CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

29 de março de 2016

Revivendo leituras passadas - A mulher que escreveu a Bíblia: Moacyr Scliar



(A eternidade e o desejo: Inês Pedrosa)


Prezados clic-leitores,

Foto do perfil de Antonio RodriguesPassando aqui para compartilhar um pouco das minhas impressões de  A mulher que escreveu a Bíblia com aqueles que por um motivo ou outro não puderam comparecer à reunião da última sexta-feira e para aprofundar algumas questões discutidas com amigos presentes. Uma reunião, diga-se, muito agradável e produtiva, como há muito eu não via. Perdoem-me quaisquer erros que porventura hajam na redação do texto, que foi digitado às pressas agorinha, antes da viagem de volta do trabalho. 


Nunca havia lido Moacyr Scliar. Foi uma boa experiência. A “Mulher que escreveu a bíblia” é leve e divertido. O escritor faz opção por uma linguagem “solta”, mesclando coloquialismos, estrangeirismos e palavras e expressões chulas.  Ou seja, embora a personagem-narradora seja catapultada quase 3 mil anos no passado, por meio de uma Terapia de Regressão, seu discurso é contemporâneo e informal. Só como nota, aquela palavrinha com a qual Benito nos aguçou a curiosidade geral, “dildo”, é estrangeira (inglesa) e é uma espécie de brinquedo sexual, um objeto de prazer que simula um pênis, como bem nos informou Benito, demonstrando um profundo conhecimento das eroticidades modernas e seus objetos de prazer.

Achei interessante a fonte de inspiração, textualmente admitida por Scliar: “The book of J”, um livro de autoria daquele que é considerado por muitos como o último grande crítico literário clássico em atividade, Herald Bloom. Nesse livro, Bloom defende a tese de que a Torá (os cinco primeiros livros do antigo testamento) teria sido escrito por uma mulher da corte do Rei Salomão, no século X antes de Cristo. Scliar toma emprestada essa tese e cruza com a tradição teológica que diz ter sido o Rei Salomão, após construir o seu suntuoso templo, a convocar um conselho de anciãos para escrever a história de Israel (a Bíblia ou, naquele momento da história, parte dela). Daí se dá uma série de importantes questões que me fazem discordar de alguns amigos leitores do Clube que classificaram a obra como entretenimento. O fato de trazer o riso (existe aí a questão do humor judaico, lembrando a origem do autor) e uma carga pesada de ironia e carnavalização do texto bíblico, não faz o livro menos sério em abordar questões como a inserção da mulher na sociedade, o patriarcalismo, o machismo, o poder político e religioso etc. Aqui concordo com a Prof. Rafaella Berto Pucca em seu trabalho para o “XI Congresso Internacional da ABRALIC, Tessituras, Interações, Convergências”, realizado em São Paulo, em Julho de 2008, que destaca um importante aspecto dessa obra de Scliar:


“Eis a justificativa de presenciarmos no segundo relato, ponto alto da obra, uma narradora protagonista que vê com os olhos da contemporaneidade suas experiências vividas em um tempo anterior. É o rever a História, recontá-la sob outros olhares; no caso do romance, refletindo a postura feminina frente ao discurso religioso-eurocêntrico que sempre a marginalizou. Em outras palavras, ao assumir a tarefa do registro, a narradora passa de objeto da vontade masculina, papel que lhe foi designado historicamente, para sujeito do próprio discurso, desconstruindo-se o significado tradicional de respeito e subserviência a uma verdade central, autoritária e incontestável. Temos, assim, o olhar ex-cêntrico fora do centro instaurador da ordem, o olhar das margens ou periferias do sistema que no caso é o de uma mulher como o de tantas outras caladas nas versões oficiais.”


Outra questão que me fez dialogar mais profundamente com o livro é a questão da “potência da escrita”, que foi o tema abordado de forma brilhante por nossa querida amiga e biblioterapeuta Cristiana Seixas. Ela destacou um fragmento, eu lhes deixo aqui outros que destaquei em minha leitura:


“Que emoção. Deus, que emoção. Eu olhava aqueles vacilantes traços com a satisfação  de  um  artista  contemplando  sua  obra-prima. “

“Sentia-me leve, solta, como se o ato de escrever, uma letra, uma única letra —  tivesse  me  libertado  de  um  passado  opressivo. “

“Bastava-me o ato de escrever.  Colocar no pergaminho letra após letra, palavra após palavra,  era  algo  que  me  deliciava. Não era só um texto que eu estava produzindo; era beleza, a beleza que resulta da ordem, da harmonia. Eu descobria que uma letra atrai outra, que uma palavra atrai outra, essa afinidade organizando não  apenas  o  texto,  como  a  vida,  o universo. “  


              Outra questão que me envolveu na narrativa foi a promoção do feminino, da mulher como protagonista e artífice de sua própria história. Aqui se insere, por exemplo, a discussão sobre a sexualidade feminina. Na reunião, um cliceano se referiu à protagonista como “safadinha”. Deduzo que isso se deve ao fato dela expressar seus desejos sexuais e satisfazê-los mesmo que solitariamente, caso do “dildo-pedra” que preenche seu vazio sexual, sua solidão de prazer. Ora, por que é vedado à mulher expressar seus desejos  e buscar a satisfação sexual se ao homem isso é permitido sem maiores traumas? Um dos elementos mais questionadores e subversivos implícitos na narrativa em relação a isso, a meu ver, é o fato de Salomão ter sido ensinado nas artes do sexo por um de suas concubinas. Depois há a rainha de Sabá, que se comportará na corte do rei com enorme liberdade sexual, incomum para a época, diria até improvável, mas que na narrativa ganha força contestadora. Além disso, há o caso da traição da concubina-professora, caso público não punido pelo rei, o que também não me parece provável essa aceitação do Rei diante de clara afronta à sua honra, o que só me parece compreensível como elemento contestador inserido na narrativa.

             Para fechar, uma questão levantada pelo nosso amigo cliceano Daniel Chutorianscy, que na reunião afirmou categoricamente que o centro do romance era a brochada do Rei Salomão. Embora tenha despertado boas gargalhadas e divertidos comentários, a questão pode ser refletida de forma um pouco mais séria, o que acredito ter sido mesmo a intenção do Daniel em relação ao caso da brochada. No meu caso, pensando um pouco sobre o romance, me dei conta de que esse foi o segundo episódio do livro em que a protagonista submete o poder do homem. Nesse caso o Rei Salomão perde sua potência sexual, sua virilidade de Rei possuidor de mil mulheres, que desaba diante de apenas uma. O primeiro momento foi quando a protagonista submete o poder da escrita exclusiva dos escribas na redação das sagradas escrituras e passa ela mesma a escrever a Bíblia. O terceiro momento se dá quando o Rei abdica de seu direito de jugar o pastorzinho, momento em que simbolicamente a mulher ascende ao trono e absolve o réu. A mensagem dessa cena talvez seja política.  O crime do jovem fora político, mas um crime político que envolvia uma obra do egocentrismo político do Rei, uma obra para inflar o ego de Salomão e eternizá-lo na história. Diante disso, a mulher rompe com essa lógica perversa do poder pessoal do Rei e concede liberdade ao jovem; e o Rei se submete a decisão da protagonista. E ao final, num lapso de liberdade, a mulher abandona o harém e a posse do rei e se lança ao mundo em busca de sua felicidade...


Um grande abraço a todos,

Antonio Rodrigues






Caro Antonio


Primorosa a sua análise sobre o livro em questão.

Por vários meses venho sendo impedida, por motivos que fogem ao meu controle,de comparecer aos agradáveis encontros do CLIC.

Vejo,no entanto,por infelicidade um aparte :"safadinha" em relação à liberdade da mulher em usar seu corpo buscando o próprio prazer,no caso,negado por sua "feiura".Isto não cabe mais.

Outro aspecto,a questão da "liberdade" da autora em escrever a Bíblia.Não houve esta liberdade.Ela foi obrigada a aceitar a versão dada pelos anciãos aos fatos bíblicos.A versão dela foi definitivamente CENSURADA.

AMEI o livro por sua contemporaneidade de linguagem e abordagem.

Mistura política,sexualidade,machismoXfeminismo numa linguagem franca,moderna e bem humorada.

E fica evidente um trabalho,do autor,em resgatar "direitos" que a mulher deve ter em relação a si mesma e sua posição na sociedade.

gde abraço a todos e espero estar presente aos próximos encontros.


Mariney





Bom dia, grupo

Antonio, adorei seu relato. Abordou todos os pontos principais e, à la Scliar, nos brindou com bom humor também, oportuno e inteligente.

Mariney, prazer em falar com você. Sobre a questão que vc trouxe da mulher ter tido sua versão da bíblia censurada pelos anciãos, sim, houve isso, mas gostaria de compartilhar algo que discutimos também na reunião, se não me engano foi na fala da Cris. A mulher teve que escrever nas entrelinhas, enfrentou a censura e transgrediu-a com criatividade e astúcia, passando de outro modo a mensagem original. Eu concordo com esta interpretação, e você?

Beijos a todos,
Rita 

Rita Magnago




Querido Antonio, 

parabéns por sua análise do livro do Moacyr Scliar: perfeita, nada a acrescentar! 

Fiquei entusiasmada quando o Grupo decidiu fazer a leitura do livro. Escrevi várias páginas para comentar, abordando as características mais marcantes para mim. Tenho sua obra completa, sou profunda admiradora desse grande escritor, um presente para a Literatura brasileira. 

Era meu amigo: nós nos conhecemos em evento acadêmico no Rio Grande do Sul. Trocamos idéias e a amizade foi imediata. Rimos muito quando ele foi convidado para tomar posse na Academia Brasileira de Letras: esperavam um discurso pomposo, mas ele conseguiu dizer tudo em poucas palavras, como os grandes sábios.

A questão da 'feiura' e da 'loucura' é tratada de forma inusitada, extremamente irônica, bem do jeito do Moacyr, não apenas na 'Mulher que escreveu a Bíblia', mas no 'Mistério da Casa Verde', 'Câmera na Mão, 'O Guarani no Coração', o premiado 'A orelha de Van Gogh', 'Sonhos Tropicais', 'Os Leopardos de Kafka', 'A Majestade do Xingu', entre outros livros. O feminismo e a importância da leitura, da escrita, são recorrentes, com uma visão crítica da política, da sociedade.

Ele prefaciou meu 18º livro, denominado 'Perplexidades & Similitudes' por sua escolha. O título original seria 'Arquivivo', mas ele achou que levaria leitores a pensar que era um livro sobre 'depressão', e sugeriu que o título fosse o nome de seu conto favorito. Rimos muito! 

Ele afirma no prefácio que o livro é um 'banquete literário, Literatura com L maiúsculo, que Clarice Lispector aplaudiria'. Achei um exagero! Mas quando ele morreu, resolvi publicar segundo sua orientação. 

Sinto muita saudade daquele jeito de viver que encantava não apenas sua família, os pacientes, mas todos os alunos, colegas, leitores, amigos. Parecia o Luís Antonio Pimentel, outro grande escritor brasileiro, que ainda está vivo e merece todas as homenagens.

Considero a leitura da obra de Moacyr indispensável para qualquer discussão sobre a verdadeira literatura brasileira. A importância de termos esse grupo de leitura é imensurável. E comentários como o seu estimulam mais ainda a ler e escrever: parabéns!

Tenha um ótimo Natal, com muita saúde, paz, alegria, felicidade! 

Abraço carinhoso,
Cyana Leahy
Professora (UFF), escritora, tradutora







Ó Senhor, o que fizeram do meu Texto?


A funda de Bate Seba nocauteia o "pequeno" Davi


Querido Evandro,

acho ótima ideia ler a Bíblia. Leio diariamente, e me surpreendo sempre com a precisão social, cultural, política e econômica totalmente adequada aos tempos atuais. Meu exemplar é assinado por meus filhos, ainda bem pequenos. 

A maioria das igrejas repete as mesmas ladainhas, mas raramente aborda a profundidade das palavras de Jesus, dos apóstolos, de seus seguidores. 

Acho que Moacyr SCLIAR conseguiu fazer uma atualização da Bíblia de forma bastante criativa! Mas vamos conversar sobre isso daqui a dez dias. 

Beijos, ótimo final de semana!

Cyana Leahy (autora de 'Perplexidades e Similitudes' - livro prefaciado por Moacyr Scliar)
2/12/2014




A abnegação de Ana


Artemisia Gentileschi 



Holofernes (em hebraico: הולופרנס) foi um general assírio comandado por Nabucodonosor. Aparece no Deuteronômio, mais precisamente no Livro de Judite, como rei da Assíria entre 158 e 157 a. C. Segundo relata a Bíblia , o rei de Babilônia Nabucodonosor enviou Holofernes para vingar-se das nações que haviam prejudicado a seu reino. Durante o sítio a Betulia feita por Holofernes, Judith, uma bela viúva judia que se introduziu no acampamento de Holofernes, bebeu com o general e o embebedou, para então decapitá-lo enquanto dormia. Após, ela regressou à Betulia com a cabeça do general e os judeus venceram o inimigo . Fonte: Wikipedia)


ESSAS MULHERES!



"Tua boca cubra-me de beijos
são mais suaves que o vinho tuas carícias
e mais aromático que perfumes é teu nome
por isso as jovens de ti se enamoram."

"Às parelhas dos carros do faraó eu te comparo, minha amada.
Graciosa é tua face, gracioso é o teu pescoço.
Faremos para ti brincos de ouro com filigranas de prata."


"Setecentas são as rainhas
trezentas as concubinas
e numerosas as donzelas.
Uma só, porém, é a minha pomba..."

"Teu ventre é como uma taça
que não lhe falte vinho"





Rainha de Sabá

EU TE AMO, POMBINHA!



Serial husband
Então vieram duas mulheres prostitutas ao rei, e se puseram perante ele. E disse-lhe uma das mulheres: Ah! senhor meu, eu e esta mulher moramos numa casa; e tive um filho, estando com ela naquela casa. E sucedeu que, ao terceiro dia, depois do meu parto, teve um filho também esta mulher; estávamos juntas; nenhum estranho estava conosco na casa; somente nós duas naquela casa. E de noite morreu o filho desta mulher, porquanto se deitara sobre ele. E levantou-se à meia-noite, e tirou o meu filho do meu lado, enquanto dormia a tua serva, e o deitou no seu seio; e a seu filho morto deitou no meu seio. E, levantando-me eu pela manhã, para dar de mamar a meu filho, eis que estava morto; mas, atentando pela manhã para ele, eis que não era meu filho, que eu havia tido. Então disse a outra mulher: Não, mas o vivo é meu filho, e teu filho o morto. Porém esta disse: Não, por certo, o morto é teu filho, e meu filho o vivo. Assim falaram perante o rei. Então disse o rei: Esta diz: Este que vive é meu filho, e teu filho o morto; e esta outra diz: Não, por certo, o morto é teu filho e meu filho o vivo. Disse mais o rei: Trazei-me uma espada. E trouxeram uma espada diante do rei. E disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo; e dai metade a uma, e metade a outra. Mas a mulher, cujo filho era o vivo, falou ao rei (porque as suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho), e disse: Ah! senhor meu, dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem teu nem meu seja; dividi-o. Então respondeu o rei, e disse: Dai a esta o menino vivo, e de maneira nenhuma o mateis, porque esta é sua mãe. E todo o Israel ouviu o juízo que havia dado o rei, e temeu ao rei; porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça.

1 Reis 3:16-28




A mulher que escreveu a Bíblia seria uma vida passada da personagem de Scliar. Ela se resolveu com a terapia do narrador.  Alguém no CLIc já fez terapia de vidas passadas para explicar como funciona? Fico imaginando também se funcionaria uma terapia que nos revelasse personagens de ficção com os quais nos identificamos, a exemplo da brincadeira que Gracinda fez no lançamento do livro do CLIc, quando algumas pessoas falaram sobre personagens dos livros lidos com os quais gostariam de se encontrar. Imaginemos então, já que estamos no domínio da ficção, que personagens gostaríamos de ser, gostaríamos de viver, ou representar, ou ficcionar, ...? Uma espécie de terapia de vidas passadas, não necessariamente vidas que tenhamos vividos por algum tipo de artifício metafísico, mas como um exercício de alteridade em que experimentamos vidas alheias como se tivessem sido nossas em outro tempo histórico, ou na ficção. 





"Minha vez não chegava. Os dias se sucediam, e minha vez não chegava. Para matar o tempo, comecei a explorar o palácio - isto é, os locais permitidos, que, fora o próprio harém e seu jardim, eram dois. Um, o pavilhão dos filhos e filhas: centenas de crianças e jovens, ali. De acordo com uma disposição do rei, tinham de ficar separados. Até uma certa idade, a mãe podia cuidar da criança; depois, voltava à sua condição de mulher disponível cem por cento do tempo, e a tarefa de criar os meninos e meninas ficava a cargo de escravos e preceptores. Era um pavilhão enorme, aquele, maior inclusive do que o pavilhão do harém, mas austero, sem nenhuma decoração. Triste ambiente. Tristes eram os olhos postos em mim. Sofriam mais do que eu, aquelas crianças. Pelo menos eu tivera um pai presente. Safado, mas presente. De que adiantava àqueles infelizes serem filhos de um rei poderoso e sábio? De nada. O rei falava com os pássaros, mas não falava com eles. "


4 comentários:

  1. O que vocês acham da Bíblia como obra literária? Alguém já leu o livro dos Provérbios, ou o Eclesiastes, ou o Cântico dos cânticos? O Livro de Jó não parece uma espécie de "Notas do subsolo"? E o que dizer do Apocalipse, não é uma espécie de "O inverno do patriarca"?

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  2. Evandro, respondendo à sua pergunta, não sei, pois não li a Bíblia, algumas partes apenas. Mas lendo o livro do Moacir Scliar, que por sinal adorei, fui buscar diversas passagens bíblicas às quais ele se refere, muitas eu conhecia, outras não. Foi uma experiência enriquecedora e divertida. É bem possível que os paralelos que vc sinalizou tenham servido de inspiração para muitos autores, quem sabe outros leitores possam também responder. Abraços.

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  3. Eu já li diversas passagens bíblicas. Gosto demais de Rute, Ester, Cânticos e outros. Há uma riqueza infindável nos textos bíblicos. Há mulheres tão importantes na Bíblia, uma que me encanta por sua abnegação é Ana, mãe de Samuel , que foi um grande juiz em Israel. Vale conferir no primeiro livro de Samuel.

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  4. Muito bom o livro, prende o leitor até o final.

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