CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

29 de julho de 2013

Suicídio: estética ou desespero? - Entrevista com o escritor Mike Sullivan

Você já pensou em se suicidar? Por volta do ano 2000 assisti uma entrevista com o diretor de cinema sueco Ingmar Bergman em que ele falava com naturalidade sobre a possibilidade de se suicidar. Seria sua preferência ao invés de presenciar a deterioração de seu próprio corpo. No livro que será debatido no CLIc em outubro de 2013, intitulado "1934", de Alberto Moravia, dois outros motivos são apresentados como razões de suicídio, um estético, exemplicado pelo caso Heinrich Kleist e Henriqueta Vogel, defendido pela personagem Beate, e um terceiro motivo, induzido por um estado de alma inerente ao ser humano, segundo o protagonista, o desespero. Para moderar nossa reunião de Outubro, convidamos o jovem psicólogo e escritor Mike Sullivan, autor de quatro livros, o último deles abordando a questão do suicídio "Terapia das almas suicidas". Mike prontificou-se a debater desde já com os participantes do nosso clube de leitura sobre o tema, sobre seus livros, e sobre sua paixão pela Literatura. Eis a produção literária de Mike:

RETORNO AO PÓ (2009)

Nosso destino é traçado pelas perdas ao longo da vida. A morte de outras pessoas, a decepção do mundo, o abandono de tudo aquilo que acreditamos e a nossa própria morte. Esse é o tema proposto por Mike Sullivan em seu romance de estréia. “Retorno ao pó” conta a história de vidas marcadas profundamente pela morte.


Ana Petterson é uma jovem de apenas vinte anos lutando para sobreviver em meio ao caos instalado depois que assassinou seu próprio pai o qual abusava sexualmente dela. Sua luta maior será esquecer o passado para absorver as exigências do presente. Sua vida muda completamente quando seu caminho cruza-se com o da prostituta Ilma Esquiavo.


Marta França, uma mulher de quarenta e poucos anos enfrenta uma dura depressão depois de ter abandonado as crenças religiosas para se casar com João Francisco. Ela se vê dividida entre a família, a religião e a difícil tarefa de perdoar seu marido depois que ele a trai.


Faustino Denegri, um escritor famoso, comete um crime aos doze anos. Por vingança ele mata o irmão recém-nascido afogado numa banheira. Aos sessenta anos ele tem visões e ouve vozes do fantasma do bebê. Atormentado por essas alucinações ainda terá de enfrentar um câncer no cérebro e a tristeza de ir morrendo a cada dia.


No meio de tudo isso está Catharina França, uma mulher que sonha em ser atriz e verá sua vida ser atingida por Ana Petterson, Marta França e Faustino Denegri. Uma trama contundente marcada por encontros e desencontros, onde todos os personagens têm suas vidas entrelaçadas de alguma forma. Uma história de assassinatos e segredos, genialidade e loucura.  


  NO VALE DE OSSOS SECOS (2011)

Ruy Dantas, um homem de cinquenta e poucos anos, vive sozinho num apartamento que passou a ser grande demais depois do fim de um casamento que perdurou por mais de vinte anos. Sua vida a essa altura passou a perder o sentido, como se nada a sua volta tivesse a profundidade necessária para dar razão à existência. Jornalista de formação, não consegue ver no trabalho a mesma motivação de tempos atrás quando pensou que seria um grande homem por meio das matérias que viria a produzir. Nessa época pensava em ser um intelectual, um homem que tivesse as respostas para todo o tipo de pergunta, um influente jornalista que poderia redigir textos e bonitas palavras carregadas de bom senso e da crítica aguçada que a carreira requer. Na contramão de todos os seus ideais começou com reportagens sobre esportes, depois com crimes de assassinatos e violência pela cidade e hoje, ironicamente, escreve apenas crônicas sobre o viver.

Num fim de tarde de uma sexta-feira, ao chegar em casa, Ruy Dantas, resolvera travar uma batalha existencial com sua própria mente, com seu ser, com sua essência. Buscava respostas e nos últimos dias vinha-se decepcionando com uma busca inútil e o aumento de questões pendentes só faziam de sua vida algo menor e deplorável. Queria era se esconder de tudo e de todos, buscar abrigo e refúgio num lugar deserto, numa praia paradisíaca. Levar seu corpo e sua mente para um silêncio que não os incomodasse, mas os beneficiasse com a oportunidade para pensar, refletir e conseguir se definir, voltar a se regozijar com o simples fato de existir.


E como se guiado por uma voz interior ele se vê diante do objetivo de realizar três tarefas inusitadas em apenas um fim de semana: visitar pacientes com câncer, ir a um templo religioso e entrar num cemitério. Ruy Dantas percebe que para recuperar o prazer pela vida e encontrar algum sentido para a existência deve ir de encontro àquilo que mais o assusta: a morte. E para isso é preciso ir até ela, mas sem ceder aos seus encantos. Era preciso ver a face da morte e aproximar-se de Deus. O que ele nem imagina é que cada tarefa tem uma  ligação íntima com o seu passando o que mudará sua vida para sempre.


AMOR EM TEMPOS DE SOLIDÃO (2012)


Eis os protagonistas deste livro: um estupro, uma criança com paralisia cerebral (e que, misteriosamente, deixa de crescer aos dois anos de idade), uma profunda depressão e o amor (o abstrato e simbólico amor) como única fonte de cura, perdão e redenção.

Para aqueles que irão se aventurar por essa história, o melhor seria não adiantar nada ou quase nada do que se passa nesse livro. A surpresa que se dá a cada página e com o desenrolar da trama é o maior mérito de Mike Sullivan, algo que pode ser observado nos outros dois romances que escreveu: “Retorno ao Pó” e “No Vale de Ossos Secos”.

O autor define a experiência de ler seu livro como o embarque numa montanha russa às escuras, onde o leitor nunca sabe onde se dá a próxima queda e a que profundidade essa queda o levará.

Numa trama bem arquitetada, que se apresenta com variações entre tempo presente e tempo passado, esse romance promove um renovo à linguagem literária brasileira, com uma narrativa inteligente que se preocupa com a condição psicológica de cada personagem (seus abismos, seus conflitos). É como estar diante de uma história incompleta que vai se fechando na medida em que se avança por ela. As peças são dadas aos poucos. Nesse sentido, o leitor sente-se também um participante ativo na construção do enredo.

Uma história em que não há a distinção clara entre mocinhos e bandidos. Apenas o ser humano em contato com as surpresas, dificuldades, encontros e desencontros que a vida nos reserva.



TERAPIA DAS ALMAS SUICIDAS

LANÇAMENTO: Setembro 2013


Numa determinada região do país, um Pastor, a crer no fim do mundo, convence um número expressivo de pessoas a cometerem suicídio coletivo após a pregação formal, exortação de palavras de melhores dias e abandono definitivo desta vida. Diz que o mundo está perto do fim. Nada mais sobrará. Todos se matam com uma bebida de origem desconhecida, mas de gosto amargo, cortante, que queima por dentro quando se espalha pelo estômago.


Ao chegarem do outro lado, as almas têm de esperar numa antessala de cor acinzentada, fria, com ventos brandos, incessantes. Estão sentadas a curta distância umas das outras. Cabisbaixas, não possuem nenhuma paisagem onde fixar o olhar. Nenhuma definição existe para os minutos seguintes. Isso se qualquer medição do tempo houver. Tudo parece parado em alguma espécie de torpor. Sem som, sem movimento, sem respiração, sem cor, pouca luz.


Cada alma terá de passar por um interrogatório. Devido ao suicídio, não poderão adentrar imediatamente o paraíso supremo onde elas desejam a todo custo descansar. Uma figura de palidez mórbida entra e avisa com voz baixa que elas terão de conceder esclarecimentos ao anjo analista. Uma explicação será dada. Deverão prestar um depoimento devendo ser o mais sincero possível, ainda que nenhuma garantia haja de conseguirem absolvição.


Os depoimentos selecionados para este livro pertencem às almas isentas de discurso religioso. O fanatismo proclamado pela maioria maciça dos demais suicidas foi ocultado para não tornar este romance uma narrativa de falas repetitivas e tediosas. 



Mike Sullivan


Quer saber mais? Pergunte ao Mike. O jovem autor está disponível para trocar ideias com você. Faça sua pergunta no campo de comentários desta postagem e espere a resposta do escritor.


Obs.: O tema "suicídio" é extremamente grave e nosso interesse aqui é abordá-lo do ponto de vista literário. As opiniões emitidas nesse blog são de inteira responsabilidade dos emissores, sobretudo as referentes ao aspecto clínico desse tema.


19 comentários:

  1. Oi Mike. Primeiro queria dizer que é legal te rever por aqui.
    Agora vamos a pergunta: por que você acha que o suicídio é visto como pecado e atitude indigna, chegando ao ponto de, em algumas religiões, o local destinado a enterrar os suicidas ser diferenciado, menos 'nobre' se podemos usar essa palavra. Isso vem desde sempre? Por que esse medo, preconceito, repulsa, sei lá o que com o ato e os que fazem essa opção?

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    1. Oi Rita. Em relação à religião, creio que só tenha condições de responder do ponto de vista cristão. Desde criança aprendi que o suicídio e a blasfêmia sãos os únicos pecados para os quais não há perdão. Por ser a morte algo que só pode ser estabelecido pelas leis de Deus, qualquer um que interfira nesse plano está automaticamente condenado. E para sempre. Esse “para sempre” é o que mais me incomodava quando pequeno. Será que é assim mesmo? Hoje (talvez por ter me afastado da religião) tenho lá minhas dúvidas. Procuro não pensar muito em condenação ou absolvição. Como psicólogo, procuro me atentar mais para o sofrimento do indivíduo e seu desespero. E como escritor tento me colocar diante do assunto como um simples questionador. Em meu livro (Terapia das almas suicidas) me dispus ao exercício de ouvir os suicidas depois do ato consumado. Sem recorrer a questões morais, éticas e até mesmo religiosas, escrevi sobre pessoas vivenciando suas dores e sucumbindo ao desespero. Quem nunca pensou em morrer para acabar com a dor? Ainda que não saibamos nada sobre a morte e quais os benefícios (?) que ela possa nos trazer, ainda reina em nosso imaginário uma espécie de sono apaziguador que possa dar cabo de todo sofrimento. Acredito que o suicídio é incompreensível porque para nosso inconsciente somos todos imortais. E nunca será fácil ver alguém que, em pleno exercício da liberdade, dá fim à própria existência.

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  2. Olá Mike, muito bom poder interagir com você sobre sua produção literária, aproveitando um tema recorrente em seus livros e na obra que debateremos em nossa reunião de Outubro no Clube de Leitura Icaraí. E que oportunidade para te perguntar algumas coisas! Por exemplo, há chances de algum dia você vir a ser nosso ruy dantas, o primeiro brasileiro a ganhar um prêmio nobel de literatura? Afinal, alguma coisa vocês têm em comum, escreveram um livro com o mesmo título "No vale de ossos secos". Brincadeirinha! Não custa sonhar! A propósito, sobre Ruy Dantas, a certa altura de sua vida ele cogita se suicidar. Você acha que o desejo de se matar passa pela cabeça de todo mundo, mais cedo ou mais tarde? Ou seja, o tal "monstro adormecido do suicídio" definitivamente reside na alma humana? Em "No vale dos ossos secos" o narrador alega que vencemos a morte se tiramos dela a prerrogativa de escolher quando e onde morrer. Sendo assim, seria o suicídio uma das mais altas expressões da liberdade humana? Ruy Dantas em certo momento descobre que para recuperar o prazer de viver terá que enfrentar a morte. Camus em "O mito de sísifo" diz que a morte nos define. Que importância, no seu modo de ver, tem a maneira que encaramos a morte para a qualidade de vida que adotamos?

    Forte abraço!

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    1. Oi Evandro. Em “No Vale de Ossos Secos”, o protagonista quer morrer, mas falta-lhe coragem até para se matar. Ruy Dantas passa por uma dura e arrastada crise existencial, algo que, pelo menos em algum momento, somos obrigados a suportar e enfrentar. As principais questões da vida tomam proporções assustadoras: quem somos? de onde viemos? para onde vamos? como devemos viver? por que estou aqui? Cada um procura meios para se adaptar a essa crise, ou melhor, busca ferramentas de apoio e aceitação da vida (religião, trabalho, família, espiritualidade). O protagonista segue em busca de respostas que acredita estarem escondidas em eventos e lugares ligados à morte: câncer, cemitério e um templo religioso. Uma particularidade aqui é que cada um desses eventos traz a tona reminiscências do passado de Ruy Dantas.
      No que diz respeito à morte, acredito que é preciso ter mais consciência sobre a existência dela numa tentativa de aceitar nossa condição de seres não-eternos. Somos seres-para-a-morte. Valoriza mais a vida, as relações, as pessoas, quem assume sua condição de ser-finito.
      Só se cresce, aprende, evolui e adquire conhecimento quando se caminha rumo à morte.
      Em “Amor em tempos de solidão”, criei um personagem que congelou no tempo. Apesar dos 35 anos de existência, ele permanece com corpo, características e traços de uma criança de não mais de 2 anos. No entanto, mesmo que preso numa fantasia de eterna juventude, a consciência não se forma, não há interação, é como se um ser de verdade não existisse. Isso é o que queria transmitir através desse personagem: só há formação de um ser quando se caminha para a morte; quando se dispõe e aceita a caminhada rumo ao outro extremo.
      Vida e morte é a grande dicotomia do universo. Uma só existe em função da outra, como diversas outras dicotomias (quente/frio; saúde/doença; bem/mal). O importante é que dessa dicotomia surja uma produtiva tricotomia que, acredito eu, seja a consciência de existir no mundo.

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  3. Senhor escritor, a pessoa que se mata é alguém covarde ou precisou muita coragem para se suicidar?

    O senhor ouviu suicidas depois do ato consumado para escrever o livro? Como assim?

    Fabíola

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    1. Olá Fabíola, na minha opinião o que define o suicídio é o desespero. Sempre me questionam sobre covardia ou coragem, mas acredito que uma pessoa tomada pelo desespero é capaz de atos extremos. Para a construção do livro, imaginei uma narrativa semelhante a estrutura de um documentário, onde os suicidas "frente a uma câmera" prestariam depoimentos a respeito de seus "desesperos". Na verdade é uma curiosidade minha: o que os suicidas teriam a falar depois do ato consumado.

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  4. Mike, você se considera um escritor romântico e espiritualista? No vale de ossos secos é um conhecido trecho bíblico e o livro uma bela história de amor!

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    1. Evandro, espiritualista eu posso dizer que sou sim. Por mais de vinte anos inserido numa igreja evangélica, acho impossível desfazer de todos os ensinamentos. A bíblia é um livro fantástico e recheado de histórias interessantes. Algumas são inspiradoras. A vida de Jesus Cristo é fascinante: um ser de origem humilde entregue ao altar em sacrifício vivo, que ressuscita e vence a morte. Mas em meus livros procuro sempre revelar dramas humanos e existenciais, colocando o homem em conflito com questões da vida.

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  5. Mike, o que te inspira a escrever? Você prefere a ficção pura, aquela que nasce totalmente da criatividade inventiva do escritor, ou prefere escrever a partir da sua experiência de vida, das coisas que você vivencia?

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    1. Não sei ao certo dizer o que me inspira, mas escrever tem se tornado uma necessidade, Antônio. Não fosse minha personalidade melancólica, uma depressão crônica que me acompanha por arrastados anos, meu passado conturbado e minhas incertezas quanto ao mistério da existência, eu talvez não escrevesse tanto. Uma vez li num livro do Cristovão Tezza uma citação (não lembro agora o autor) que dizia assim: "Pessoas felizes não escrevem". Acho que é isso. Não existe nenhuma arma apontada para minha cabeça me obrigando a escrever, mas se não escrevo, algo me tortura o ser num incômodo crescente que só alivia quando vejo meus personagens materializados no papel. Esse é outro interessante detalhe. Meus personagens têm nascido de forma enigmática. De onde eles vêm? Não sei também. Só sei que vão surgindo. Em princípio, de maneira tímida, retraída, como se pedissem permissão para ficar. E então ficam. Aos poucos vão abrindo espaço para me contar suas histórias. Acompanho suas vidas. Por dias e noites me fazem companhia. E então quando me sinto intimo deles, eu decido escrever sobre suas vidas.

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    2. Boa, Mike. Estou escrevendo um comentário ao livro do Newton, e o que digo a ele também digo a você: escrever é o que importa. E mais, também acredito que você irá encontrar muitos caminhos por meio da escrita. Que pela escrita você irá cruzar muitas "noites escuras" por que passamos ao longo da vida. Que a escrita lhe será uma ponte entre o íntimo mundo que o habita e o mundo que arde e vibra aí fora. E por fim, que a escrita, meu amigo, lhe proporcione alegrias e algum prazer nas horas solitárias que porventura lhe sobrevenham, e que nada neste mundo seja capaz de lhe saciar essa fome de escrever.

      Um grande abraço, Mike.

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  6. Mike, fiquei emocionada ao ler sua resposta ao Antônio. Acho de uma coragem e ao mesmo tempo de uma grande sensibilidade pessoas que como você, se desnudam, se deixam sentir...Parabéns por essa alma tão transparente...
    Vera.

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    1. Grato pelo elogio, Vera. É só como eu penso a literatura hoje e como ela tem me salvado de mim mesmo. Um carinhoso beijo!

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  7. Mike, meu caro amigo,
    Igualmente ao ocorrido com Vera, aconteceu comigo. Sua resposta foi emocionante! E como você descreve tão bem seu ato de escrever e o surgimento de suas personagens. Parabéns!
    Abraços.
    Elenir

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    1. Elenir, você sempre muito gentil comigo. Obrigado por tudo!

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  8. Olá, Mike, vamos falar de critica. Como tem sido a aceitação do público leitor às suas obras e quais são as críticas positivas e negativas? E como você reage a cada uma delas? Qual o valor da crítica para o escritor?

    Abraços! Sucesso, querido!

    Sonia Salim

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    1. Oi Sônia! Por enquanto meus livros tem tido uma boa receptividade. Uma das vantagens de se autopublicar é que você acaba conhecendo e interagindo com praticamente todos os seus leitores. Eu tenho feito novas e interessantes amizades por intermédio dos meus livros. Em relação à crítica, acho que sou meu maior crítico. Ainda não me sinto um escritor de fato. Para ostentar esse título (não uso aqui de falsa modéstia) ainda falta um bom caminho a percorrer. Costumo dizer que não sei se escrevo bem ou mal, o que sei de verdade é que tenho muitas histórias pra contar. Acho que sou só um contador de histórias. E se conseguir entreter, surpreender e fizer pensar com meus personagens já me sinto feliz. E tolero toda e qualquer tipo de crítica, desde que aquele que a faz se mostre eficaz e não apenas um apontador de defeitos. Um super beijo!

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  9. Onde posso comprar terapia das almas suicidas? Procurei em algumas livrarias e não encontrei.

    Fabíola

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    1. Fabíola, como dou vida aos meus livros por intermédio da autopublicação, eles só podem ser adquiridos diretamente comigo ou pela internet.
      1) "Retorno ao Pó" disponível no site: https://www.clubedeautores.com.br/book/106014--Retorno_ao_Po

      2)"No Vale de Ossos Secos" encontra-se esgotado. Os últimos 3 exemplares encontram-se com o Evandro. Para comprar, entre em contato com ele.

      3) "Amor em tempos de solidão" - estarei levando alguns exemplares na próxima reunião do clic, dia 2, e também deixarei com o Evandro.

      4) "Terapia das almas suicidas" ainda não foi lançado, com previsão para setembro deste ano.

      Beijos!

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