- Enquanto que as FFLMN* lincharam-me vivo, como se eu fosse o perverso Judas Iscariotes em pleno Sábado de Aleluia...
(- Ha ha ha ha ha ha – estou rindo aqui, pra não chorar amigas e amigos do CLIC.)
(- Logo eu que pretendia confiar-lhes um plano secreto, para as mulheres
dominarem o mundo... Ha ha ha ha...)
- Coitadinhas das FFLMN, ainda não aprenderam que dez vezes mais inteligentes são aqueles que celebram a biodiversidade, do que aqueles que estigmatizam, atacam e liquidam com as espécies exóticas.
- A vida, todas as formas de vida sobre a Terra estão ameaçadas de extinção por culpa dessa supra-suma burrice dos des-humanos*.
- Mas como eu dizia, enquanto que as FFLMN malharam-me até mais não poder por uma razão injusta, creio eu, a sábia e comedida galera do Clube de Leitura Icaraí prestigiou-me de diversas maneiras.
- Quais?
- As seguintes:
- Aceitaram-me no grupo, apesar de eu ser um leitor dos mais estranhos.
(- Porque sou tão estranho leitor?
- Porque sou leitor que só gosta de ler clássicos consagrados da Literatura Universal.
- Porque prefiro a poesia à prosa.
- Porque adoro ler peças de teatro e libretos de ópera.
- Porque gosto mais de ler meus extratos favoritos em voz alta, do que fazer comentários sobre os livros que leio.
- Porque gosto mais de perguntar que responder.
- E por aí vai. – Mas voltemos ao nosso assunto.)
- Os gentis membros do CLIC votaram no primeiro livro que sugeri, proporcionando-me um prazer quase sexual.
- Qual?
- “Os Trabalhadores da* MAR” de mestre Victor Hugo.
- Toparam jogar o emocionante e perigoso “Jogo da Pergunta” que eu mesmo inventei.
- E até fizeram-me elogios...
- Imensos e generosos elogios que não sei se mereço, mas que agradeço.
- A propósito, o debate de “Os Trabalhadores da MAR” foi dos mais interessantes.
- Pra começo de conversa caíram do céu duas providenciais e confortáveis mesas que mudaram tudo pra melhor e que eu penso que deveriam ser eternizadas.
- Em torno delas reuniram-se 12 simpáticos, apesar de compenetrados apóstolos da Literatura, liderados pelo diplomático Monsieur Le Concierge.
- O debate rolou animado e ao final aconteceu o “Jogo da Pergunta”.
- Cada participante teve sua chance de descolar uma bala de chocolate, um queijo Polenguinho Light ou um clássico da Literatura Universal, patrocinados pelo humilde velejador solitário, dublê de leitor apaixonado, que lhes fala.
- Uns ganharam outros perderam, como é normal de acontecer nesta vida.
- Beth ganhou.
- Geni que possui memória prodigiosa, ganhou.
- M. Le Concierge também ganhou.
- Priscila ganhou.
- Teve mais gente boa que venceu, de cujos nomes, perdão, não me lembro.
- Não citarei os que perderam.
- Porque, na verdade, nesse jogo todos ganham.
- Foi um dos meus jogos favoritos quando eu era criança.
- Mas quem disse que eu deixei de ser criança?
- Meu brinquedo predileto atualmente é o “rei dos brinquedos para ambos os sexos e todas as idades”, que a maioria dos brasileiros infelizmente ignora.
- Qual?
- Qual seria se não o charmoso, o inteligente, o belo BARCO À VELA?
- Quem mais se divertiu foi o Antônio Rodrigues.
- Porque?
- Porque se o “Jogo da Pergunta” é divertido pra quem leu o livro, é DIVERTIDÍSSIMO para quem não leu o livro.
- Quem não leu o livro fica livre para acreditar em todas as possibilidades que as múltiplas escolhas oferecem...
- É por isso que as pupilas do Antonio mais pareciam os loucos anéis de Saturno...
Rsrsrs...
- O cérebro humano é magnífico, aceita todo e qualquer absurdo que a fantasia mais desvairada inventa.
- O Antonio acreditou, por exemplo, que Victor Hugo presenciou um polvo seqüestrar um bebê de três meses do colo de sua desesperada mãe, numa praia de Guernesey!!!!
- Feliz do Antonio.
- Rrsrsrs...
- Donde se conclui que IGNORAR é bem mais divertido que SABER.
- Donde se conclui que Deus foi sábio em não redigir nenhuma nota de pé de página para o grande e misteriosíssimo livro do Universo.
- Donde se conclui que o José Saramago escreve demais.
- Atenção que não estou chamando o Antonio de ignorante.
- Pelo contrário, ele é leitor dos mais finos, cultos e inteligentes.
- Ele só não teve tempo de ler o livro, só isso gente.
- E graças a essa involuntária negligência, ganhou o direito de imaginar todas as loucuras que inventei, coisa que a Beth, a Geny, o Evandro e a Priscila não puderam fazer, porque conheciam o roteiro do livro de cor e salteado como costuma dizer minha avó Balbina.
- Teria muito mais pra contar, mas não o farei por amor à brevidade.
- Só mais uma observação e ponto final.
- Durante a votação do próximo livro a ser lido no indispensável CLIC, Shakespeare perdeu de 4 X 0 pro Cony.
- Donde se conclui que o Carlos Heitor Cony é autor bem mais importante que William Shakespeare, que jamais foi lido no venerável CLIC:)
- Rsrsrs...
- Lancei essa farpinha final e infinitesimal no traseiro do CLIC :), porque crítico que só elogia é sempre suspeito.
- E eu sonho tornar-me crítico confiável, embora...
- Um abraço e até um dia desses.
Fernando Costa

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