CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

3 de dezembro de 2017

Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo.

Olá queridos!
Estou reproduzindo o post do meu Blog Mar de Variedade.
Finalmente, consegui concluir a leitura de outubro do Clube de Leitura Icaraí.
Já adianto que não gostei muito do livro. Li com a tradução de Machado de Assis.

Sinopse da Livraria Cultura: "Com tradução de Machado de Assis, o livro narra a luta do homem contra as forças da natureza e o poder de uma paixão. Ambientada na ilha de Guernesey, no canal da Mancha, o enredo entrelaça diversos destinos à trágica sina do marinheiro Gilliatt, que por amor à bela Déruchette, se empenha em realizar uma missão quase impossível - impedir que o coração do navio a vapor termine no fundo do mar."

É o primeiro livro que leio do Victor Hugo. Ele é considerado o principal representante do romantismo francês. Quero muito ler Os Miseráveis, pois amo o filme. 

Na Ilha de Guernesey vivem uma mulher e seu filho, ambos à margem da sociedade, pois moram em uma casa considerada mal-assombrada.  A mãe do Gilliatt morre e ele continua a viver sozinho. Ele era considerado feiticeiro pelos moradores da região. 
" A morte da mãe acabrunhou o filho. Era rústico, tornou-se feroz. Completou-se-lhe o deserto." (Posição 181 do kindle)
Um dia, ele está caminhando pela estrada quando, à sua frente, a jovem Déruchette, sobrinha do armador Lethierry, olha para trás e escreve o nome do rapaz na neve. A partir disso, Gilliatt se enamora da garota.

Algum tempo depois, uma tragédia acontece. O navio de Lethierry, principal fonte de renda do povoado, naufraga no rochedo Douvres, um lugar muito perigoso e o armador promete dar a sobrinha em casamento àquele que conseguir resgatar o navio. Gilliatt então se oferece para o resgate. 

"Mess Lethierry endireitou-se. Tinha nos olhos uma luz estranha. Tirou o boné e lançou ao chão, depois olhou solenemente para a frente sem ver resposta alguma e disse:
-Déruchette casava-se com esse homem. Dou a minha palavra de honra a Deus." (Posição 3491)
A obra contém frases bem interessantes. Quando Gilliatt está tentando fazer o resgate do navio, o autor utiliza várias delas.
"Ignorar convida a tentar. A ignorância é um devaneio e o devaneio curioso é uma força. Saber, desconcerta às vezes, e desaconselha muitas. Se Vasco da Gama soubesse, recuaria ante o cabo das Tormentas." (Posição 4718)

Não vou contar o final desse enredo, mas como um bom livro representante do Romantismo, há muito choro, amor não correspondido, tragédia... Então, dá para imaginar o final de Gilliatt e Déruchette. 

O livro aborda muito a natureza, monstros do mar, contrabando...
Não há como negar a genialidade do escritor, mas como leitora achei a leitura cansativa, por causa do excesso de descrições, principalmente na parte em que Gilliatt estava no mar, o que faz a gente se desconcentrar um pouco. 
Não desanimei de ler Os Miseráveis. Depois venho contar.

Boa leitura!

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Gilliat resgatou o coração do navio mas deixou o seu se afogar. Ah, o romantismo, quantos naufrágios causaram!

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  2. Mesmo você não tendo gostado do livro, eu gostei do que você escreveu.

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