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O Clube de leituras não obrigatórias

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7 de março de 2016

Sobre "A Trégua"

Terminada a leitura de "A Trégua", vejo que uma simpatia muito grande me uniu ao personagem principal criado por Mario Benedetti, apesar de não compartilhar dos preconceitos de Martin Santomé. Que delícia de escrita: simples, sincera, irônica, romântica, divertida e ... triste. 

Durante a leitura, não marquei passagens, acho que esta é uma obra que se destaca pelo conjunto, pela forma como é apresentada, como nós leitores somos convidados a participar da estória. Assim me senti, partícipe, testemunha, uma conhecida e admiradora de Avellaneda. Ficaram e ficarão saudades. 

Registro, a seguir, o pequeno poema que fiz, baseada no livro. Até sexta!


A construção...
As estações...
Instantes frouxos
em que o passar do tempo
é permanecer.
Outono de folhas verdes
meu coração amadurece
e se agiganta.
Canto, grito, sinto, sou.
E no momento depois
já nada mais subsiste.



5 comentários:

  1. Bravo, bravíssimo! Belas palavras e magnífico poema.

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  2. Quantos momentos poderiam ter sido vividos com mais intensidade, não, Rita? Eu gostei tanto da leitura... Amei o seu poema! ;)

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  3. Salve Rita, você está igual ao Tim Maia: "me dê motivo" e daí surge uma preciosidade. até sexta.

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    Respostas
    1. Queridos amigos Antonio, Sonia, Andreia, Ju, muito grata pelas gentis palavras. Lamentei não ter podido comparecer à reunião de ontem, mas tive um compromisso de trabalho no horário. Joana, mais uma vez agradeço a indicação de "A trégua", excelente livro. Fiquei com vontade de ler outro do autor. Agora já estou no "Sol é para todos". Beijos a todos.

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