CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

22 de maio de 2011

Cem Leituras


Olá, caro visitante do nosso blog, estamos celebrando algo muito significativo! Com a escolha de “O Primeiro Homem”, de Albert Camus, para discussão na reunião de Julho de 2011, o Clube completará sua centésima leitura. Este é um bom momento para lembrar o que lemos, o que estas muitas leituras nos apresentam, o que revelam de nós mesmos e como caracterizam o perfil do nosso grupo de leitores.

Por nós passaram livros que nos trouxeram poemas, romances, histórias e memórias. Foram 97 livros diferentes ao longo da existência do Clube, dentre os quais três releituras. Livros escritos em idiomas de todos os continentes que hoje fazem parte de nossas bibliotecas particulares. Uma diversidade incontestável do perfil do nosso clube de leitura: 60 autores (18 destes lidos duas ou três vezes) e 18 autoras, 26 obras nacionais, 19 dos Estados Unidos, 8 da Inglaterra, 7 de Portugal, 6 da Espanha, 4 da França e Índia, 3  da Rússia e Japão e  de muitos outros países.




Por onde estes autores e autoras nos levaram? Descobrimos que ao abrir as primeiras páginas de cada um destes romancistas, não estamos apenas na presença de uma pessoa diferente, mas estamos vivendo em um mundo diferente. Com Saramago caminhamos com frequência pela escuridão, chuva e névoa, o que nos deixa incomodados, tamanho o absurdo que sua criação nos apresenta. Machado de Assis nos leva pelas ruas antigas do Rio de Janeiro. Se viramos as páginas, Virginia Woolf nos envolve com o sol da manhã, o perfume das flores, de belos jardins e festas... Ao encontrarmos Euclides da Cunha, o sol é outro, pois não há brisa, mas a secura do cerrado. Podemos mudar a qualquer momento: escolher viajar pelos rios de Mia Couto ou de Miltom Hatoum, caminhar pelos campos de Raduan Nassar ou simplesmente permanecer nas dependências de um prédio com Muriel Barbery, ou nas nuvens com Gracinda Rosa. E ao ler, selamos um pacto com cada um destes escritores, o de transformar seu mundo a nossa realidade.

2 comentários:

  1. Nunca tinha lido um livro inacabado, achava estranho. Eis outro paradigma que se revelou tolo. O livro nos deixa participar mais ativamente do processo de criação do autor, maravilhoso, por sinal. Dividimos com ele suas dúvidas, ideias registradas para depois, sua forma de pensar e conceber o livro. Quem sabe nos inspire a criar também.

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  2. Convidada a procurar "Onde está Wally?", ou melhor, "Onde está Gracinda?", não tive dificuldade de me encontrar. Mas já vi que continuarei com o jogo, para identificar todos os outros escritores, pois, numa primeira olhadela, só reconheci uns vinte. Enfrentarei o desafio.

    Cintia e Evandro, o painel ficou o maior barato!

    Gracinda

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