CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

28 de dezembro de 2016

Em Março, no CLIc - Germinal, de Émile Zola, por Ana Luiza

alô Clube de Leitura,

há muito tempo acompanho vcs,
pelo menos pelo facebook e pelo blog,
moro um pouco longe para as reuniões 😋

Recentemente li q o livro de março é o Germinal,
esse é meu livro do coração, o meu livro-DNA.

Nos ultimos anos pesquisei minha genealogia,
e cheguei a mineiros da cidade francesa de Saint-Etiènne (Loire).

A pesquisa foi bastante extensa e por isso publiquei num blog,
escrevi alguma coisa sobre esses mineiros,
e gostaria de passar pra vcs.

Meus trisavós imigraram pra Curitiba em 1873 (ele, o mineiro),
pra colônia Argelina, atual bairro do Bacacheri

Eles eram da cidade de Saint-Etiènne, região centro-sul da França,
a história de Zola se passa em Pas-de-Calais no norte,

Espero que seja do interesse ...



Abs e aproveitando um Bom Natal ! E q Deus nos proteja de 2017 ..  🙁



Ana Luiza
Curitiba

25 de dezembro de 2016

Livro Poemas, de Wislawa Szymborska, e Confra do CLIc

Olá queridos!
O Natal está chegando!
Então o Clube de Leitura Icaraí escolheu o Livro Poemas, para o mês de dezembro, dessa autora ganhadora do Nobel. Nada como ler Poemas para mês de festas. 
Essa autora escreve sobre temas fortes, de forma simples.
A reunião foi muito legal, com o grupo declamando poemas da Wislawa. 






Foi dia de Corujão da Poesia também, no Bizu bizu, no Espaço Reserva Cultural, onde nos reunimos e também fizemos o nosso amigo secreto.
Por incrível que pareça, o amigo secreto começou comigo, que tirei a Elenir, e terminou comigo, pois o Léo me tirou. Fechou certinho! 




Depois, alguns participantes ainda foram para o Bistrô tomar um vinho. Fechamos a noite com chave de ouro!



Boas festas!

24 de dezembro de 2016

Mais um Natal... e todos tão diferentes!: Aquiles E.





Hoje, véspera de Natal, amanheci com algumas perguntas na cabeça: por que os Natais, sendo todos iguais, são sempre tão diferentes? O que confere a esta festa esse seu caráter tão único? Por que, mesmo eu tendo vivido tantos Natais, oitenta e quatro no total, ainda consigo ver a especificidade de cada um? Enfim, por que o tempo, mesmo sendo aparentemente cíclico, com primavera, verão, outono, inverno e depois tudo novamente, nunca volta ao mesmo ponto?

Passei o dia “matutando” sobre essas questões, tentando  compreender com meu frágil “equipamento” intelectual aquilo que, talvez, nos seja mesmo absolutamente incompreensível.  O máximo que consegui foi dividir  a resposta em duas dimensões, uma religiosa, filosófica e sonhadora e outra prática, empírica e, como diriam os pragmáticos, “pé-no-chão”.

Começando pela dimensão religiosa, pus-me a pensar sobre o significado desta data e, como sempre acontece quando me lanço nessas aventuras, me ocorreu aquilo que os discípulos de Emaús sentiram, em Lucas, 24, 32, quando se deram conta que o Jesus ressuscitado estivera caminhando com eles: “Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?”.

Pensei com meus botões, sempre eles, como pode um Deus vir morar no meio de nós e renovar todos os anos essa sua intenção eterna de estar com as suas criaturas? Pois é disso que nos fala o Natal! Um Deus que nasce sempre de novo e novamente reafirma sua presença amorosa, compassiva e cheia de graça. Um Deus cuja Presença já é suficiente para tornar novas todas as coisas e renovar sempre a face da terra. Um Deus que nos permite, e mais do que isso, nos impulsiona, a sempre de novo fazer o “CRTL+ALT+DEL” desse nosso frágil mas interessantíssimo sistema operacional. E está aí a primeira resposta que encontrei: o Natal é uma porta para, como crianças, renovarmos o nosso sistema operacional.

Quanto à segunda dimensão, querendo ser o mais pragmático que consigo, pus-me a pensar em quantos Natais anteriores recebi e peguei ao colo a pequenina Catarina, a mais nova bisnetinha, com sua fisionomia tranquila e que nos inspira paz e presença do Deus amoroso? A resposta é nenhum. Apenas este Natal trouxe a Catarina. Mas cada um dos anteriores trouxe outros bisnetos queridos, como o Leozinho, a Julia, o Pedro, a Carolina e o Guilherme. E outros Natais ainda, trouxeram os onze netos, começando com o Julio e seguindo com a Carolina, a Thais, o Gustavo, o Emmanuel, o Lucas, o Fernando, o Bruninho, o Vitinho, a Lis e, mais recentemente, o presente querido de Deus que foi o Nicolas. Em outros Natais, ganhei de presente noras e genros queridos, e esposos e esposas dos netos. E recuando mais ainda, em outros Natais recebi os filhos e assim por diante, retrospectivamente e, recuando mais e mais, cheguei até a vó Genuína, minha lembrança mais antiga de quão amoroso e gentil é o Pai que nos presenteia com tantos Natais diferentes.

Definitivamente, nenhum Natal é igual ao outro, mas todos são profundamente inspiradores e delicadamente esperançosos! E de todos eles, eu não podia me esquecer daquele Natal de 1953, que antecedeu em cinco dias o meu casamento com a querida e saudosa Isabel.


18 de dezembro de 2016

Natal - Trova e Haicai: Elenir

Para vocês queridos, uma trovinha e o haicai já conhecido, desejando-lhes Feliz Natal!

Afetuosamente

Elenir




Mais uma vez, é Natal.
Tempo de muita alegria
Afastando todo o mal,
        gozemos paz e harmonia.     
Os sinos festivos
                   anunciando o Natal,                
               fazem bailar pássaros.           

Dezembro. Natal.
Homens correm, compram, cansam...
E esquecem porquê.






Minhas relíquias natalinas: Vera Schubnell

É tradição.

Há mais de 30 anos fazemos o Natal em nossa casa, sempre no dia 25, onde comemoramos com um almoço informal. A família surge de todos os lados, As vezes de: Floripa, Porto Alegre,  Alemanha,  Itália, Estados Unidos...Tudo depende. Quem chega é sempre bem vindo! As "línguas" se atropelam, mas a alegria do aconchego supera todos os idiomas!

Fulano está demorando com a salada, quem vai trazer a sobremesa?

As crianças, donas da festa, pulam na piscina para a farra com os primos.

Coisas de um Natal tropical, sem neve e com muito calor. Calor humano sobretudo!

Na garagem o pingue pongue corre solto!

A casa acorda cedinho para abraçar os parentes e amigos. É um corre corre só! Coloca o gelo na sombra! Varre o quintal! Junta as mesas! Arruma a varanda! UFA! Todo ano a mesma correria, mas todo ano a mesma alegria!

Papai Noel é imperdível, quem será o "sortudo" que vai ser escolhido para entrar naquela roupa "invernal"...Ventiladores são colocados estrategicamente ao lado de sua cadeira de balanço ( que pertenceu ao meu sogro que faleceu com 106 anos) que agora mora com suas lembranças, em nossa casa.

Depois do almoço, algumas vezes com palavras de agradecimentos e recordações, chega a hora esperada pelas crianças!

Papai Noel desce as escadas com seu sino. Os mais pequenos, ainda inocentemente, olham encantados. Os maiores tentando descobrir o "sortudo do ano",  minha irmã, animadíssima, puxa a música e as palmas.

Euforia geral !

Cada criança chamada, um beijo... Os adultos fazendo piadinhas com a barba que está caindo, a barriga que vai descendo, os óculos que entortaram...

Cata papel daqui e dali, arrumação na varanda antes da saída. Alguns ficam para um papo e arrematar as sobras...

Num cantinho da casa, todos os anos encontramos, sutilmente deixado, um cartão de Natal de minha cunhada com palavras de agradecimento...Talvez ela não saiba, mas estão todos guardados!

Natais memoráveis!

Este ano estamos meio "murchos", não seremos tantos, muitos estarão viajando. Sentiremos falta desse "tumulto familiar".

Talvez essa saudade tenha me feito dividir um pouquinho minhas lembranças, quem sabe seja a forma que encontrei de estar com todos vocês presentes !

Um Natal de sonhos, agradecimentos e paz interior, AMIGOS!

Beijos ternos e sempre cheios de esperança,



Vera participa do Clube de Leitura Icaraí desde Novembro de 2011.


Mensagens de Boas Festas de Elenir

Os sinos festivos
impregnam o ar de alegria.
Tempo de Natal!


FELIZ NATAL, CLIc! 





Natal na Ilha do Nanja - Cecília Meirelles

Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor.


Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam "substantivos próprios" e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim.



Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova — mas uma roupinha barata, pois é gente pobre — apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria.



Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho — antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: "Boas Festas! Boas Festas!"



E ninguém pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes — mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar.



Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe — trata-se de uma ilha, com praias e pescadores ! — uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a Ilha toda fosse um presepe. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!



Na Ilha de Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos.



Na Ilha do Nanja é assim. Árvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade...



É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal.




A Sagrada Família: Michelangelo




Chegou o verão.
Em estridente zum-zum,
zumbem as cigarras.

Desejo um verão alegre e feliz para todos vocês. Aproveitem, bem!

Feliz Ano Novo!

Abraços festivos.



12 de dezembro de 2016

Poemas: Wislawa Szymborska

OS BONS TEMPOS VOLTARAM

Poemas de Szymborska e Amigo Oculto comemorativo de final de ano

O CLIC RENASCE COM A MAGIA DA POESIA 




QUANDO FOI A ÚLTIMA VEZ QUE VOCÊ LEU POESIA DE VERDADE?


“o Mozart da poesia”


- Não vais entrar - diz a pedra - 

Falta a ti o sentido da participação. 

Nenhum sentido substitui o sentido da participação. 

Mesmo a visão elevada até à clarividência 

não serve para nada sem o sentido da participação. 

Não vais entrar, tens apenas uma noção deste sentido, 

apenas o seu germe, sua imagem. 



Bato à porta da pedra. 

- Sou eu, deixa-me entrar. 

Não posso esperar dois mil séculos 

para entrar debaixo do teu teto. 



Se não crês em mim - diz a pedra - 

Dirige-te à folha, ela te dirá o mesmo que eu, 

e à gota d"água, que te dirá o mesmo que a folha. 

Por fim pergunta aos fios de teu próprio cabelo. 

Um riso se alarga em mim, um riso, um riso enorme,



eu que não sei rir. 



Bato à porta da pedra. 

- Sou eu, deixa-me entrar. 

- Não tenho porta - diz a pedra.




"Excesso", de Wislawa Szymborska


"Foi descoberta uma nova estrela,
o que não significa que ficou mais claro
nem que chegou algo que faltava.


A estrela é grande e longínqua,

tão longínqua que é pequena,

menor até que outras

muito menores que ela.

A estranheza não teria aqui nada de estranho

se ao menos tivéssemos tempo para ela.



A idade da estrela, a massa da estrela, a posição da estrela,

tudo isso quiçá seja suficiente

para uma tese de doutorado

e uma modesta taça de vinho

nos círculos aproximados do céu:

o astrônomo, sua mulher, os parentes e os colegas,

ambiente informal, traje casual,
predominam na conversa os temas locais
e mastiga-se amendoim.



A estrela é extraordinária,

mas isso ainda não é razão

para não beber à saúde das nossas senhoras

incomparavelmente mais próximas.



A estrela não tem consequência.

Não influi no clima, na moda, no resultado do jogo,

na mudança de governo, na renda e na crise de valores.



Não tem efeito na propaganda nem na indústria pesada.

Não tem reflexo no verniz da mesa de conferência.

Excedente em face dos dias contados da vida.



Pois o que há para perguntar,

sob quantas estrelas um homem nasce,

e sob quantas logo em seguida morre.



Nova.

- Ao menos me mostre onde ela está.

- Entre o contorno daquela nuvenzinha parda esgarçada

e aquele galhinho de acácia mais à esquerda.

- Ah, exclamo."



(Do livro Poemas de Wislawa Szymborska, tradução de Regina Przybycien, publicado pela Companhia das Letras.)


Dois Macacos: Brueghel



9 de dezembro de 2016


Evento gratuito atrai entusiastas da literatura de Kafka e Joyce no Ingá

Para aqueles que se interessam por literatura, especialmente pelas obras dos autores JAMES JOYCE (1882 - 1941) e FRANZ KAFKA (1883 - 1924), no dia 12/12, o projeto Literatura na Varanda promove mais um encontro. Entre as obras mais conhecidas desses escritores do século XX estão: “O Processo” e “A Metamorfose” (Franz Kafka) e “Ulisses” e “Dublinenses” (James Joyce). 
Será um mix de debate, recital de poesias e música que vai celebrar a III edição do evento com o tema “O homem moderno em James Joyce e Franz Kafka”. Com entrada franca, Literatura na Varanda traz três escritores convidados: Thiago David, Márwio Câmara e Winter Bastos.

QUEM É QUEM

Thiago David: mediador

O poeta Thiago David esteve participando recentemente da FLINF (I Festa Literária de Nova Friburgo), em outubro deste ano. Em 2012, ele ganhou o concurso nacional de poesia de Ponta Grossa (Paraná) com o poema "Desconheço". Thiago também ficou entre os 10 selecionados do XV Concurso de Poesias da UFSJ (Universidade Federal de São João del Rei - MG), com o poema "Pressa". Publicou o seu primeiro de livro - "A Poesia da Notícia" - em março deste ano pela Editora Oito e Meio.

Márwio Câmara: palestrante sobre a obra de JAMES JOYCE

Escritor e jornalista, especializado na área de Cultura. Colabora com o site Homo Literatus – voltado exclusivamente à literatura – e com os veículos de comunicação Rascunho, Opção Cultural e Revista Pessoa. Já foi selecionado em antologias poéticas, além de ter sido finalista recentemente do Prêmio Rio de Literatura, na categoria Novo Autor Fluminense, com a sua primeira obra de ficção, intitulada “Solidão e Outras Companhias” que será publicada no primeiro semestre de 2017, pela Editora Oito e Meio.

WINTER BASTOS: palestrante sobre a obra de FRANZ KAFKA

Autor do livro de crítica literária “Malandragem, Revolta e Anarquia: João Antônio, Antônio Fraga e Lima Barreto” (Editora Achiamé, 2005). Em 2011, recebeu menção honrosa no IX Conc. Municipal de Conto – Prêmio Pref. de Niterói, com o conto “O Anão”, posteriormente publicado.Obteve menção honrosa no 7º Prêmio UFF de Literatura, em 2013, com a obra “(Des)encontro”, incluído em antologia. Recentemente, em outubro deste ano, recebeu o 1º lugar no II Festival de Contos e Poesias do CLARON (Centro Literário e Artístico da Região Oceânica de Niterói), com o conto "Não sairá no jornal". É mestre em Literatura Brasileira e Teorias da Literatura pela UFF.

Cronograma:

18h - 19h (1 hora): debate com os escritores (Thiago David, Márwio Câmara e Winter Bastos)

===============intervalo de 15 min. ================

19:15h - 19:45h (30 minutos) : recital de poesias livre com participação do público

===============intervalo de 15min.==================

20:00h - 21h (1 hora): encerramento com a apresentação musical do cantor Marlon Borges com repertório de MPB.

LITERATURA NA VARANDA - 3ª edição

TEMA: “O homem moderno em James Joyce e Franz Kafka”
DATA: 12/12 (segunda-feira)
HORÁRIO: a partir das 18 horas
ENTRADA FRANCA (Sugestão: levar um livro para doações)
LOCAL: CURSO ANIMATOR
R. Visc. de Morais, 255 - Ingá - Niterói 

* Próximo ao colégio público Aurelino Leal, 
em frente à academia de ginástica Paulo Menezes. 

Telefones: 3607-0037/ 3741-2150

5 de dezembro de 2016

A história do Brasil nas ruas de Paris: Maurício Torres Assumpção



Trois traces d'Oscar









Sede do Partido Comunista Francês


Niemeyer faz uma seleta de textos de caráter afetivo, quando um dos temas é a família, ou a arquitetura e as artes que a integram. Fala de livros e sobre os autores que sente prazer em ler. O Brasil e o Rio de Janeiro (em especial a vista para o mar das janelas de seu escritório) que ele sempre sente saudades quando passa muito tempo fora. É um diário pouco datado que oferece para o leitor uma visão de Niemeyer enquanto arquiteto, artista, escritor, criador, cidadão e amigo. Uma síntese autobiográfica. Sensibilidade e nostalgia são os ingredientes desta obra literária na qual Oscar Niemeyer se revela um versátil contador de histórias. Ele escreve como desenha, tudo flui. Narra com afeto a infância vivida na casa dos avós em Laranjeiras, as divertidas aventuras da juventude, além da sua dedicação ao Partido Comunista, que o transformou num militante ativo.








Prometeu estrangulando o abutre: Jacques Lipchitz





Palestra de Maurício Torres Assumpção 

na Aliança Francesa de Botafogo

11 de Maio 2016













Palácio Gustavo Capanema









14-bis no Campo de Bagatelle, em Paris











Palácio Gustavo Capanema

"Então estão todos malucos!" 
(Dom Pedro II quando descobriu que até Deodoro estava envolvido no golpe de estado)




"A finalidade do mundo é o desenvolvimento do espírito,
e a primeira condição para esse desenvolvimento é a liberdade"
(Ernest Renan)


Composer: Dom Pedro I, (born Oct. 12, 1798, Lisbon, Port.—died Sept. 24, 1834, Lisbon), founder of the Brazilian empire and first emperor of Brazil, from Dec. 1, 1822, to April 7, 1831, also reckoned as King Pedro (Peter) IV of Portugal.



Eu já havia previsto tudo o que aconteceu, pois era consequência necessária depois de um despotismo tal como o que foi praticado pelo Pacto Social jurado pelo Sr. Carlos X e pelo povo francês brioso amante da liberdade. Veja se eu faço bem de não mudar de constitucional para não ter que tornar com a fala ao bucho (,,,). Eu não quero, como o Sr. Carlos X, dizer, se me perguntarem, "fui o imperador Fulano do B., que por tolo vim passar o Carnaval nos Estados Unidos". (Dom Pedro I)

Gênio da Liberdade - Praça da Bastilha - Paris





Victor Hugo


A Coluna de Julho, cuja pedra fundamental foi lançada por Dom Pedro I

"Trata-se de uma representação (da revolução de 1789), dentro de uma representação (da revolução de 1830), dentro de uma terceira representação (da III República, em 1870). Um palimpsesto urbano. Um ciclo de apropriações dos sentidos da cidade." (Fábio de Castro).