CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

19 de agosto de 2016

Livro: O Verão sem homens, de Siri Hustvedt

Olá queridos!
Esse é o post que fiz no meu blog Mar de Variedade sobre o livro do mês.

Essa foi a leitura do mês do Clube de Leitura Icaraí



Sinopse da Companhia das Letras:

"Mia e Boris são casados há trinta anos. Ela é filósofa e poeta. Ele, neurocientista. Sem nenhum aviso, ele decide que é momento de dar um tempo no relacionamento. A pausa tem nome completo e endereço - é francesa, vinte anos mais jovem, colega de laboratório dele. Mia tem um colapso nervoso. Passa uma semana e meia internada no hospital. Quando volta para seu apartamento no Brooklyn, em Nova York, não consegue se sentir em casa. Decide passar as férias de verão em sua cidadezinha natal, em Minnesota. É lá que vive sua mãe, em um condomínio para pessoas idosas. Ela aluga uma casinha para a temporada, com um quintal com vista para um milharal, oferece uma oficina de poesia para estudantes locais e parte para sua jornada rumo ao interior.Uma vez lá, Mia toma contato com as amigas da mãe, com as meninas da oficina e suas interações marcadas por uma feroz rivalidade, e também com a nova vizinha, uma jovem mãe de duas crianças pequenas, casada com um homem ausente, estressado e agressivo. A partir da convivência com essas mulheres ao seu redor, e longe da sombra das figuras masculinas que marcaram sua vida, Mia enfim atinge a serenidade para reavaliar sua trajetória e encontrar suas próprias respostas."


Para ser bem sincera, essa leitura não me "prendeu". Demorei bastante para concluí-la. Os amigos do clube me ajudaram muito com seus ótimos comentários no dia da reunião. 
Claro que isso é muito pessoal. Muitas pessoas gostaram do livro e acho que sempre vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões. 
O livro não fala só da pausa que Boris pediu para Mia. Esse é o ponto inicial do livro. 
Após essa "separação", Mia, que teve um colapso e até ficou internada em uma clínica psiquiátrica por um breve período, decide passar o verão na cidade de sua mãe, que vive em um condomínio de idosos. E lá ela faz amizade com as amigas de sua mãe, que participam do Clube do livro. 
Mia aluga uma casa e oferece uma oficina de poesia, onde vai conhecer várias adolescentes e enfrentar o problema de bullying das meninas da classe com uma delas. 
Ela continua a falar com seu "ex-marido" por mensagens. E fica sabendo de tudo que está acontecendo com ele, através de sua filha. 
Quem gostou do livro, destacou que ele pode parecer um livro "raso" que só aborda o relacionamento de Mia e Boris, mas ele vai muito além. Concordo com isso. 
Através das conversas entre Mia, sua mãe e as amigas dela, conhecemos um pouquinho da realidade de quem já envelheceu, seus problemas e sonhos. 
Por outro lado, na oficina de poesia, encontramos a realidade de adolescentes, que às vezes podem ser cruéis, precisando de um direcionamento. 
A Mia convive também com a Lola, jovem mãe de duas crianças, que tem um marido agressivo. Portanto, são abordadas relações amorosas e de amizade. Além de problemas conjugais de vários tipos. 
Imagino que terminar ou dar um tempo em um casamento de trinta anos não seja fácil, tanto que a Mia teve um colapso nervoso. E no decorrer do livro, veremos o desenrolar dessa história entre Boris e Mia.

"Você se lembra, escrevi para Boris, uma noite há dois anos quando a gente percebeu que tinha pensado exatamente a mesma coisa, não era uma coisa nada óbvia, uma ideia bem excêntrica, aliás, que nos ocorreu a partir de um mesmo catalisador, e então você disse: 'Sabe, se a gente vivesse mais cem anos juntos, será que chegaríamos a virar a mesma pessoa?'. Ton Amie, Mia." (p.110)

Boa leitura!

4 comentários:

  1. As mensagens anônimas que ela recebia eram enviadas pelo ex-marido?

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  2. Boa pergunta! Não sei. Hahaha. Acho que o livro não esclarece. Fica na nossa imaginação.


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  3. Há uma grande diferença entre reatar um relacionamento e considerar a possibilidade de reatamento. Essa questão também fica em aberto no livro, você não acha?

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  4. Anônimo, é questão de interpretação. Realmente há diferença, mas eu acho que a Mia reatou com Boris. (Não curti isso). Você é a mesma pessoa que fez a pergunta acima? Fiquei curiosa. Hahaha.

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