CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

12 de março de 2018

Hibisco roxo: Chimamanda Ngozi Adichie


Pela primeira vez
ela sorriu e correu.
Estaria amando?

(L-nir)

ENCONTRO


No Dia Internacional da Mulher!





"Veja o que Deus fez com seu fiel servo Jó, e até com o Seu próprio filho. Mas você já se perguntou por quê? Por que Ele tinha de assassinar o próprio filho para nos salvar? Por que ele simplesmente não nos salvou de uma vez?"




"Expor o cabelo na igreja é pecado"



Não sei se vocês sabem, 
mas dizem que se a gente atirar as crianças bem lá no alto, 
elas podem aprender a voar. 




"Que Deus tire o poder do demônio!"




8 de março de 2018

Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

Olá queridos!
Reproduzo o post do meu blog Mar de Variedade. Li o livro em 2016.
É o livro do mês do CLIc. 
Essa foi a leitura de dois clubes, em novembro: O Leia Mulheres Niterói e o Clube do livro virtual. 
Já queria muito ler algo da Chimamanda, então, tive a oportunidade de ler esse ótimo livro para esses dois clubes. 

Sinopse que está no site da Amazon: "Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. 
Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente."


Esse livro é o tipo que incomoda. Em mim trouxe sensações de raiva, ódio, revolta, com relação ao Eugene, pai da protagonista Kambili.
Ele é pai também de um rapaz um pouco mais velho, o Jaja, um personagem muito querido, que tenta defender a irmã e a mãe dos castigos do pai. 
O Eugene é um empresário rico, dono de rede de lojas de biscoitos e de um Jornal.  Ele é um católico fanático. 
Infelizmente, ele tenta impor a religião à família a qualquer custo. Inclusive cortou relações com o pai, por ele não seguir a mesma religião.
A minha revolta no decorrer do livro foi por causa dos castigos cruéis que seus filhos sofriam quando faziam qualquer coisa que ele considerasse pecado.
Eugene fazia uma agenda com as atividades dos filhos para cada dia da semana. Havia horário para tudo. Era regime militar. 
Não só seus filhos eram punidos, como a sua esposa, que era uma mulher extremamente passiva e submissa. 
Um personagem que me encantou muito foi a Tia Ifeoma, irmã do Eugene: guerreira, batalhadora, independente. Viúva com três filhos e com uma situação financeira pouco favorável, não se deixava abater. Acho que, no livro, ela faz um contraponto com a mãe de Kambili, que é tão submissa. 

"Mama balançou a cabeça.
-Conversa de universidade de novo. Um marido coroa a vida de uma mulher, Ifeoma. É o que elas querem.
-É o que elas pensam que querem. Mas como posso culpá-las?" (trecho do livro)

No clube do livro, conversamos sobre como o Eugene foi um personagem muito bem construído pela autora, pois, ao mesmo tempo em que ele dava castigos cruéis aos filhos e à esposa, ele era bondoso com o necessitado e era dono de um jornal progressista também.
Acho que a autora quis apresentar um personagem com várias contradições, para ser mais verossímil, pois não somos só bons ou maus, somos muito complexos. E o personagem Eugene confunde o leitor. 
O livro mostra a Kambili desabrochando, pois ela se apaixona pelo padre de uma paróquia onde mora sua Tia Ifeoma. 
Então o livro vai mostrar um pouco da Nigéria, vai tratar ainda de diferenças sociais, de machismo, de fanatismo religioso, entre outras coisas. 
O desfecho da história é bem surpreendente. Não vou dar spoiler, mas o que posso dizer é que foi um final necessário. 
Recomendo!
Feliz dia internacional das mulheres!

5 de março de 2018

Outono: Elenir


Natureza Erótica




Queridos amigos, saudemos a estação que chega:

As árvores despem-se
de suas folhas e nuas
recebem o outono.

Abraços fraternos
Elenir



23 de fevereiro de 2018

Livro - Clube de Leitura Icaraí: 15 anos entre livros




Categoria: Literatura, Letras e Artes
Nome: Clube de Leitura Icaraí: 15 anos entre livros
Organizadores: Evandro de Andrade e Cintia Campos
Ano: 2014
Preço:  30,00
Páginas: 208p.
Peso: 315g
ISBN: 978-85-228-0978-3

Resenha: Depois de 15 anos e 132 obras lidas e debatidas em encontros periódicos, o Clube de Leitura Icaraí lança seu primeiro livro comemorativo. Construída de forma colaborativa, a brochura reúne o registro da história e do funcionamento do grupo, além de coletânea com textos inéditos assinados por seus membros. O objetivo é compartilhar experiências e incentivar a criação de novas confrarias. Dividida em três partes principais, a obra começa com breves discussões sobre temas pertinentes, como o papel da literatura e dos livros, as diferentes formas de ler e o valor da leitura em grupo. Segue apresentando o Clube de Leitura Icaraí, sua história, a dinâmica das reuniões, os canais de comunicação (o grupo mantém um blog e está presente noFacebook e no Twitter), a escolha dos livros, o que já foi lido, os desdobramentos, os participantes, o papel do moderador e vários depoimentos de seus membros. Na segunda seção, há uma pequena amostra da produção literária inspirada em obras debatidas, o que demonstra como a leitura pode desenvolver a criação de novos textos.


Sumário


Introdução


Clube de Leitura

1. Visão geral

Livro e literatura
O leitor comum
Leitura colaborativa


2. Sobre o clube

Um olá do Clube de Leitura Icaraí
Este Clube tem história
A dinâmica das reuniões
O bastão da fala: Cristiana Seixas
Outros canais
            Blog
            Clube de discussão por e-mail
            Redes sociais
A escolha dos livros
O que já lemos
Os preferidos do CLIc
Desdobramentos
            Na Bienal do Livro em 2009
            Reuniões com autores
            Reuniões com autores pela web
            Presença de especialistas


3. Prazer em ler você

Os participantes
Um, dois, três concierges... quatro, cinco, seis concierges


4. Um clube que se lê

Caminhos, por Adriana Marins
Nova elegância do ouriço, por EloisaHelena
Clube de leitura e de vida!, por Emmanuel Paiva de Andrade
Um encontro com o Clube, por Rita Magnago
As muitas formas de ler, por Rita Magnago
Um caso de amor? Adivinhe, por Vera Lúcia Schubnell Freire

Sobre leituras do Clube

CLIc, por Adriana Marins
O evangelho segundo José, por Antonio R.
A palavra âncora, por Cristiana Seixas
Haicais, por Elenir Moreira Teixeira
A caixa-preta, obra de Amós Oz, por Luzia Pereira Velloso
Vida barata, por novaes/
Livro do desassossego, por Rita Magnago


Antologia
Tema 1 – Texto Coletivo

Meu carnaval preferido, organização por Rita Magnago

Tema 2 – Produção Livre

Terna lucidez, por Adriana Marins
Silêncio dos ventos, por Ilnéa País de Miranda
Espelho, por Adriana Marins
Dicotomia do sentimento, por Fernando Luís Pereira Robles
... para o amor voar bonito, por Ilnéa País de Miranda
Fado, por Luiz Gavri
Um ser devorado por Cronos, por Neide Peixoto
In memoriam, por Niza Monteiro
Em paz, por Rita Magnago
Aquarela, por Sonia Salim
Alma poeta, por Vera Lúcia Schubnell Freire
Asas, por GracindaRosa
A criação de Carlos, por Fernando Luís Pereira Robles
Beijos ternos e cheios de esperança, por Vera Lúcia Schubnell Freire
A menina que vendia livros ? ou a menina (da) Travessa, por Carlos Benites
Natureza viva, por Carlos Rosa Moreira
Cinco e cinquenta e um, por Luiz Gavri
No elevador, por Benito Petraglia
Memórias, por CeciLohmann
Uma paixão, por Cícero Coelho Lapa
As cartas, por Elenir Moreira Teixeira
Há mais coisas entre o céu e a terra... nos jardins de outrora, por Eloisa Helena
Os coveiros, por Hélio José Lima Penna 
Um conto mineiro, pór Joana Lapa
As fúrias, por Niza Monteiro
Um dia inesquecível, por novaes/
Felicidade suprema, por Rita Magnago






10 de fevereiro de 2018

Run: Foo Fighters




Run by Foo Fighters on VEVO.


Recordando o Bloomsday 2015 - debate sobre a obra Ulysses, de James Joyce


Debate ocorreu na Livraria da Travessa da Rua Sete de Setembro


Salve o Bloomsday 2015!!!



"Senhoras e senhores,

Aproxima-se o Bloomsday. 

Nem todos teremos lido, nem todos teremos sequer começado... mas, como eu tinha comentado recentemente, seria importante tirarmos Ulisses do nosso sistema. Tem sido um longo caminho e, se como diz Anthony Burgess, Ulisses é um livro com o qual conviver, menos do que ler de um fôlego, qual fosse um romance policial, nunca deixaremos de lê-lo, em ocasiões diferentes, refletido em outros livros, refletido no impacto que teve na literatura ocidental e na forma continuará influenciando a crítica e o público na apreciação geral da literatura. 


Isso tudo fica muito pomposo... na verdade, na minha tentativa de ler Ulisses sem todo o peso da fortuna crítica envolvida, tenho até me divertido bastante. Mas tenho procurado usar o estatuto da "convivência", alternando-o com outras leituras, buscando uma certa leveza onde o tempo todo sugerem-nos solenidade e estudo dileto. 

Sou, por princípio, contra a teorização antes que o fenômeno tenha se concretizado. Sou contra o boato antes do fato. Só leio introduções e prefácios de literatura depois que os livros tiverem sido lidos. E assim procurei fazer com o Ulisses. Acho que ainda sigo a melhor forma. 

Assim sendo, estamos todos marcados para terça-feira, dia 16, para o nosso pequeno passeio no parquinho dublinense."

(Pedretti)


"Este é o livro ao qual todos somos devedores, e do qual nenhum de nós pode escapar"- T.S. Eliot

Com o épico Ulisses, sua obra maior, o irlandês James Joyce revolucionou o romance moderno. Transcorrido em um único dia - 16 de junho de 1904 - e em uma só cidade - Dublin -, o enredo de Ulisses consegue abarcar toda a gama das emoções e experiências humanas, que o leitor vivencia pelo olhos, ouvidos e entranhas de personagens inesquecíveis, como Leopold Bloom, Stephen Dedalus e Molly Bloom. 

Esta tradução de Ulisses, primorosamente concebida pela professora Bernardina da Silveira Pinheiro ao longo de sete anos de trabalho, tem a intenção de restituir o grande feito literário do século XX a quem de direito: o leitor. Com o mesmo registro coloquial do inglês usado por Joyce, mas sem abrir mão da riqueza linguística que o consagrou, a linguagem empregada nesta edição privilegia uma dimensão mais humana da obra-prima do autor, tornando-a acessível ao maior número possível de leitores.

James Joyce demorou sete anos para escrever Ulisses (de 1914 a 1921). Nesse período, atravessou a Primeira Guerra Mundial, passou por complicações financeiras e teve problemas de visão. Após terminá-lo, enfrentou ainda sérias dificuldades para publicá-lo. Depois de ser recusado no Reino Unido e nos Estados Unidos - onde foi considerado obsceno -, o livro foi finalmente editado em 1922 por uma pequena livraria em Paris, a Shakespeare & Company (foto ao lado), da norte-americana Sylvia Beach. Ulisses seria ilegal nos Estados Unidos até 1934, e só seria liberado no Reino Unido três anos mais tarde. 

Nele, intercalam-se as trajetórias de dois personagens principais, Leopold Bloom e Stephen Dedalus, pelas ruas de Dublin ao longo de um único dia, 16 de junho de 1904. Sua estrutura e referências remetem à Odisséia, épico de Homero sobre as peripécias de Ulisses (Odisseu, para os gregos) em sua jornada de volta a Ítaca. "Bloom é Ulisses vivendo suas pequenas aventuras em Dublin; Stephen Dedalus é Telêmaco em busca de um pai; Molly Bloom é ao mesmo tempo a iludida Calipso e a fiel Penélope", escreveu Anthony Burgess, para quem "Ulisses é um livro para se ter, com que se conviver".





"Sombras vegetavam silentes na paz da manhã flutuantes da escada ao mar para onde olhava. Na praia e mais além embranquecia o espelho d´água, pisado por pés lépidos e leves. Seio branco do mar turvo. Parelhas de pulsos, dois a dois. Mão tangendo as cordas de harpa fundindo-lhe os acordes geminados. Palavras pálidas do pélago aos pares rebrilhando na turva maré" (pág. 105)


Bloomsday 2012 - Sim, nós do CLIc lemos!


"Sozinha, um instante de verdade:
não gosto de Joyce
não entendo a forma
a forma
que forma
estilo nascido para marcar diferença."

                (Reflexão II - Rita Magnago)


" - Empresta aí esse teu portameleca para limpar a minha navalha...Uma nova cor pra paleta dos nossos poetas irlandeses: verderranho. Quase dá para sentir o gosto, não? Subiu novamente até o parapeito e mirou por sobre a baía de Dublin, seus claros cabelos de carvalhopálido mexendo leves. Meu Deus... o mar verderranho, o mar encolhescroto." (págs 99/100)


NOSSO CLUBE DE LEITURA ICARAÍ JÁ LEU! SE VOCÊ PERDEU O EMBARQUE OU NAUFRAGOU NO PERCURSO, AGORA TEM UMA NOVA CHANCE NO CLUBE DA SETE. LEIA A CONVOCATÓRIA DO LIVREIRO ROBERTO PEDRETTI DA LIVRARIA DA TRAVESSA EMITIDA EM 18 DE AGOSTO DE 2014.





"Adotar Ulisses como nossa leitura de 4 de dezembro de 2014 consiste em dizer que, a partir de hoje, temos 108 dias para, se não o lermos integralmente, ao menos o bastante para tornar a reunião proveitosa.

Não é um feito inédito: nas reuniões dos clubes de todo o Brasil, conheci mediadores de 3 clubes que o tinham adotado - dois em São Paulo e um em Florianópolis. O ponto comum entre as impressões dos mediadores destes clubes foi de que as reuniões foram... inesperadas. O que quer dizer que levaram a caminhos muito distantes do que se poderia esperar da usual fortuna crítica solene que se agarrou ao romance feito craca e que não nos deixa fruir dele livemente, mas apenas pelo filtro de interpretações já consagradas. Ou seja: as reuniões foram boas porque as pessoas miraram "o livro" e não "a crítica". 


Há cerca de dois anos, Paulo Coelho disse numa entrevista que "Ulisses" tinha sido mais danoso que benéfico para a literatura universal. Acho um ponto de vista filistino um pouquinho exagerado, ainda mais partindo de alguém que se esbalda em ser o mais traduzido escritor brasileiro. Mas eu entendo o que ele quis dizer, e não está de todo errado: a unanimidade sacralizante que caiu sobre James Joyce (assim como sobre Shakespeare, Faulkner, Beckett, Proust e toda a literatura russa do século XIX) criou uma barreira quase intransponível para aqueles que quisessem fazer a coisa mais prosaica para as quais aqueles textos tinham sido pensados: lê-los. Não se imagina o ser humano civilizado e artistizado sentando confortavelmente em sua poltrona no fim do dia, tirando os sapatos, e entregando-se à leitura de um dos volumes de "Em Busca do Tempo Perdido" - ele precisa sentar-se, isso sim, à escrivaninha, cercado por notas e literatura de referência às pilhas, para começar o "estudo", e não a leitura. Assistir a uma peça de Shakespeare virou, no nosso tempo, um marco de solenidade esnobista tão consagrado que praticamente ninguém mais sabe o que está acontecendo no palco (às vezes nem os atores) - todos estão ali sentados na plateia "pelo significado cultural do evento", decorando frasezinhas aqui, citando outros autores ali, até o ponto de não nos permitirmos mais rir em suas comédias ou chorar em suas tragédias.



(Não sou fã do filme "Shakespeare Apaixonado", de 1998, que no geral é meio bobo e desperdiça um trabalho de produção sensacional, mas tenho que admitir que a tomada da estreia de Romeu e Julieta no Globe Theatre é matadora: ali, gente muito simples, alguns sujos do trabalho nas granjas, outros inclusive com animais domésticos no colo, assistia à peça pela "história que era contada", e se emocionavam. Sugiro a todos rever estas cenas e refletir sobre o que sobrava em um trabalhador rural analfabeto do seculo XVI que nos falta hoje). 



Acho que esse é o tipo de trabalho de desprendimento que podemos aplicar a Ulisses. Esqueçamos, ao menos num primeiro momento, sua fama de difícil. seus meandros criptografados, suas sutilezas intransponíveis. Acho que devemos, ao menos para esta reunião, seguindo o exemplo dos grupos que discutiram-no, abri-lo como abriríamos qualquer livro quando "lhe damos uma chance". "Vamos ver se vou gostar desse aqui..." é o que dizemos geralmente quando nos deparamos com um autor desconhecido ou com recepções mistas. E todo autor, até onde sei, gosta de pensar em seu leitor fazendo este movimento, rumo ao desconhecido, com o benefício de parar e chamá-lo de insuportável quando bem entender.



Na minha visão muito particular sobre Literatura, acho que uma obra de ficção deve bastar-se a si mesma para engajar o leitor. Ela pode ultrapassar este momento, ser muito mais significativa que ele, e isso faz os "bons" livros passarem a ser "grandes" livros. Mas entre o prazer do leitor e o labor do estudioso não deveria haver descontinuidade."







E DEPOIS... JUNTE-SE A NÓS!!!




NO

BLOOMSDAY

16 DE JUNHO DE 2015

18:00 h




R. Sete de Setembro, 54 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20050-009
Telefone:(21) 3231-8015


Contato: Roberto Pedretti