Foi se sentido estranho.
O Sol não brilhava nem aquecia.
A noite não virava dia.
O corpo não se movia.
Os outros não conhecia.
Se exilava pra dentro.
Ela foi se chegando de longe
De um momento distante.
Sem pressa, foi aquecendo.
Cuidadosa, quebrando a casca.
Daquele ovo ainda vivo.
A clara foi se espalhando.
A gema aparecendo,
Uma Lua crescente.
Iluminando o caminho.
Já podia partir.
Navegar, descobrir
Mares, praias, gentes.
E, quem sabe um dia,
De novo, voltar.
Já podia contar:
"Escapei, não morri,
Estou aqui. Voltei".
Mas, descobriu, surpreso.
Outro exílio lhe esperava,
Não o queriam voltado,
Só lhes servia o partido.
(Niterói, 24/12/12)
O Sol não brilhava nem aquecia.
A noite não virava dia.
O corpo não se movia.
Os outros não conhecia.
Se exilava pra dentro.
Ela foi se chegando de longe
De um momento distante.
Sem pressa, foi aquecendo.
Cuidadosa, quebrando a casca.
Daquele ovo ainda vivo.
A clara foi se espalhando.
A gema aparecendo,
Uma Lua crescente.
Iluminando o caminho.
Já podia partir.
Navegar, descobrir
Mares, praias, gentes.
E, quem sabe um dia,
De novo, voltar.
Já podia contar:
"Escapei, não morri,
Estou aqui. Voltei".
Mas, descobriu, surpreso.
Outro exílio lhe esperava,
Não o queriam voltado,
Só lhes servia o partido.
(Niterói, 24/12/12)
A eterna volta de Odisseu. Sempre achei essa grandiosa história deliciosamente 'mal contada'.
ResponderExcluirachei muito interessante a forma descritiva do tema....Ceci
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