CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

13 de julho de 2012

Filosofia em Casa


A concierge e a filósofa em mais uma sessão de "Literatura em Casa"

La Juventud de Baco de William Adolphe Bouguereau 

Bacanal de Michel-Ange Houasse

Ofrenda a Baco de Michel-Ange Houasse

Próximas leituras: 



O Crepúsculo dos Ídolos: Nietzsche
 
Este livro, que serve de introdução à forma de pensar nietzschiana, é sobretudo, fruto da seguinte constatação do autor -'Há mais ídolos do que realidades no mundo'. A partir disso, Nietzsche põe-se a aniquilar tudo aquilo que julga serem ídolos falsos, ocos e decadentes. Ele parte do pensamento de Sócrates, destrói ídolos da sua época, como o sistema educacional alemão, escritores em voga, anarquistas, socialistas e progressistas, sem nunca deixar de atacar a metafísica.

 
 Rei Lear: Shakespeare

 Esta obra conta uma história de traição, vingança e paixão. O velho Rei faz doação em vida de todos seus domínios às 3 filhas e é imediatamente relegado ao abandono, restando-lhe apenas o amor de sua filha Cordélia.


Memórias do Subsolo: Dostoiévski

 "Sou um homem doente... Um homem mau. Um homem desagradável. Creio que sofro do fígado. Aliás, não entendo níquel da minha doença e não sei, ao certo, do que estou sofrendo. Não me trato e nunca me tratei, embora respeite a medicina e os médicos. Ademais sou supersticioso ao extremo; em, ao menos o bastante (em cartaz também no nosso clube de leitura)

Escrito na cabeceira de morte de sua primeira mulher, numa situação de aguda necessidade financeira, 'Memórias do subsolo' condensa um dos momentos mais importantes da literatura ocidental, reunindo vários temas que reaparecerão mais tarde nos últimos grandes romances do escritor russo. Aqui ressoa a voz do 'homem do subsolo', o personagem-narrador que, à força de paradoxos, investe ferozmente contra tudo e contra todos- contra a ciência e contra a superstição, contra o progresso e contra o atraso, contra a razão e a desrazão-; mas investe, acima de tudo, contra o solo da própria consciência, criando uma narrativa ímpar, de altíssima voltagem poética, que se afirma e se nega a si mesma sucessivamente. Não é por acaso que muitos acabaram vendo neste livro uma prefiguração das idéias de Freud acerca do inconsciente. O próprio Nietzsche, ao lê-lo pela primeira vez, escreveu a um amigo- 'A voz do sangue (como denominá-lo de outro modo?) fez-se ouvir de imediato e minha alegria não teve limites'.



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