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7 de março de 2014

8 de março: um convite ao masculino, uma homenagem à mulher

by Rita Magnago


Falta menos de uma semana para celebrarmos o Dia Internacional da Mulher. Não que eu goste particularmente da data, aliás, preferia mesmo que não existisse, pois significaria que não somos mais a minoria que ainda precisa lutar por direitos iguais. 

Mas, já que existe e vem por aí, que tal você mandar uma mensagem, dedicar um texto, um recado gentil ao feminino que existe ou poderia existir em cada um de nós? 

O convite está feito. Espero que aceite.




4 comentários:

  1. Gostei! Parabéns pela ideia. muito oportuna.

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  2. A MULHER:

    É compaixão, superação.
    É perdão.
    É intuição, doação.
    É emoção.
    É turbulência, tempestade, âncora.
    É decisão.
    É fragilidade, força.
    É coração.
    É intensa, poderosa.
    É pura contradição!


    Beijos ternos, Vera.

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  3. O dia internacional da mulher é um dia sintomático, obscuro para mim. Nasci em um 8 de Março, mas de tanto meus “coleguinhas” “brincarem” comigo dizendo “hoje é dia do Anônimo... mulherzinha... ha! ha! ha!”, mudei o dia do meu aniversário para bem longe, seis meses depois, em Setembro. Com o tempo, com o novo dia de aniversário, a brincadeira acabou, e ficou o eco daquela implicância, o dia internacional da mulher era o meu dia. Levou tempo para que eu descobrisse que eles estavam certos. Todas as pessoas importantes na minha vida são mulheres, mãe, esposa, filha, neta, avó, amante, a outra, a empregada, a faxineira, a chefa, a presidenta, o “whisk and bowl”. Elas sou eu. Então, por que obscuro? Vou precisar de umas terapias para escrever sobre isso, porém arrisco dizer que ainda não sei se tais mulheres trouxeram o paraíso ou o inferno para minha vida. Isso ainda tenho que avaliar. Enquanto isso, salve a mulher! Salve seu dia internacional! Salve o 8 de março!

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  4. Há tantos séculos as mulheres vêm engolindo e tentando digerir desrespeito, humilhação, tratamentos hostis, cantadas vulgares. Há tanto séculos são submetidas a estupros físicos e morais e violências de todas as formas, são exploradas no trabalho, desvalorizadas em casa, maltratadas, subjugadas e dominadas – há exceções, é claro, mas falo de uma maioria que faz com que a mulher ainda precise de um dia para ser valorizada.

    Para compensar tantas agressões, muitas resolveram vender-se, ao custo de um programa ou de um casamento por conveniência; outras resolveram investir cegamente no que parece ser o único ponto para onde o masculino volta um olhar contemplativo: beleza física; outras ainda decidiram anular seu lado feminino, vestir-se de fortaleza e partir para a guerra; e naturalmente há as que tentam compor, flexibilizar ao máximo para ir levando a vida do jeito que ela te levar.

    * O que têm em comum todas essas mulheres? Para além do óbvio, aprenderam talvez a perdoar mais, a ter mais compaixão, a se superar, a trabalhar com sua intuição, a doar-se, a não obrigar-se a dissimular emoções, a decidir quando a hora chega, a mostrar uma força delicada e frágil, mas intensa e poderosa, a ser o porto seguro, a âncora, mesmo que haja turbulências ou tempestades em seu coração. É difícil entender a mulher? Se você vivesse tantas contradições, seria fácil?

    Então, no Dia Internacional da Mulher, o que quero deixar de recado gentil ao feminino, como é a proposta deste post,
    é que as mulheres invistam em sua felicidade como quem cuida de um filho muito querido, alguém que precisa de desvelo para crescer e aprender a se virar no mundo, sem submissão, de igual para igual, alguém que tem direito a correr atrás de seus desejos, livre de preconceitos. Não descuidem da beleza, mas cultivem-na de dentro para fora, semeando valores que nos deixem orgulhosas de nós mesmas. E nada de vitimização. Dê-se a rosa que gostaria de receber e perfume-se inteira de bem-querer, pois só ganha amor quem se ama. Um lindo dia para você!

    * Vera, querida, o terceiro parágrafo especialmente dedico a você. Usei todas as palavras que você mencionou em seu poema para a mulher, fazendo nossa vida parecer mais leve do que acho que é. E de leveza precisamos sempre, para seguir adiante e conquistar dias melhores.

    Convido quem ainda tiver paciência para ler a poesia que fiz em homenagem ao 8 de março no ao passado. Continua atual. É só clicar no link abaixo:

    http://ritamagnago.blogspot.com.br/2013/03/poesia-em-homenagem-ao-mes-da-mulher.html

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