CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

11 de novembro de 2015

Dicas da Elizabeth para escolha do livro do mês



Tudo que é explora o curso de uma vida num mundo em transformação. Depois de participar da Segunda Guerra Mundial como soldado no Japão, Philip Bowman retorna aos Estados Unidos para recomeçar a vida. Pelas décadas seguintes, acompanhamos sua carreira, seu casamento e divórcio. Novas relações amorosas aparecem sendo a mais significativa delas marcada por uma traição que Bowman vinga de forma particularmente cruel. Este não é um livro de grandes mistérios ou acontecimentos marcantes. É uma história sobre as pequenas coisas da vida e um teste para qualquer grande escritor. Depois de 35 anos sem publicar um romance, Salter mostra por que é considerado um dos maiores nomes da literatura americana atual.









Em seu castelo na Hungria, na região dos Cárpatos, um velho general do Império austro-húngaro é visitado por um homem de quem foi amigo inseparável na infância e na juventude. Não se vêem desde 1899, há quarenta e um anos, quando um dia o amigo desapareceu inexplicavelmente. 'As Brasas' é um romance sobre a amizade, a paixão amorosa e a honra. Também procura ser uma representação da vida da aristrocacia no Império austro-húngaro.


As brasas já foi lido no Clube de Leitura e debatido em 24/08/2002




Neste livro, o autor traça uma história afetiva de sua cidade e revela os personagens, as ruas e os becos, os grandes e os pequenos acontecimentos que definiram sua vida. O centro de tudo é o Edifício Pamuk, construção que no início da década de 50 abrigava, espalhada em seus andares, toda a família do autor. Circulando pelos corredores do edifício, o pequeno Orhan tenta dar sentido a coisas que vê, mas não entende por completo - as ausências do pai, as fotografias espalhadas pela avó, o indefectível piano que todos seus parentes têm nas casas, mas que nunca tocam. Conforme cresce, ele ganha as ruas, em longos e solitários passeios, e começa a se impregnar dessa tristeza coletiva que assombra a cidade. Mas, ao mesmo tempo em que de certo modo o oprime, Istambul fornece um repertório de imagens - as casas na beira do Bósforo, os incêndios das mansões dos paxás, as enciclopédias de curiosidades compradas em sebos. Pamuk tira da cidade a experiência que o conduziu à arte.






O universo do samba, as culturas africana e brasileira, as tradições populares. Nei Lopes, pesquisador, compositor, escritor e cantor, transita por esses temas com a mesma naturalidade com que passeia por diferentes tipos de linguagem e registros sociais. Em 'Contos e crônicas para ler na escola', o autor, que usa suas próprias memórias e experiências para inventar saborosas histórias, resgata personagens e reescreve eventos do passado mantendo um olhar atento para o futuro. Sua escrita é, nesse sentido, extremamente moderna e atual. Ao circular entre o universo popular e o erudito, o escritor rompe barreiras sociais e aborda a realidade cultural brasileira de um jeito singular. Em sala de aula, o professor pode aproveitar diversos aspectos de seus textos para trabalhar as diferenças entre linguagem informal e formal, e ainda mostrar como as palavras podem mudar de significado e uso com o passar do tempo e de acordo com as transformações sociais e culturais do ambiente em que estão inseridas. Os contos e as crônicas reunidos no livro são breves, precisos e asseguram, invariavelmente, boas risadas no final. Inteligentes, bem-humorados, os textos Nei Lopes acolhem um sem números de adjetivos, mas que podem ser resumidos a uma só palavra - imperdíveis.







Tendo como ponto de partida a intersecção entre uma espiral e um quadrado, nos quais se inscreve uma curiosa frase em latim, o romance cria uma trama de texto e mundo, em que a imagem dos nomes sobrepõe-se à imagem dos seres e das coisas, compondo um terceiro destino que cabe necessariamente ao homem decifrar. 'Avalovara' intercala oito temas narrativos que atravessam tempos e espaços distintos, de Amsterdã a Recife, do Recife à Roma Antiga, daí a São Paulo e vice-versa, numa narrativa notável, que ambiciona abarcar o mundo e a linguagem em sua totalidade.









Uma Luanda dos anos 1980 com professores cubanos, escolas entoando hinos matinais e jovens de classe média é o cenário de 'Bom dia, camaradas'. Do universo do romance também fazem parte as lembranças dos cartões de abastecimento, as desigualdades sociais e os conflitos entre modernidade e tradição. Através do olhar lírico de um garoto, o leitor é levado a uma Angola que acabou de se tornar independente e é obrigada a repensar as regras sociais e a questionar as causas da desigualdade. Ondjaki nos conduz aos pequenos acontecimentos do cotidiano que mostram como é preciso mais que um decreto para que as mudanças de fato aconteçam. Assim como em outros livros de Ondjaki, o mundo dos jovens e a descoberta da vida adulta e seus conflitos são retratados sem o tom irritadiço das militâncias nem a condescendência do lirismo excessivo.



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