CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

2 de agosto de 2014

Clube de Leitura Jovem - A culpa é das estrelas: John Green




Estrela Gleiser na FLIP 2014

"O universo quer ser notado" - princípio antrópico abordado no livro "A culpa é das estrelas"

A opinião de Marcelo Gleiser exposta na FLIP: 'Outra passagem que teve resposta positiva da audiência foi o comentário sobre vida em outras galáxia. Gleiser disse que não queria viajar tão longe e ficou na Via Láctea mesmo. "Você tem que separar as coisas. De que tipo de vida a gente está falando: simples ou complexa?", começou. "A minha aposta é que, certamente, em outros planetas vai haver algum tipo de vida simples. Mas vida inteligente é uma conversa completamente diferente."


Além disso, em termos de distâncias astronômicas, é provável que estejamos sozinhos aqui. Gleiser chama a Terra de "planeta milagroso". "O que a ciência moderna está mostrando é que nós, seres humanos, somos extremamente raros e importantes. Porque somos máquinas moleculares capazes de reproduzir e capaz de refletir sobre quem somos. Somos a materialização de uma espécie de consciência cósmica. Temos um dever fundamental, que é a preservação da Terra, a preservação da vida a todo custo."'


"Quem é tão firme que não possa ser seduzido?"

Esperamos vocês nesta quinta, às 18h00, na Livraria Icaraí!




“Caro Sr. Waters,
Acabei de receber sua correspondência eletrônica com data de 14 de abril e estou devidamente impressionado com a complexidade shakespeariana de seu drama. Todos nessa história têm uma hamartia sólida como uma rocha: a dela, estar tão doente; a sua, estar tão bem. Se ela estivesse melhor ou o senhor, mais doente, então as estrelas não estariam tão terrivelmente cruzadas, mas é da natureza das estrelas se cruzar, e nunca Shakespeare esteve tão equivocado como quando vez Cássio declarar: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas / Mas de nós mesmos.” Fácil falar quando se é um nobre romano (ou Shakespeare!), mas não há qualquer escassez de culpa em meio às nossas estrelas.” – Página 106


Videogame preferido do Gus
Livro favorito da Hazel



O que significa ser humano?

Há algum sentido nisso?

Dada a frivolidade derradeira de nossa luta pela vida,
terá algum valor a efêmera carga de significado que a Arte nos empresta?

Ou o único valor estará em passarmos o tempo o mais confortavelmente possível?








Hierarquia das necessidades de Maslow


O lar é onde fica o coração.


Ceci n'est pas moi, Hazel Grace.

O verdadeiro amor nasce em tempos difíceis.

O mundo não é uma fábrica de realização de desejos.








Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros… Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.






Encorajamento:

  • A existência do brócolis não afeta de forma alguma o gosto do chocolate;





"Nem o mármore, nem os áureos mausoléus

De reis hão de durar mais que meu verso ardente;

Mas nele brilhareis mais refulgentemente

Do que a pedra largada aos ultrajes do tempo."



Shakespeare




"Nem o mármore, nem os áureos mausoléus,
Direi que morrerás e não se lembrarão de teu passado."

 MacLeish 





O Uivo - Allen Ginsberg (fragmento)


Para Carl Solomon

 I

Eu vi os expoentes da minha geração, destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, 
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca de uma dose violenta de qualquer coisa,
hipsters com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite,
que pobres esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando sentados na sobrenatural escuridão dos  miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando sobre os tetos das cidades contemplando o jazz,
que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevado e viram anjos maometanos cambaleando iluminados  nos telhados das casas de cômodos,
que passaram por universidades com olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de Blake entre os estudiosos da guerra,
que foram expulsos das universidades por serem loucos & publicarem odes obscenas nas janelas do crânio,
que se refugiaram em quartos de paredes de pintura descascada em roupa de baixo queimando seu dinheiro em cestos de papel escutando o Terror através da parede,
que foram detidos em suas barbas púbicas voltando por Laredo com um cinturão de marihuana para Nova Iorque,
que comeram fogo em hotéis mal pintados ou beberam terebentina em Paradise Alley, morreram ou flagelaram seus torsos noite após noite com som, sonhos, com drogas, com pesadelos na vigília, álcool e caralhos em intermináveis orgias,
incomparáveis ruas cegas sem saída de nuvem trêmula, e clarão na mente pulando nos postes dos pólos de Canadá & Paterson, iluminando completamente o mundo imóvel do Tempo intermediário,
solidez de Peiote dos corredores, aurora de fundo de quintal das verdes árvores do cemitério, porre de vinho nos telhados, fachadas de lojas de subúrbio na luz cintilante de neon do tráfego na corrida de cabeça feita do prazer, vibrações de sol e lua e árvore no tronco de crepúsculo de inverno de Brooklyn, declamações entre latas de lixo e a suave soberana luz da mente,
que se acorrentaram aos vagões do metrô para o infindável percurso do Battery ao sagrado Bronx de benzedrina até que o barulho das rodas e crianças os trouxesse de volta, trêmulos, a boca arrebentada o despovoado deserto do cérebro esvaziado de qualquer brilho na lúgubre luz do Zoológico,
que afundaram a noite toda na luz submarina de Bickford´s, voltaram à tona e passaram a tarde de cerveja choca no desolado Fuggazi´s escutando o matraquear da catástrofe na vitrola automática de hidrogênio,
que falaram setenta e duas horas sem parar do parque ao apê ao bar ao Hospital Bellevue ao Museu à Ponte do Brooklyn,
batalhão perdido de debatedores platônicos saltando dos gradis das escadas de emergência dos parapeitos  das janelas do Empire State da Lua,
tagarelando, berrando, vomitando, sussurrando fatos e lembranças e anedotas e viagens visuais e choques  nos hospitais e prisões e guerras,
intelectos inteiros regurgitados em recordação total com os olhos brilhando por sete dias e noites,  carne para a sinagoga jogada à rua,
que desapareceram no Zen de Nova Jersey de lugar algum deixando um rastro de postais ambíguos  do Centro Cívico de Atlantic City,
sofrendo suores orientais, pulverizações tangerianas de ossos e enxaquecas da China por causa da falta da droga no quarto pobremente mobiliado de Newark,
que deram voltas e voltas à meia noite no pátio da ferrovia perguntando-se aonde ir e foram, sem deixar corações partidos,
que acenderam cigarros em vagões de carga, vagões de carga, vagões de carga, que rumavam ruidosamente pela neve até solitárias fazendas dentro da noite do avô,
que estudaram Plotino, Poe, São João da Cruz, telepatia  e bop-cabala pois o Cosmos instintivamente  vibrava a seus pés em Kansas,
que passaram solitários pelas ruas de Idaho procurando anjos índios e visionários que eram anjos índios e visionários
que só acharam que estavam loucos quando Baltimore apareceu em estase sobrenatural,
que pularam em limusines com o chinês de Oklahoma  no impulso da chuva de inverno na luz das ruas da cidade pequena à meia-noite,
que vaguearam famintos e sós por Huston procurando jazz ou sexo ou rango e seguiram o espanhol brilhante para conversar sobre a América e a Eternidade, inútil tarefa, e assim embarcaram  num navio para a África,
que desapareceram nos vulcões do México nada deixando além da sombra das suas calças  rancheiras e a lava e a cinza da poesia espalhadas  pela lareira Chicago,
que reapareceram na Costa Oeste investigando o FBI de barba e bermudas com grandes olhos pacifistas e sensuais nas suas peles morenas, distribuindo folhetos ininteligíveis,
que apagaram cigarros acesos nos seus braços protestando contra o nevoeiro narcótico de tabaco do Capitalismo,
que distribuiram panfletos supercomunistas em Union  Square, chorando e despindo-se enquanto as Sirenes de Los Alamos os afugentavam gemendo mais alto que eles e gemiam pela Wall Street e também gemia a balsa de Staten Island
que caíram em prantos em brancos ginásios desportivos, nus e trêmulos diante da maquinaria de outros esqueletos,
que morderam policiais no pescoço e berraram de prazer nos carros de presos por não terem cometido outro crime a não ser sua transação pederástica e tóxica,
que uivaram de joelhos no metrô e foram arrancados do telhado sacudindo genitais e manuscritos,
que se deixaram foder no rabo por motociclistas santificados e berraram de prazer,
que enrabaram e foram enrabados por esses serafins humanos, os marinheiros, carícias de amor  atlântico e caribeano,
que transaram pela manhã e ao cair da tarde em roseirais, na grama de jardins públicos e cemitérios,  espalhando livremente seu sêmen para quem quisesse vir,
que soluçaram interminavelmente tentando gargalhar mas acabaram choramingando atrás de um tabique  de banho turco onde o anjo loiro e nu veio trespassá-los com sua espada,
que perderam seus garotos amados para as três megeras do destino, a megera caolha do dólar heterossexual, megera caolha que pisca de dentro do ventre e a megera caolha que só sabe sentar sobre sua bunda retalhando os dourados fios intelectuais do tear do artesão,
que copularam em êxtase insaciável com um garrafa de cerveja, uma namorada, um maço de cigarros, uma  vela, e caíram na cama e continuaram pelo assoalho e pelo corredor e terminaram desmaiando contra a parede com uma visão da boceta final e acabaram sufocando o derradeiro lampejo da consciência,
que adoçaram as trepadas de um milhão de garotas trêmulas ao anoitecer, acordaram de olhos vermelhos  no dia seguinte mesmo assim prontos  para adoçar trepadas na aurora, bundas luminosas nos celeiros e nus no lago,
que foram transar em Colorado numa miríade de carros roubados à noite, N.C., herói secreto destes  poemas, garanhão e Adônis de Denver – prazer ao lembrar suas incontáveis trepadas com garotas  em terrenos baldios & pátios dos fundos de  restaurantes de beira de estrada, raquíticas fileiras de poltronas de cinema, picos de montanha cavernas com esquálidas garçonetes no familiar levantar de saias solitário à beira da estrada & especialmente secretos solipsismos de mictórios de postos de gasolina & becos da cidade  natal também,
que se apagaram em longos filmes sórdidos, foram transportados em sonho, acordaram num Manhattan súbito e conseguiram voltar com uma impiedosa ressaca de adegas de Tokay e horror dos sonhos de ferro da Terceira Avenida &  cambalearam até as agências de desemprego,
que caminharam a noite toda com os sapatos cheios de sangue pelo cais coberto por montões de neve, esperando que uma porta se abrisse no East River dando para um quarto cheio de vapor e ópio,
que criaram grandes dramas suicidas nos penhascos de apartamentos do Huston à luz azul de holofote antiaéreo da luta & suas cabeças receberão coroas de louro no esquecimento,
que comeram o ensopado de cordeiro da imaginação ou digeriram o caranguejo do fundo lodoso dos Rios de Bovery,
que choraram diante do romance das ruas com seus carrinhos de mão cheios de cebola e péssima música,
que ficaram sentados em caixotes respirando a escuridão sob a ponte e ergueram-se para construir clavicórdios em seus sótãos, 
que tossiram num sexto andar do Harlem coroando de chamas sob um céu tuberculoso rodeados pelos  caixotes de laranja da teologia,
que rabiscaram a noite toda deitando e rolando sobre invocações sublimes que ao amanhecer amarelado revelaram-se versos de tagarelice sem sentido,
que cozinharam animais apodrecidos, pulmão coração pé rabo borsht & tortilhas sonhando com o puro reino vegetal, 
que se atiraram sob caminhões de carne em busca de um ovo,
que jogaram seus relógios do telhado fazendo seu lance de aposta pela Eternidade fora do Tempo & despertadores caíram em suas cabeças por todos os dias da década seguinte,
que cortaram seus pulsos sem resultado três vezes seguidas, desistiram e foram obrigados a abrir  lojas de antiguidades onde acharam que estavam ficando velhos e choraram,
que foram queimados vivos em seus inocentes ternos de flanela em Madison Avenue no meio das rajadas de versos de chumbo & o estrondo contido dos batalhões de ferro da moda & os guinchos  de nitroglicerina das bichas da propaganda & o gás mostarda de sinistros editores inteligentes ou foram atropelados pelos taxis bêbados  da Realidade Absoluta,
que se jogaram da ponte de Brooklyn, isso realmente aconteceu, e partiram esquecidos e desconhecidos para dentro da espectral confusão das ruelas de sopa & carros de bombeiros de Chinatown,  nem uma cerveja de graça,
que cantaram desesperados nas janelas, jogaram-se da janela do metrô saltaram no imundo rio Paissac, pularam nos braços dos negros, choraram pela rua afora, dançaram sobre garrafas  quebradas de vinho descalços arrebentando nostálgicos discos de jazz europeu dos anos 30  na Alemanha, terminaram o whisky e vomitaram  gemendo no toalete sangrento, lamentações nos ouvidos e o sopro de colossais apitos a vapor,
que mandaram brasa pelas rodovias do passado viajando pela solidão da vigília da cadeia de Gólgota de carro envenenado de cada um ou então a encarnação do Jazz de Birmingham,
que guiaram atravessando o país durante setenta e duas  horas para saber se eu tinha tido uma visão ou se ele tinha  tido uma visão para descobrir a Eternidade,
que viajaram para Denver, que morreram em Denver, que retornaram a Denver & esperaram em vão,  que espreitaram Denver & ficaram parados pensando  & solitários em Denver e finalmente partiram para descobrir o Tempo & agora Denver está saudosa de seus heróis,
que caíram de joelhos em catedrais sem esperança rezando por sua salvação e luz e peito até que a alma iluminasse seu cabelo por um segundo,
que se arrebentassem nas suas mentes na prisão aguardando impossíveis criminosos de cabeça dourada e o encanto da realidade em seus corações que entoavam suaves blues de Alcatraz,
que se recolheram ao México para cultivar um vício ou às Montanhas Rochosas para o suave  Buda ou Tânger para os garotos do Pacífico Sul  para a locomotiva negra ou Havard para Narciso  para o cemitério de Woodlaw para a coroa de flores para o túmulo,
que exigiram exames de sanidade mental acusando o rádio de hipnotismo & foram deixados com sua loucura & e mãos & um júri suspeito,
que jogaram salada de batata em conferencistas da Universidade de Nova Iorque sobre Dadaísmo  e em seguida se apresentaram nos degraus de granito do manicômio com cabeças raspadas e fala de arlequim sobre suicídio, exigindo lobotomia imediata,
e que em lugar disso receberam o vazio concreto da insulina metrazol choque elétrico hidroterapia  psicoterapia terapia ocupacional pingue-pongue  & amnésia,
que num protesto sem humor viraram apenas uma mesa simbólica de pingue-pongue mergulhando logo a seguir na catatonia, 
voltando anos depois, realmente calvos exceto por uma peruca de sangue e lágrimas e dedos para a visível condenação de louco nas celas das  cidades-manicômio do Leste,
Pilgrim State, Rockland, Greystone, seus corredores  fétidos, brigando com os ecos da alma, agitando-se e rolando e balançando no banco de solidão à meia-noite dos domínios de mausoléu  druídico do amor, o sonho da vida um pesadelo, corpos transformados em pedras  tão pesadas quanto a lua,
com a mãe finalmente ***** e o último livro  fantástico atirado pela janela do cortiço e a última  porta fechada às 4 da madrugada e o último telefone arremessado contra a parede em resposta e o último quarto mobiliado esvaziado até a última peça de mobília mental, uma rosa de papel  amarelo retorcida num cabide de arame do armário e até mesmo isso imaginário, nada mais que um bocadinho esperançoso de alucinação –
ah, Carl, enquanto você não estiver a salvo eu não estarei a salvo e agora você está inteiramente  mergulhado no caldo animal total do tempo – 
e que por isso correram pelas ruas geladas obcecadas por um súbito clarão da alquimia do uso da elipse do catálogo do metro inviável & do plano vibratório,
que sonharam e abriram brechas encarnadas no Tempo & Espaço através de imagens justapostas e capturaram o arcanjo da alma entre 2 imagens visuais e reuniram os verbos elementares e juntaram o substantivo e o choque da consciência saltando numa sensação de Pater Omnipotens Aeterne Deus,
para recriar a sintaxe e a medida da pobre prosa humana e ficaram parados à sua frente, mudos e  inteligentes e trêmulos de vergonha, rejeitados todavia expondo a alma para conformar-se ao ritmo do pensamento em sua cabeça nua e infinita,
o vagabundo louco e Beat angelical no Tempo, desconhecido mas mesmo assim deixando aqui o que houver para ser dito no tempo após a morte,
e se reergueram reencarnados na roupagem fantasmagórica do jazz no espectro de trompa dourada da banda musical e fizeram soar o sofrimento da mente nua da América pelo amor num grito de saxofone de eli eli lama lama sabactani que fez com que as cidades tremessem  até seu último rádio,
com o coração absoluto do poema da vida arrancado de seus corpos bom para comer por mais mil anos.

(continua)


2 comentários:

  1. Alguém sabe dizer se é verdade que roubaram o banco onde Hazel e Gus se sentaram em Amsterdã? Esta é uma das partes mais emocionantes do livro na minha opinião, quando ele conta pra ela que no último exame ele se acendeu feito uma árvore de Natal. Inundei meu rosto de lágrimas.

    Danny

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  2. Livro belíssimo! De quebra aprendemos algo sobre a teoria dos conjuntos de Georg Cantor e noções cosmológicas do princípio antrópico, teoria defendida por vários cientistas renomados. Shakespeare alertou-nos que a culpa é nossa, não das estrelas, mas Peter van Houten a manda de volta pro espaço, que com "a meretriz do tempo nos fode a todos".

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