CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

17 de maio de 2013

Sobre "O Senhor dos Sonhos" de Raimundo Carrero


(por: W. B.)


O romance "O Senhor dos Sonhos" do escritor pernambucano Raimundo Carrero é um livro cheio de humanidade, para aqueles que gostam da verdadeira literatura. Nele, um senhor caridoso resolve construir um abrigo para velhas indigentes, desamparadas. Acaba entrando em conflito com a sociedade, com a polícia e, principalmente, com o poder político. Os problemas se dão porque - como é época de eleição - o prefeito pretende demonstrar ao povo que o abrigo da prefeitura já é suficiente para amparar as idosas.

O romance, publicado pela Atual Editora, tem 98 páginas, é dividido em 23 capítulos curtos, narrado em 3ª pessoa, sem flasbacks, com acontecimentos seguindo a ordem cronológica. Vale destacar, como pontos altos da narrativa, os capítulos em que o personagem principal dialoga em sonho (ou imaginariamente) com a mãe muda.

Um livro cheio de sonho e esperança, em oposição à realidade dura e cruel. Realidade esta que, mesmo vencendo, não pode impedir que se sonhe.

(RAIMUNDO CARRERO AINDA NÃO FOI DEBATIDO NO CLUBE DE LEITURA ICARAÍ)

3 comentários:

  1. Esse fim de semana encontrei um livro do Raimundo Carrero na Travessa: TANGOLOMANGO. Lembrei de você, W. B., você já o leu?

    Sou favorável à escolha de autores que ainda não lemos no Clube. Alguém mais apoia essa indicação do W.B.?

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  2. Amigo Evandro,

    Obrigado pela lembrança. Ainda não li Tangolomango. Deliciei-me com outros de Carrero como: "Maçã Agreste", "Somos pedras que se consomem", "A Dupla Face do Baralho" etc. Mas que fique claro: mantenho a indicação, para leitura pelo clube, de "Malagueta, Perus e Bacanaço" do João Antônio, também nunca lido no CLIc.

    Forte abraço e boas leituras,

    W. B.

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  3. Apoio a ideia do W.B, e reivindico (em companhia do W.B) a indicação do querido João Antonio. Indiquei estrangeiros esquecidos também e torno a indicar, nos seus 100 anos, o "sabiá" Rubem Braga, que seria o segundo livro exclusivo de crônicas a ser lido pelo clube. Indico ainda Moacir C. Lopes, autor que traz perfumosas maresias para quem o lê.
    Carlos Rosa.

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