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A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

13 de maio de 2013

Da série temática Sonhos que não sonhamos (2)

Momento: sonhar
(by Rita Magnago)


Sonhos que não sonhamos
existem sim
latentes
pungentes
fugindo da gente
fingindo que a gente
não pode sonhar

sonhos não precisam de permissão
sonhos simplesmente são
vão na contramão
mesmo
que seja
e o seu sonho
pode ser só seu


um meu
não confesso
ele é ateu
foge dos moldes
é bandido
pervertido
louco, muito louco
é profeta
tem a cara do desejo
a idade do renascer

outro solta minha vontade
em bocas que voam
espalhando as vozes
de quem não vem

letras são asas
pousando sobre um sabiá
(um voo em outro voo)
parada eu saio do lugar
inerte, visito o mundo
do lado de lá
caetano as notas
bailo nos espaços
perfumo o arco-íris
bebo toda a beleza
da companhia


suspiro
agora é hora de acordar.

17 comentários:

  1. Belo poema. Uma viagem por sonhos não sonhados, sonhos nem imaginados. Sonhos em estado de sonho inacabado, sonhos que não se pode contar, porque inexistentes ainda na penumbra de um pensamento ainda não pensado. O eterno etéreo a nos lançar nas nuvens e nos envolver com sua falta de limites. Libertador. Parabéns.

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    1. Esse tema é um devaneio, muito gostoso. Obrigada.

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    2. Trovando versos... eu sonho...
      ... com sua licença, Rita?

      Esse tema é um devaneio (Rita)
      que acorda de alma lavada
      que me acalanta o que anseio
      muito gostoso... obrigada. (Rita)

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  2. Que bonito, Rita! Que gostoso de ler, cheio de ritmo.
    Abração.
    Carlos rosa.

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    1. Obrigada, Carlos. Fico feliz que tenha gostado.

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  3. Rita, como sempre, me encantou...

    Você, com seu dinamismo, está me ajudando a sonhar "Sonhos Que Não Sonhei"

    Obrigada, Vera.

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    1. A Dília fez isso comigo, ajudou a concretizar um sonho que eu nem tinha sonhado, e todo o grupo também. Que delícia saber que o mesmo acontece contigo, Vera. Muitos beijos e adelante!

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  4. Rita, lindos seus sonhos e voos! Parabéns!
    Beijos.
    Elenir

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    1. Obrigada, querida Elenir. Estou sentindo falta dos seus sonhos aqui. Deixe-nos conhecer o que povoa essa cabeça tão sensível.

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  5. "Sonhos que não sonhamos" parece "lembranças do futuro", aquelas coisas que gostaríamos de fazer e nunca fazemos, que a gente fica sempre imaginando fazer e está sempre adiando, achando que vai fazer depois. Passa o tempo e a gente até esquece que não fez, fica em dúvida. A vida fica parecendo um sonho que não vivemos.

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    1. " Sonhambulando ... cheia de reticências...
      ***
      Dos sonhos que não sonhamos
      fazemos realidade...
      vivemos vida, e inventamos
      uns outros... p'ra ser saudade

      O que faço sonhos meus?
      Aqueles que não sonhei...
      será que roubo dos teus...
      ou de histórias que inventei?

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    2. Ah Evandro, gostei muito dessa sua frase "A vida fica parecendo um sonho que não vivemos". E para quantos milhões de pessoas não é a pura verdade? Vivamos pois, sonhemos!

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    3. Ilnéa, que gostoso essa sua resposta poética. Posso juntar os versos e colocamos em outro post?

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    4. Claro, Rita! Be at ease! Só me faz gosto!

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    5. Para Evandro... e o sonho que não vivemos.

      A vida, como inventamos,
      sonhando por conta dela
      são sonhos que não sonhamos
      em suaves tons de aquarela.

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