CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

5 de fevereiro de 2013

O libertário Lima Barreto

(por: W.B.)
Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em 1881. Seu pai, o tipógrafo João Henriques, era mestiço, filho de escrava e de um português que nunca lhe reconhecera a paternidade. Amália Augusta Barreto, professora, mãe de Lima, era filha de uma negra da segunda geração de escravos da família Pereira de Carvalho.

João Henriques tinha o sonho de ver o filho com prosperidade e reconhecimento social. Afonso teria nascido, porém, sob um signo ruim. Veio ao mundo numa sexta-feira 13 de maio, dia de Nossa Senhora dos Mártires. Mas o martírio de Lima parece advir mais da época e local de seu nascimento (a retrógrada sociedade brasileira de fins do século 19) que da data supostamente agourenta em que por acaso se deu.

No dia em que completara sete anos de idade, Lima foi levado pelo pai para um passeio pelo Rio de Janeiro. A cidade estava em festa: era a abolição da escravatura. O menino Afonso não tinha muita noção, até aquele momento, do que vinha a ser escravidão. De fato nunca havia visto escravos, já que eles não eram frequentes na cidade do Rio por aquela época, sendo considerados símbolos de provincianismo e atraso, inadequados a um grande centro.

Em meio aos festejos, ecoava pelas ruas uma palavra que viria a se tornar quase sagrada para Lima Barreto: liberdade. Para o menino, parecia que, a partir daquele momento, tudo era permitido, não havia mais barreiras, empecilhos à felicidade. Mas Afonso, órfão de mãe desde o ano anterior, ainda passaria muitos dissabores na vida.

No ano seguinte, 1889, dava-se a proclamação da República. Aos olhos de Lima, este acontecimento não trazia nenhuma alegria como a presente nas ruas do Rio no ano anterior. Pelo contrário: o que se via era a população assustada sem entender direito o que estava acontecendo. Militares tomavam o governo e alardeavam grandes melhorias sociais. Mas estas não surgiram. O poder apenas mudara de mãos.

Os que de alguma forma estavam envolvidos com o regime anterior eram perseguidos, enquanto os bajuladores dos novos donos do poder galgavam altas posições sem esforço ou mérito. João Henriques ficara em uma situação delicada. Era funcionário da Imprensa Nacional e compadre do Visconde de Ouro Preto. Logo os antigos laços com a monarquia, e o estigma decorrente deles, tornariam insuportável para João sua permanência no cargo. Pediu demissão antes que ela lhe fosse imposta.

Em março de 1890, João Henriques conseguiu emprego como escriturário das Colônias de Alienados da Ilha do Governador. Seu coração guardava grandes esperanças de o filho se tornar doutor e não passar pelas humilhações e decepções de que ele próprio fora vítima. Com muito esforço, e auxílio de alguns conhecidos ilustres, garantiu ao menino um bom estudo no afamado Liceu Popular Niteroiense e no Colégio Paula Freitas.

Em 1897, Afonso Henriques de Lima Barreto ingressou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Logo de início, deparou-se com o racismo; um veterano diria sobre o recém-admitido: “Que audácia um mulato usar o nome do rei de Portugal!” No curso ainda enfrentaria perseguição de professores e antipatia de boa parte do alunado em virtude de sua cor e também de sua independência de pensamento.

Cedo demonstrou preocupações políticas, tendo inclusive ingressado na chamada Federação de Estudantes. Acabara, no entanto, por abandoná-la em virtude de esta ter se posicionado em favor do regime militar obrigatório.

Por indicação do colega Bastos Tigres, Lima Barreto começou a escrever no jornal estudantil A Lanterna, o qual se definia como “órgão oficioso da mocidade de nossas escolas superiores”. Futuramente viria a escrever para outro A Lanterna (autodefinido como “jornal anticlerical”), deixando clara sua filiação ao Anarquismo. Mas mesmo neste primeiro momento na imprensa estudantil, a pena de Lima dá mostras de sua vocação libertária, manifestada em críticas ferrenhas e ironias demolidoras. Era impressionante ver como aquele rapaz tímido se expressava desenvolta e corajosamente por escrito.

Em 1902 João Henriques enlouqueceu: dormiu são e acordou doente. Trágico. Inexplicável. Afonso se viu forçado a abandonar a Escola Politécnica. Prestou concurso para funcionário civil do Ministério da Guerra, foi aprovado. O ambiente do trabalho desgostava-o. Suas convicções antimilitaristas faziam-no detestar o Ministério. Foi lá, porém, que conheceu o anarquista Domingos Ribeiro Filho que viria a influenciá-lo teoricamente.

Iniciou, no Correio da Manhã, uma série de reportagens sob o título “Os Subterrâneos do Morro do Castelo”. O Morro do Castelo era para Lima um interesse frequente. A modificação da paisagem original do Rio de Janeiro sempre lhe parecera um crime. Vê-se que o escritor foi pioneiro nas preocupações em relação à Ecologia e ao patrimônio histórico. Nestas crônicas para O Correio da Manhã, Lima foi introduzindo elementos ficcionais, já que sua veia literária começava a falar mais alto que a vocação jornalística. Ainda assim sentia falta de uma maior liberdade de criação. Foi aí que, junto com outros intelectuais libertários – como Curvelo de Mendonça, Domingos Ribeiro Filho e Elísio de Carvalho –, Lima fundou a revista Floreal em 1907. Tratava-se de uma publicação com preocupações literárias, filosóficas e políticas que buscava dar voz aos escritores e pensadores autênticos que não se rebaixavam a tornar o texto um adorno social, uma bajulação aos poderosos ou um passatempo inofensivo e alienante. Na revista, Lima Barreto começou a publicar capítulos do romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha, porém ela acabou não passando do quarto número.

Como publicaria o romance? As editoras brasileiras não o aceitavam... Enviou os originais para Portugal e acabou conseguindo que o editor A. M. Teixeira o publicasse. O livro é agressivo, contundente. Era fácil, na época, identificar as pessoas nas quais Lima havia se baseado para criar seus personagens. As críticas eram direcionadas sobretudo ao Correio da Manhã. Em Recordações do Escrivão Isaías Caminha estava presente toda a redação daquele jornal e também muitas outras figuras conhecidas da sociedade de então. O livro, porém, não ficaria datado nem traria críticas demasiadamente particulares. A narração da trajetória de Isaías Caminha constitui um ataque à imprensa burguesa em geral, ao falso moralismo, ao Capitalismo e à sociedade hierárquica, permanecendo atual mesmo com o passar dos anos.

Lima estava feliz: conseguira publicar. A edição foi posta à venda em dezembro de 1909. Aguardou as críticas que certamente viriam. Se falassem bem, seria ótimo. Caso atacassem o livro, também não haveria problema, pois a polêmica em torno do romance faria com que as idéias presentes nele fossem debatidas. Lima não era homem de temer críticas: negro, anarquista e pobre, recebia-as o tempo todo. Mas ocorreu a única coisa da qual não tinha como se defender: o silêncio.

O boicote ao nome de Afonso Henriques de Lima Barreto se deu principalmente no Correio da Manhã, de Edmundo Bittencourt. Mas não se restringiu a este jornal. Toda a imprensa burguesa, subserviente a Bittencourt e antipática às idéias de Lima, se negou a comentar o romance.

Mesmo assim o escritor conseguiu que, a 11 de agosto de 1911, o Jornal do Comércio iniciasse a publicação, em folhetins, de Triste Fim de Policarpo Quaresma. Trata-se de um romance em que Lima troça do Nacionalismo, personificado na figura ridícula do patriota Policarpo Quaresma. A narrativa retrata militares e políticos como pessoas covardes e sem caráter, caricaturando até mesmo o Presidente Floriano Peixoto. Mas o ousado romance alcançou pequena repercussão naquele momento.

Em setembro de 1912, o escritor publicava Aventuras do Doutor Bogóloff, obra mais explicitamente humorística, mas também dotada de caráter crítico. Bogóloff é um anarquista russo que se envolve em várias aventuras pelo Brasil, sempre se admirando dos curiosos hábitos locais e de nossa sociedade de valores tão deturpados e esdrúxulos. Mais tarde, em 1918, Lima escreveria crônicas para o jornal libertário A Lanterna com o pseudônimo de Dr. Bogóloff.

Em 15 de março de 1915, o jornal A Noite inicia a publicação, em folhetins, de Numa e a Ninfa. Esta narrativa ataca mais diretamente os políticos, a corrupção e a moral sexual burguesa com suas falsidades. Chega a conter personagens que fazem vista grossa em relação a casos extraconjugais das esposas, visando a melhores posições no governo. O texto explicitamente retrata as classes dominantes como hipócritas e anti-éticas.

1916 seria um bom ano para Lima Barreto. Triste Fim de Policarpo Quaresma foi publicado em livro: uma bela edição de capa dura. Desta vez o romance chamou a atenção de críticos e chegou a ser elogiado. Neste formato suas qualidades literárias ficaram mais visíveis. Com o texto reunido num só volume, ficam mais explícitas a coerência interna e a coesão da narrativa. O livro divide-se em três partes com aproximadamente a mesma extensão, e que correspondem às tentativas de reforma empreendidas pelo personagem principal. Na primeira, Policarpo Quaresma tenta empreender uma reforma através da cultura, buscando as raízes da brasilidade no folclore e nos costumes das populações autóctones. Descobre que quase todas as danças, músicas e festas populares locais tinham origem estrangeira. Conclui que até mesmo o idioma falado no Brasil veio de fora e portanto deveria ser substituído. O trecho termina com Policarpo indo parar no hospício, em virtude de suas manias nacionalistas. Fica demonstrado que as culturas se interpenetram e que a própria idéia de uma cultura nacional é, em última análise, inconcebível.

Na segunda parte do romance, Policarpo tenta empreender uma regeneração da pátria através da agricultura, mas se depara com a politicagem e as injustiças características da organização social vigente. Vê que o Brasil não é a terra abençoada por Deus em que “em se plantando tudo dá”. Fica demonstrado que iniciativas baseadas no ufanismo e na crença da superioridade natural de qualquer região são incapazes de corrigir problemas locais, por estes terem raízes na estrutura social.

Ao fim do livro, o personagem principal – movido por seu estúpido Nacionalismo – alia-se ao Presidente Floriano Peixoto para combater a Revolta da Armada (1893). Aí é que se dará seu triste fim anunciado no título do livro, e que explicita toda a hediondez do patriotismo.

Aliás, Lima Barreto sempre demonstra em seus escritos uma aversão ao Nacionalismo. Em Recordações do Escrivão Isaías Caminha, quando o personagem é preso injustamente murmura cheio de ódio: “A pátria...”. E o próprio Policarpo Quaresma acabaria concluindo que a pátria é “um mito, (...) um fantasma, (...) uma ilusão, uma idéia (...) que nascera da amplificação da crendice dos povos grego-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes”. Tal posicionamento é coerente com o Internacionalismo assumido pelos anarquistas, entre os quais Lima Barreto se inclui. Apesar dos riscos, o escritor chegava, em alguns momentos, a explicitar sua filiação ideológica. No livro de observações clínicas do Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil consta que, em sua primeira estada no hospício em agosto de 1914, declarara que “adota as doutrinas anarquistas e quando escreve deixa transparecer, debaixo de linguagem enérgica e virulenta, os seus ideais”.

Voltaria a ser internado em 1917. Neste mesmo ano, em carta a Rui Barbosa datada de 21 de agosto, veio a se declarar candidato à Academia Brasileira de Letras na vaga de Souza Bandeira. A candidatura, porém, não foi sequer considerada. No mês seguinte surgiu, em livro, Numa e A Ninfa, bem como a segunda edição de Recordações do Escrivão Isaías Caminha.

Barreto continuou ousado e desafiador. Apesar de sua delicada posição de funcionário público e arrimo de família, lançou, na revista ABC, o texto que viria a ser conhecido como Manifesto Maximalista. Trata-se uma defesa da insurreição popular, e de um elogio da então recente Revolução Russa, de que os anarquistas também tiveram participação, e a qual se acreditava pudesse conduzir à autogestão generalizada. Sempre coerente, Lima Barreto suspenderia a colaboração a ABC em 1919 pelo fato de ter sido publicado um artigo contra a raça negra, nessa revista.

Insistente, Lima voltou a se candidatar à Academia Brasileira de Letras em 1919, desta vez na cadeira de Emílio de Menezes. Como era de se esperar tendo em vista o caráter conservador que a ABL manifestava desde o início, ele perde. No ano seguinte, apresentou Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá como candidato ao prêmio da Academia Brasileira de Letras para melhor livro publicado no ano anterior. Alcançou apenas uma menção honrosa.

Candidatou-se ainda uma 3ª vez à ABL, talvez como pura provocação. Tanto sabia da impossibilidade de a conservadora academia conceder-lhe a vaga de João do Rio que, pouco tempo depois, retirou a candidatura.

Na tarde de 1º de novembro de 1922, dia de Todos os Santos, o escritor Afonso Henriques de Lima Barreto morria de gripe toráxica e colapso cardíaco. Para o velório, à noite, começaram a chegar, tristes, os conhecidos do escritor: gente simples do subúrbio, amigos humildes de botequins, compadres e afilhados. Surgiu no meio deles um homem desconhecido de todos com um pequeno ramalhete de perpétuas. Depois de espalhá-las respeitosamente no caixão, descobriu-lhe o rosto e – de lágrimas nos olhos – beijou-lhe a testa. Quando perguntaram ao homem sua identidade, respondeu ser apenas mais um que leu e amou Lima Barreto, este grande amigo dos desvalidos.

Que Lima Barreto seja sempre valorizado pelo povo que tanto amou. Que sua escrita seja vista como o que de fato é: uma obra de arte corajosa e empenhada em gerar entendimento entre os seres humanos, contribuindo para dar voz àqueles excluídos que a sociedade autoritária acha indigno retratar.

("RECORDAÇÕES DO ESCRIVÃO ISAÍAS CAMINHA" É UMA DAS SUGESTÕES DE OBRA A SER DEBATIDA NO CLUBE DE LEITURA DE ICARAÍ)

8 comentários:

  1. Todo apoio à obra literária de Lima Barreto. Todo apoio à inclusão dos excluídos, à expressão de sua existência e de seu protagonismo social. Todo apoio ao internacionalismo.
    Porém, com todo o respeito, discordo quanto ao nacionalismo. Num mundo onde as nações mais poderosas ainda exercem controle e exploração sobre as outras nações, a defesa do que é nacional ainda se faz necessária, a começar pelas culturas nacionais. No dia em que houver igualdade e respeito entre as nações, cada uma com sua cultura (sim, com todas as influências, mas sempre com os elementos locais que lhe caracterizam), nesse momento as fronteiras poderão cair sem problemas. E tomara que caiam. Quem viu o nacionalismo como fim, foi o nazismo. Eu o vejo como meio. Um meio de preservar-se contra domínios nefastos. Superado isso, concordo plenamente com a estupidez da ideia de nacionalismo.

    Pagu

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  2. Winter, uma pena que o Clube tenha ficado tão relutante em aceitar ler Lima Barreto mais uma vez, sendo preterido já duas vezes.
    Como eu disse na reunião do MJ Gonzaga, a biografia de Lima Barreto é talvez uma das mais ricas entre os escritores brasileiros e sua produção acabou refletindo essa biografia.
    Já na época em que o MJ foi escolhido,ele estava em quarto lugar, e só uma reviravolta ocorrida na hora da votação, quando foi levantada a questão dos livros nacionais que não vinham sendo escolhidos fez com que ele fosse escolhido.
    Recordações do escrivão Isaías Caminha representou para mim um momento de grande reflexão sobre o início do século XX e da vida desse grande escritor.

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    1. Preparei tudo para o Lima Barreto vencer a última votação, com aquele papo de que era melhor deixar "O Estranho no Corredor" para uma outra época, quando o Chico Lopes pudesse participar da nossa Reunião, e que não tinha nenhum livro com destaque em 3º lugar, que os existentes não eram representativos patati patatá. Tudo armado para o "Recordações do Escrivão Isaías Caminha" vencer. Quando convoco a votação, vejo você, Benito e o Winter apoiando o adiamento da votação. O Winter eu entendo, acho que ele é membro atuante do movimento anárquico brasileiro, mas confesso não ter entendido seu posicionamento. Nem o do Benito, que após me perguntar sobre as opções de terceiro lugar e eu listar 3, puxou uma alegação de que eu imponho livros da Travessa nas votações, por inverossímil que isso possa parecer!!!

      Concierge

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    2. Benites, pelo visto, acho que só você queria que o livro do Lima Barreto ganhasse a votação para Maio no CLIc.

      Mr. EPA

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  3. Vida longa à autogestão generalizada do CLIc!!!

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  4. Benites, por mais que eu ame Lima Barreto, devo dizer que pessoas comentaram que gostariam de ler outro autor, variar. Podemos, sim , dar mais tempo,enviar trechos de livros interessantes e tentar convencê-las a apoiar este ou aquele autor. Fazer o que o Winter fez, mandar textos esclarecedores ao grupo. Na época, fiz campanha e farei de novo. Não por uma questão de lerem o que indico, mmas sim , por proporcionar aquilo que considero leitura com acréscimo ao grupo. Posso estar enganada na sugestão. Sei, concordo com você sobre o imenso valor de Lima, mas na hora de votar, pessoa interessadas faltam!Fazer o quê? Tem gente no grupo que quer saber de paixão-amorosa...e outros temas, então temos de respeitar essa diversidade.Que tal fundar um grupo que queira ler e estudar só Lima Barreto? Winter, Jorge, vc , eu, quiçá Evandro ou quem mais queira ? Estamos aí.

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  5. Não esperava outra atitude do Winter, que me parece tranquilamente fiel e seguro da ideologia que professa. Mais vale 10 pessoas conscientes do que 1000 adesões inconsistentes. Parabéns, Winter. Estou lendo o seu "Malandragem, revolta e anarquia: João Antônio, Antônio Fraga e Lima Barreto". Não chego a concordar com todos os conceitos ali presentes, mas estou aprendendo bastante com a análise literária e também sobre a visão política, que nunca havia estudado e conhecia apenas quando analisada pelos críticos. Agora estou conhecendo os conceitos através de fonte legítima, "autorizada", digamos assim.
    Abraços,
    Newton

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  6. Winter, acabei de ler seu relato sobre LIMA BARRETO, gostei muito.
    Saí antes do termino da votação do livro, mas cheguei a presenciar sua posição em favor do autor.
    Achei válida sua atitude, já que você é um estudioso do mesmo.
    Sou uma leitora "amadora", portanto não costumo dar palpites em relação aos livros escolhidos, mas acho super válido que cada membro do Clube que sugerir um livro se coloque.
    EX; a Cintia não desistiu do INFÂMIA, fez um pequeno relato na reunião e o livro finalmente foi escolhido, por sinal estou ADORANDO!
    É isso aí amigo, não desistir jamais!
    Vera Lúcia Schubnell Freire.




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