CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

6 de outubro de 2014

Que livro distópico você já leu?

Ouvi o termo distopia pela primeira vez na última reunião do CLIc Teen, à qual tive o prazer de comparecer levando minhas filhas. Uma delas sugeriu como próxima leitura Divergente, e explicou que o livro fala de pessoas que nascem em uma determinada facção (há umas cinco) e aos 16 anos podem optar por outra facção, as consequências que isto traz, os preconceitos, os problemas, etc. À medida que ela ia dando essas referências, a Gabi, da UFF, disse, 'ah, é uma distopia'. Ela então esclareceu que distopia é uma utopia ao contrário. Ôba, sabia que ia aprender com os jovens.



Livros distópicos nos fazem refletir sobre assuntos aos quais não costumamos estar atentos, e assim ajudam a desenvolver nosso senso crítico. Aí me lembrei de uma sugestão de Sonia Salim que pretendo ler em breve, Fahrenheit 451, também nesta linha, pelo que percebi. E Admirável mundo novo, que já lemos no CLIc.

De uma entrevista recente de Agualusa, pesquei o que disse de um de seus livros, Barroco tropical. " O Barroco é uma distopia, um retrato de um mundo que não quero para mim, para os meus filhos, para as pessoas que amo. As distopias servem para alertar para os erros do presente na intenção de corrigir esses erros. Se for olhado dessa maneira, não é um livro pessimista. Pode haver muito horror, e há, em alguns dos meus livros. Na Estação das Chuvas, por exemplo. [O que escrevo é] também uma denúncia desse horror."

E você, que livros distópicos já leu? Acha interessante? Tem alguma sugestão de leitura nesta linha? Escreva usando o campo "Comentários".

3 comentários:

  1. Muito legal descobrir livros que revelam o que andam pensando nossos filhos acompanhando as leituras que eles fazem. Nessa linha de livros distópicos deve ter até Saramago, como o "Ensaio sobre a cegueira" e alguns de Philip K. Dick e o famigerado Crash de J. G. Ballard. Muito legal a postagem da Rita, descolada! Esse deve ser bem o espírito do clube jovem.

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  2. No facebook, alguns leitores reclamam de problemas quando postam comentários no blog, então copio aqui a troca que está havendo sobre os livros distópicos:

    ANTONIO RODRIGUES: Vou postar aqui então (rsrsrs). "O único romance considerado distópico que li foi justamente o Admirável Mundo Novo, no CLIc. Como sugestão, eu citaria O Zero e o Infinito, de Arthur Koestler, que é um autor Húngaro. Não tenho certeza se se trata realmente de um romance distópico, mas lembro de ter ficado muito interessado nesse romance ao ler um comentário sobre ele há um ano ou um pouco mais num site político."
    29 de setembro às 15:14

    HELENE CAMILLE: Helene Camille Falando em distopia, lembrei desse filme "Gattaca" e olha essa notícia.
    http://revistagalileu.globo.com/.../os-primeiros-humanos...

    Os primeiros humanos geneticamente modificados já são adolescentes
    E apenas cientistas sabem quem são eles - entrando na...
    REVISTAGALILEU.GLOBO.COM
    29 de setembro às 23:18

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  3. Nessa linha da distopia eu li, "A Revolução dos Bichos" - George Orwell. Li também o título citado pela Rita, Farenheit 451 - Ray Bradbury. Este último eu indico muito mesmo. Tem o filme também, mas não é completo, como sempre o livro tem mais detalhes. Eu tive notícia desse livro numa leitura de Solange Firmino (A importância do livro no Brasil do século XXI) e fiquei na espera da oportunidade de adquirir. Mas, um belo dia encontrei o título numa lista de livros que haviam chegado na biblioteca da escola que eu trabalhava. Peguei emprestado, li e não deixo de indicar aos amigos. Espero que vocês fiquem bem intrigados e leiam também. Abraços! Sonia Salim

    Texto da Solange Firmino: http://solfirmino.blogspot.com.br/2007/05/importncia-do-livro-no-brasil-do-sculo.html

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