CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

15 de maio de 2015

A emoção se foi: B(ye). B(ye). King





Hoje, somente  agora, me dou conta
de que eu vivia cifras.
Buscava cifras, Estudava cifras.
Calculava cifras. Cobrava cifras.
Minha mente era, apenas, cifras.
O tempo me escravizava..

Hoje, eu vou morrendo...
Ou melhor, estou vivendo flores.
Eu vejo flores, eu sinto flores,
eu faço flores, eu canto as flores.
Meu coração é todo flores.
O verso me libertou...

Elenir




“Amanhã eu farei...

Amanhã eu terei...

Amanhã eu serei...

Por quê esperar amanhã para viver?

Um dia não haverá mais amanhã para você, e você não terá vivido...”



(Michel Quoist)





"Assim como os picos cobertos de neves são bonitos,
os cabelos brancos da velhice também tem sua beleza.  
Não apenas beleza, mas sabedoria também,
de que nenhum jovem pode se vangloriar”.  

Osho


"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,  
nem estes olhos tão vazios,  
nem o lábio amargo.  
Eu não tinha estas mãos sem força,  
tão paradas e frias e mortas;  
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,  
tão simples, tão certa, tão fácil:  
em que espelho ficou perdida a minha face?” 



(Cecília Meireles)



Follow you, follow me: Genesis


“Só na velhice a mesa fica repleta de ausências.  
Chego ao fim,  
uma corda que aprende seu limite
após arrebentar-se em música.  
Creio na cerração das manhãs.  
Conforto- me em ser apenas homem.  
Envelheci,
tenho muita infância pela frente”. 

Fabrício Carpinejar





"A velhice é a última chance que a vida nos oferece para acabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer. Neste contexto, é iluminadora a palavra de São Paulo: ”na medida em que definha o homem exterior, nesta mesma medida rejuvenesce o homem interior”(2Cor 4,16). A velhice é uma exigência do homem interior. Que é o homem interior? É o nosso eu profundo, o nosso modo singular de ser e de agir, a nossa marca registrada, a nossa identidade mais radical. Esta identidade devemos encará-la face a face." 

(Leonardo Boff)


Um comentário:

  1. Linda coletânea de poemas sobre o envelhecimento, Evandro. Obrigada.

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