CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

7 de março de 2017

Homenagem à MULHER especial, que não precisa de dia internacional

Autor: Mauro Wainstock 


A mulher real não precisa de um dia internacional. Se a palavra de ordem é
igualdade, e o homem não tem um dia universal, cada dia da mulher deveria
ser especial.

Seria uma forma mais justa de lembrar aquela que não aceita o lugar
politicamente correto na sociedade de plantão, nem as repetitivas frases de
efeito - e também de ocasião. Que enfrenta a pressão, com decisão. Que
domina, com o piscar, a arte de conquistar. Que sabe seduzir como ninguém
quando quer convencer alguém.
No constante equilibrar, o ponteiro dispara e ela não para. É hora de unir
a dedicação e a coerência, para solucionar diariamente a pendência e manter
a deslumbrante aparência. Que roupa usar? Simples: jovial para o social,
formal para o profissional. Mas, no caso dela, só depois de muito
experimentar. É de impressionar: para isto o relógio caminha em total
harmonia! Quem diria... A esteira, só a partir de segunda-feira. Já a
dieta, é constante obrigação, a balança nunca tem razão. Ir ao shopping, só
para passear, lá nunca há nada para comprar. Para ela, certamente uma
diversão; para o homem, impaciência e incompreensão.
A mulher em questão quer carinho, riso e atenção. Desde pequena, se espelha
na boneca companheira, sonha em gargalhar com o príncipe encantado e
planeja o "happy end" cinematográfico: "e viveram felizes para sempre".
Na aparente contradição, o sorriso com o primeiro choro; as lágrimas com o
inesquecível amamentar. No incontrolável sentimento de proteção, educar é
prioridade; pronunciar o "não" é uma desafiadora complexidade. Não pode
vacilar, limite tem que dar. E só com o exemplo é possível ensinar.
Para ela, não basta interromper o jogão, tem que ser exatamente na magia do
gol, no instante da rede balançar. É quando justamente precisa de ouvidos
para suas urgentes histórias contar... Com a melhor intenção, desejo de
atenção, no meio da empolgação... Complicado argumentar. Ela se comunica no
olhar, no tocar e no silenciar. Com doçura e sensibilidade. Procurando, na
cumplicidade, a reciprocidade intensificar.
As mulheres da minha família: faço questão de homenagear, mas não preciso
nominar, elas sabem que, de tanto amar, se eu não tivesse nascido lá, seria
o primeiro da fila para exigir mudar. Já a minha escolhida para a vida
compartilhar, não precisei pesquisar. No infinito primeiro olhar, o verde
envolvente; a covinha sorridente da amada confidente. E da mistura desta
ternura veio a sonhada felicidade em forma de gente, o nosso eterno
presente, hoje quase mulher: beleza incomparável, orgulho inesgotável, amor
incomensurável.
Mais importante do que instituir um dia oficial, é transformar cada dia em
excepcional. É tirar total proveito de cada momento. Agradecer que foi o
eleito e retribuir com o merecido e incondicional respeito.
Hoje (07 de março) - Dia de festejar os 14 primeiros anos com a minha
eterna namorada. Dona da risada mais gostosa, que faz a minha vida ser
maravilhosa.
Amanhã (08 de março) - Como em todos os outros dias, valorizar a mulher
real é essencial.

O texto acima foi uma contribuição da fundadora do CLIc, Norma Lannes, que é amiga  do autor,  jornalista, cronista, editor de livros e diretor de um ótimo jornal judaico.

Um comentário:

  1. Uau! O máximo esse texto/homenagem! Tenho certeza que os leitores sentiram aquela emoção especial. O autor, Mauro Wainstock, está de parabéns! Perfeita valorização da mulher.

    Abraço a todos!

    Sonia Salim

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