CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

3 de maio de 2015

Sociabilidade afetiva - Paulo Baía






Paulo Baía 
sociólogo e cientista político

A questão é que as pessoas dizem um “eu te amo” genérico e um “sou seu amigo” difuso, esquecem do “bom dia”, de uma mensagem de “boa noite”, de um “estou com saudade”. Esquecem de perguntar se você está bem, pois se preocupam. Esquecem do abraço descontraído e sem pretexto, do presente fora de uma época especial, de enviar flores porque querem enviar uma delicadeza, um mimo. Esquecem de dar atenção aos detalhes, e isso faz com que esse “eu te amo” e o “sou seu amigo” percam o valor, o significado. Porque o amor e amizade não se alimentam de palavras desidratadas de conteúdo, mas de gentis atitudes e gestos cotidianos e contínuos. De “habitus” cordiais.
             





Um comentário:

  1. Grande, Paulo Baía!!! Muito grata pela sua gentileza e amizade. Há tanto a refletir nas suas palavras... É no dia a dia que a amizade ou o amor de consolidam e precisam de cuidados diários para o crescimento. Às vezes, as datas marcadas para encontros e comemorações são tão comerciais que a essência se perde nos meios de tantas obrigações. Outras vezes, somos tão preocupados em não incomodar que deixamos a cargo do tempo e casualidade os novos encontros, conversas, visitas e momentos de descontração.

    Grata também por nos presentear levando-nos à percepção de nossos relacionamentos cotidianos.

    Boa noite! Abraços!

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