CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

21 de abril de 2015

Clube do Conto - Por um momento: Carlos Rosa Moreira


O autor e leitoras do CLIc

Ela levantou os olhos do livro e avistou o pontinho escuro no alto da parede. Toda vez era isso: parecia que o pontinho atraía o seu olhar para dividir com ela a chateação que eram seus dias. Como das outras vezes, o enfado com a leitura guiou seu olhar até o pontinho. Não que não gostasse de ler, mas naquele momento preferiria estar fazendo outra coisa. Se pelo menos ele quisesse curtir a manhã... Fazer amor de manhã, depois dar uma caminhada, como antes... Ele estava na sala. Ainda de pijama apesar de ser manhã de sábado ensolarado. Apoiava os pés sobre o velho pufe de couro. Parecia uma estátua sentada na poltrona. Como de hábito, havia lido três jornais e relia não sei o quê. Que vida... E à tarde lá vem televisão! 

Foi até à porta, ia chamá-lo quando viu o jornal emborcado sobre a barriga formando um túnel triangular. A cabeça jogada para trás fazia a boca se abrir e um ronco baixo denunciava o sono pesado. Ela voltou para o quarto e se olhou ao espelho. Já estava com cinquenta e três, família criada... Levantou a camisola: ainda dava para o gasto. Mas, que gasto? Vai ficar tudo aí, amolecendo, enrugando, criando varizes... Deve ser assim mesmo, viemos ao mundo para procriar, o resto é invenção. Depois é só ficar à espera da morte numa casinha como esta. E dar graças a Deus de ser própria!

Seus olhos se fixaram na imagem ao espelho, mostrando as feições carregadas pelo pensamento naquela vida de todos os dias. Nesse momento o telefone tocou.

‒ D. Lolita?

‒ Sim?

‒ D. Lolita, a senhora não se lembra de mim, mas, por favor, não desligue. Fui seu aluno de francês em mil novecentos e sessenta e nove.

Assustou-se com a ligação estranha e com a voz desconhecida repleta de apreensão, mas a lembrança repentina do passado trouxe uma suave surpresa àquele momento de mesmice enjoada. Por segundos, perdeu-se em seus pensamentos.

Mil novecentos e sessenta e nove... Um dos melhores anos de sua vida... Havia acabado de se formar na Aliança e conseguia o primeiro emprego naquele colégio de padres que só admitia alunos do sexo masculino. A imagem de um dia qualquer passou diante dos olhos. Viu-se apressada, deixando o elevador de manhã cedo, preocupada com o horário da primeira aula.

‒ D. Lolita? A senhora ainda está aí?

‒ Quem é? Quem está falando?

‒ Não quero me identificar. Só peço que me escute, levei mais de trinta anos para conseguir dar este telefonema!

O telefonema a apanhara absorta no beco sem saída da vida que levava, mas, sem querer, despertou um passado com imagens que já pareciam esquecidas.

‒ Quem é você?

‒ Me desculpe, tenho vergonha... Desejo só falar um pouco. Não é brincadeira. Já estou velho demais para guardar meus sentimentos.

‒ Mas que história é essa!?

‒ Fui seu aluno, D. Lolita. Tenho quarenta e quatro anos. Fiquei viúvo, vivo muito só, sou um pouco deprimido. Nesses últimos tempos tenho pensado nos meus dias felizes da juventude... A lembrança na senhora jamais me abandonou, tornou-se mais forte agora, pois outro dia a vi passar. Parecia ontem, nada mudou. Precisava ouvi-la, e também falar como homem.

A voz era máscula, mas suave, pausada, com um certo nervosismo. Parecia sincero. Surpresa, ela só respirava, os pensamentos viajavam ao passado e retornavam. Os olhos se fixaram num canto da parede do corredor, onde descobriu outro pontinho escuro, bem defronte da mesinha do telefone.

‒ D. Lolita, naqueles meus catorze anos me apaixonei pela senhora. E tenho até hoje essa paixão guardada no peito. O que me atraiu na minha falecida esposa foi a semelhança física com a senhora. Eu me lembro de tudo, D. Lolita... Seus cabelos Chanel, o tom da sua pele... Suas minissaias... Por favor, não desligue, é sincero! O seu andar de passinhos curtinhos, empinadinhos... A senhora foi minha musa! Ah, D. Lolita...

Ele ouvia a respiração da mulher. Achou que ela tomava fôlego para lhe dar uma terrível resposta. Falou rapidamente, pois seu coração batia forte e seus olhos estavam molhados.

‒ Estou profundamente emocionado, mas disse o que apertava meu peito. Não quero ser tão atrevido, me perdoe se a ofendi, eu queria dizer mais, queria estar olhando em seus olhos, penso na senhora comigo, nas suas pernas, na sua boca chamando a minha atenção na aula... Sua boca... A senhora está em meus desejos, em minha intimidade quando penso numa mulher... Queria tomá-la, tomá-la para mim! Minha Lolita, minha Lolitinha!

Ele virou o rosto, afastando o fone. Sentiu a face quente, vermelha. Foi tão difícil dizer tudo aquilo... Mas assim, pelo menos de alguma forma, se aproximava dela. A lembrança naquela mulher que sempre o excitou tornou-se irresistível, uma onda impossível de conter. D. Lolitinha... Com o rosto virado, excitado, receoso e envergonhado, olhos contraídos, o braço esticado segurando o fone longe dos ouvidos, ele a imaginava indignada. Não! Não suportaria a resposta dela àquele ultraje.

Do outro lado, ela respirava de boca aberta com o fone no ouvido. Percebia o respirar dele. Um relâmpago trouxe as faces adolescentes de mil novecentos e sessenta e nove. Os olhares ingênuos, os enviesados, os ousados que olhavam de baixo a cima, os olhares de machos novos... Lembrou-se da sensação da mocinha de vinte e três anos ao se sentir desejada pelos colegas, sua ousadia proposital nas minissaias... Pablo... O atraente, mas tão tímido professor de História. Naquela época, chegou a sonhar com ele. Aqueles pelos negros brotando do guarda-pó branco... Ele reparava nas suas pernas, até os padres reparavam... Fingia que não via os alunos se juntarem na varanda do primeiro andar para olhar suas coxas pelo para-brisa da Vemaguete quando estacionava no pátio. Sentada ao volante, a minissaia subia quase às virilhas. Esse homem, quem será? Quarenta e quatro anos... me viu passar...

Então, veio a imagem forte de Pablo. Chegou moreno, peludo, olhar doce de macho apaixonado fixo nos seus olhos, nu dentro do guarda-pó. Abraçou-a com suavidade tomando-a para si, e a beijou.

Seus olhos se fecharam, e se entreabriram. A respiração aumentou; ela piscava, piscava sem parar os olhos escuros e agora brilhantes como há trinta anos. Suas mãos tocaram seus próprios pelos e um calor tomou seu corpo. Com os olhos fechados via-se nas mãos não de Pablo, mas de um jovem desconhecido apaixonado que delicadamente a tocava, enfiando a mão dentro de sua minissaia. Os dedos descobriam as peles úmidas, despertas... Num instante o desconhecido ganhou um rosto, um corpo forte, nu, peludo, envolto pelo guarda-pó branco que esvoaçava. Agora era Pablo! Ela se deixou levar por aquele momento, aquele encanto que a fez ofegar, sorrir e gemer e a comprimiu contra a parede a balbuciar o nome dele: Pablo... Ah, Pablo... Ah!

Sem largar o fone ela pedia:

‒ Fale, fale mais! Fale o que quiser. Eu quero saber, fale comigo, tenha coragem, eu quero!

Ele não teve coragem. Colocou uma das mãos espalmadas sobre os olhos crispados e, ainda com o braço esticado mantendo o fone longe do ouvido, depositou-o suavemente no gancho. Tudo o que ela ouviu foi o sinal continuo e decepcionante do telefone. Ela ainda esperou. Pensou que tocaria novamente. Nada. Então, lembrou-se do seu desvario e dos ruídos que fizera. Assustada, correu para a porta e olhou de esguelha: o marido roncava refestelado na poltrona. Observou-o por segundos e respirou tranquila, mas um calor cobriu seu rosto: e ele, terá ouvido alguma coisa? Que loucura... Ajeitou-se, puxando a camisola para baixo. À sua volta, apenas os ruídos normais da casa. Chegou a sentir vergonha de si mesma quando, por segundos, lembrou-se do prazer que foi aquele momento. Será que isso é trair? Riu-se. Bobagem... Foi tão bom... E foi só meu, só meu! Sentiu-se livre, estranhamente superior ao marido. Riu-se com malícia. E sorrindo, pensando no quanto qualquer mulher pode ser livre, correu os olhos pelas paredes e sem querer o viu: lá estava ele, bem à sua frente, observando na penumbra do corredor à altura dos olhares de todos os dias. O outro pontinho na parede, testemunha de um momento.


12 comentários:

  1. Carlos, até hoje, antes de ler seu conto "nunca antes na história de minha vida" havia sentido medo de envelhecer, mas diante dos pensamentos simples e cruel da personagem, titubiei (mas só por um único instante durante a narrativa), já passou. Depois senti pena dessa mulher que concebe o corpo como única fonte de prazer (não nego que ele seja, como posso dizer, um grande parque de diversão sensória) mas existem outras fontes de prazer tão ou melhor que ele.
    Tive um professor de psicologia que uma vez comentou que ficava impressionado com o mundo feminino no que dizia respeito a sobrevivência mental prazerosa e consequentemente física das meninas na dita "terceira idade". Em contrapartida, os homens quando se aposentam se condenam a uma morte gradativa. Ele alegava que a inatividade profissional e talvez a que mais preocupa o homem, a sexual, o condicionava a essa morte em vida. Não sei, não concordo muito com esse posicionamente (acho generalizante por demais), mas que constatamos que a vida da maioria das mulheres para além da idade das lolitas vivem muito bem obrigada com ou sem porções pendentes, amolecentes e enrrugadas, isso é inegável. Seu conto também é testemunha escrita do quão pulsante essa mulher é, ela só precisava de um empurrazinho. A inconclusão do “encontro” como um efeito literário de recepção do leitor é frustrante (bem se era isso que tinha em mente, surtiu efeito nessa leitora inexperiente).
    Droga, por que é que nunca consigo falar em poucas palavras. (moderador corte alguma coisa. Não moleste os outros membros com tal prolixidade)

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  2. Interessante o "triângulo" desamoroso... Mulher ansiosa por vida, marido estatelado em sua mesmice e o aluno, também ele um sofredor, pois guardar uma paixão tanto tempo e depois nem ter a coragem de ir até o fim... Em meio a isso, a fagulha de um telefonema, provocando pensamentos e desejos, logo frustrados pela "roda viva", pela vida que se impõe mal vivida, como se fosse muito doloroso mudá-la (e é mesmo). Não sei se foi proposital, mas o texto é rico em simbolismos. O triângulo formado pelo jornal na barriga do marido que dorme. O triângulo que o telefonema desperta, de uma história (notícia?) também adormecida há décadas, e a notícia dada pelo telefonema. O ano da memória do aluno, então com 14 anos, 1969... Há algo de estimulante nesse número, repetido pelo aluno algumas vezes? O nome da esposa/professora... Lolita...
    Excelente história, Carlos, narrada com a maestria de sempre e o seu estilo inconfundível.
    Forte abraço!

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  3. A vida sem graça, rotineira, que a gente às vezes deixa acontecer é uma marca importante que ficou do conto para mim. A mulher critica a mesmice: o marido ainda de pijamas apesar do lindo sábado de sol e, no entanto, ela estava de camisola. Bem mais fácil ver os defeitos alheios, não? Por que a mulher não propôs? Um programa, uma alternativa, por que não decidiu que aquela vida não lhe satisfazia e partiu para outra? São os terceiros (o ex-aluno que ligou) que devem nos trazer de volta o tesão pela vida? Psicológico esse conto.

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  4. Obrigado a todos pélos comentários. Tudo pode ser ou pode ser talvez. Helene, talvez ela não conceba o corpo como única fonte de prazer, talvez ela não tenha fonte de prazer.Rita, talvez ela já tenha tentado tanto que desanimou, e o que ela quer é com o marido,por isto ainda de camisola, puro desânimo. Talvez seja difícil partir pra outra, quantos permanecem na mesma, não? Talvez... Mas não há talvez para os comentários, são bacanas mesmo. Muito obrigado,um grande abraço procês.
    Carlos.

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  5. Olá, Carlos. Bom conto. Que desejo de viver essa mulher possui, mas o traz aprisionado na banalidade que a vida se lhe tornou. O telefonema explicita na mulher um desejo contido, o de ser amada e desejada. O espelho a assusta porque sabe que a beleza aí é importante. Sente-se menos bela, e consequentemente sua autoestima é baixa. Ah, o que um telefonema não é capaz de fazer, o que um pequeno evento não é capaz de despertar num ser humano entregue ao tédio da vida... Por um momento, enquanto recordava coisas boas de sua vida por causa daquele telefonema, a vida lhe apareceu mais vibrante, seu desejo mais latente e o sonho mais real. Que pena que do outro lado havia um ser humano entregue a falta de atitude, pois jamais tivera a coragem de se revelar e correr o risco de ser feliz com aquela mulher a quem sempre amou. Que triste viver assim... Parabéns, Carlos, e me perdoe o devaneio, rsrs.

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  6. Oi, Carlos: é a segunda vez que comento o seu conto, mas não vi nada postado.
    Seu conto é rico para várias discussões, e uma delas, pode ser o tédio do casamento longo........ Ainda bem que você lembrou que temos fantasias, com alunos (menos), com professores e tantos outros.
    Seu conto propõe também que as mulheres de 53 são barrigudas e acabadinhas............. Eu vejo na academia, desde os anos 80, mulheres entre 50 e 65 anos, com um corpão de dar inveja. Sem uma celulite e estria, a alimentação passada era melhor, não? Risos!!!!!! Havia mais pasto!!!
    E por baixo do pijama do senhor de 57, 58 anos, estava tudo inteiro??????? Bem, na verdade, vejo poucos homens dessa geração fazer ginástica, e sempre correm atrás do dinheiro, nunca têm tempo. O homem que se cuida mesmo, hoje, são os de 70 anos para cima. Esses , na expulsaria, vão para academia, com a língua de fora, como cachorros que olham lingüiça assada na padaria, naquele forninho que fica lá fora........... Risos..... Mas eu tenho peninha mesmo é dos cachorrinhos, os de 70 e tal vão muito bem, obrigada!!!!!!!!!!!!
    O restante é narcisista, e que odeiam falar com mulheres, não sei qual o problema, e ficam na frente do espelho.
    Adorei seu conto, e brinquei para debater! Seus diálogos, são impagáveis!
    A única coisa que dói é ver um casal, no domingo de manhã, com tédio! Será que é melhor separar???? Não sei mais de nada...........

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  7. Carlos,sou fã de carteirinha dos seus contos. O Prêmio maior é para Eugênia, claro!
    Mas peço desculpas, pois reli o texto e vc não sugere que as moças de 53 possam estar barrigudas e acabadinhas..........Ela ainda diz: " Ainda dá para o gasto".
    Gosto desse conto, pois ele coloca em evidência, que o corpo, não tem nada com isso. é a mente que o comanda. Isso nas mulheres, quase sempre está no afeto, no desejo! é bom sermos desejados, fantasiando, como ela fez. Nada como um devaneio de 30 anos atrás..... Eu iria correndo pegar uma foto para ver como era aos 30 e olharia nua no espelho,envolta por um lençol.
    O que nos aborrece no envelhecimento, mesmo com saúde é que hoje não tem mulher feia, e são lindas, pelo menos no Brasil. As chances para uma de mais de 50 , costumam diminuir, e pela exigência da mulher também. Isso não impede que as cinquentonas possam viver bem, mas um afeto é impagável, isso pode envolver o corpo!
    Carlos, eu adorei a Lolita se permitir conversar com um ex-aluno e poder até desejar vê-lo.
    Concordo com todos que o corpo não é a única fonte de prazer, mas insisto: o corpo não manda! É uma necessidade do afeto , do amor, que impulsiona , e não sei por que achamos que é o corpo.
    Aliás, o corpo e a mente, o afeto, o desejo, são gatos do mesmo saco.
    Mas somos capazes de sublimar o desejo do corpo, não é????
    E cá entre nós, não há um prazer que substitua o outro, nunca!
    Antônio, qual casamento não tem o tédio da convivência longa. Até o corpo cansa do outro, pela repetição!
    Bjs

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  8. Uma questão que tem sido debatida no clube há já algum tempo é sobre a indicação de livros de difícil obtenção nas livrarias do bairro. Outra questão também que já circula pelo clube também é se devemos ler ou não ler Lolita, o polêmico livro de Vladimir Nabokov, que inclusive voltou a ser sugerido na reunião que debatemos "A casa dos budas ditosos". Pois bem, como sei que um dos fatores que às vezes influenciam na decisão é encontrarmos o livro à disposição nas livrarias, gostaria de informar que o acervo da feirinha da APAE, que funciona no Campo São Bento onde Joana tem uma belíssima atuação, dispõe de 08 exemplares em bom estado. Caso o Clube decida ler este grande clássico da Literatura universal estará também apoiando esta Associação, além de verificar na fonte a polêmica que muitos apenas conhecem de ouvir falar ou de assistir a fantasia mostrada na série global de alguns anos atrás. Acredito que há muita gente querendo ler Lolita, não é verdade?

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  9. Carlos, bem realista o seu conto, e por essa razão, triste.
    Nos meus encontros com amigas infelizmente escuto as mesmas queixas : o tédio, a mesmice. Percebo uma solidão a dois muito presente. Acredito ser um problema de uma geração que não aprendeu a ser livre. A liberdade assusta!
    Vera.

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  10. Carlos...gostei muito e ate ja lhe fiz uma pergunta no comentario acima.
    Eu me pergunto se a questão da mesmice e da perda de sentido ja não se encontravam em pessoas que ocupam o tempo com um olhar de dentro para fora,ou seja ,de viverem valores externos e se distanciarem de si proprios e capazes descobrirem-se seres com vida e valores proprios...
    Sou uma mulher mais velha ,mas cheia de vida,interesses e apesar das curvas do tempo,elas são a marca das vivencias
    Se apaixonar sempre,desde a pequena folha caída num chão qualquer,o azul ou cinza do ceu,o olhar para tudo que nos cerca e que traz prazer...aproveitar as boas coisas da vida desde a nossa respiração e a busca pelo olhar,pelo saber, a riqueza mental
    E SONHAR sempre...mesmo com o impossivel..
    .O telefonema do aluno tambem pode ter sido aquele momento de um desejo que ressurgiu nessa Lolita adormecida.
    ..Podemos ate olhar para o ponto no teto e nele descobrirmos algo que nos tire da mesmice.
    Um pontinho negro pode ser a expressão de um imenso universo que se encontra distanciado e porque não pode ser visto,se torna só um pontinho..

    Só fiz o comentario agora .pois estou revendo o computador e todos os pontinhos que estavam sem ser vistos..mas por questoes de tempo e técnicas..jamais por mesmice
    Parabens Carlos! Ceci

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  11. Pobre marido, enquanto senta-se um pouco na poltrona, apoiando o pé no velho pufe de couro, levando em consideração o Salmo 63.6: “…no meu leito, quando de ti me recordo, e em ti medito, durante a vigília da noite”, a sem vergonha da Lolitinha se afunda em sua própria concupiscência, trai seu bom marido que provavelmente trabalhou durante o dia para prover a casa. E tudo isso debaixo de suas próprias barbas. Uma vergonha! Escrita sombria, que bem reflete a sombra que paira sobre essa família infeliz. Nem um milhão de anos será capaz de conter a onda voluptuosa de uma mulher infiel. [Jarbas]

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