837, e a de Pedro de Araújo Lima, que se encerra em 23 de julho de 1840, quando é declarada a maioridade de D. Pedro II.
No campo político, a corrente hegemônica no período das Regências foi a dos liberais moderados, liderada pelo carioca Evaristo da Veiga, editor do mais influente jornal da época, o “Aurora Fluminense”. Os liberais moderados defendiam o cumprimento da Constituição. Ao lado de Evaristo da Veiga destacam-se o paulista padre Feijó e o mineiro Bernardo Pereira de Vasconcelos. Do lado oposto encontravam-se duas correntes: a dos liberais exaltados, que pretendiam reformas mais radicais, como  ampliar os poderes das províncias e limitar o poder do imperador, e a dos restauradores, que pregavam a volta de D. Pedro I.
No período regencial irrompeu uma série de levantes militares, rebeliões e insurreições populares por várias regiões do país, algumas delas com fins republicanos e separatistas. A Revolução Farroupilha, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul (1835-1845); a Cabanagem, na então província do Grão- Pará (1835-1840); a Sabinada, na Bahia (1837-1838); e a Balaiada, no Maranhão (1838-1840) chegaram a ameaçar a integridade do território nacional e o Império.
Estes movimentos foram sufocados pelas forças leais ao governo, com o apoio da Guarda Nacional (corporação armada de cidadãos), criada em 1831 para manutenção da ordem nas províncias. É dessa ebulição social que começa a construção da identidade nacional e a formação de nossa própria historiografia. Até então a história do Brasil era ainda a história de Portugal.

VISITE O BLOG: 

Preto no Branco por Wagner Medeiros Junior

9 de novembro de 2014

Schöne Grüße für das vereinte Deutschland!!!

Que todos os muros,
visíveis, ou invisíveis,
sejam derrubados.

(Elenir)

Viva a liberdade!




25 Jahre Fall der Berliner Mauer






Bloomsday @ Mom Café!



@





Rua General Osório, 5 - São Domingos - Niterói _ RJ




16 de junho 2015

18:00h



Debate 

Homem comum, enfim: Anthony Burgess


Bloomsday 2014 @ Dom Café

Degustação de café



Os leitores CLIc que concluímos a leitura de Ulisses de James Joyce nos reuniremos para comemorar o terceiro Bloomsday após a façanha realizada. Estamos aguardando novos navegantes para a comemoração do Bloomsday deste ano. Você leu? Se anima? Ainda dá tempo!!! Navegar é o que conta nesta odisseia. Junte-se a nós!





Happy Bloomsday to the CLIc readers!!!

especially the newcomers who will celebrate the day for the first time this year. And, of course, for the old "CLIc" survivors who accomplished the reading of this literary odyssey in the previous years!!!




Sexo em Ulisses