CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

21 de julho de 2015

A paixão segundo G.H. & a festa da insignificância: Elenir Teixeira

"A Paixão Segundo G.H.", para mim um dos melhores livros da Clarice, já foi lido e discutido no CLIC.





Selecionei o trecho abaixo:

"Oh Deus, eu me sentia batizada pelo mundo. Eu botara na boca a matéria de uma barata, e, enfim, realizara o ato ínfimo.  

Não o ato máximo, como antes eu pensara, não o heroísmo e a santidade. Mas, enfim, o ato ínfimo que sempre me havia faltado. 

Eu sempre fora incapaz do ato ínfimo. E  com o ato ínfimo, eu havia me deseroizado.  

Eu, que havia vivido do meio do caminho, dera, enfim, o primeiro passo de seu começo. 

[...] Enfim, quebrara-se realmente o meu invólucro, e, sem limite, eu era."


Só mesmo Clarice, não?





Fez-me lembrar "A festa da insignificância", de Kundera, embora sem o dizer da forma incomparável de Clarice.





Um comentário:

  1. Olá Elenir! Acho que você teria gostado da Reunião em que debatemos "a festa da insignificância". Você iria vibrar com a paixão e o entusiasmo significativos de Benito, que se declarou um desculpante, de Tânia que fez uma análise literária esplêndida da obra, e de Maria Marlie, guerreira na defesa de suas opiniões ao arrepio da oposição ideológica de alguns Cliceanos. Uma FESTA!

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