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O Clube de leituras não obrigatórias

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17 de agosto de 2016

O grito libertador: Elenir


Udi Peled


No palco verde, gramado,
homens valentes, velozes,
em bela coreografia,
disputam a soberana:
A bola.

Correm, caem, chutam, brigam.
A plateia brada, berra,
e com seus olhos nervosos,
acompanha a caprichosa:
A bola.

Atento, no seu quadrado,
o goleiro assiste ao jogo,
agarrando-a com bravura
se ela tenta entrar na rede:
A bola.

O Professor se levanta.
Ora de cara fechada,
ora aberta num sorriso,
se desesperando grita:
Na bola!

E é ele, um quase menino,
que ao recebê-la em seus pés,
faz magia, se diverte,
dança, roda, dribla, chuta:
Goool !

A torcida, agora, vibra,
alegre, entusiasmada,
e sacudindo as bandeiras
vai repetindo o refrão:
Campeão! É campeão!
                                                                      

Um comentário:

  1. Adorei, Elenir. Ótimo poema para esse período de Olimpíadas! Beijos.

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