CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

21 de dezembro de 2012

Participe de nossa Brincadeira de Natal


Prezados leitores,

Seguem, para sua apreciação e votação, textos e poemas enviados por participantes do Clic sobre o Natal. Você pode concorrer a um LIVRO GRATUITO, a ser retirado na reunião de janeiro do Clic ou enviado para sua residência - frete incluso caso você adquira algum livro de autores do CLIc que conste na estante do concierge -, fazendo a correta correlação dos textos e poemas, devidamente numerados, com sua autoria. A relação completa de todos os autores, em ordem alfabética, está abaixo. Atenção: Uma mesma pessoa enviou dois textos.

Elenir Teixeira - Ilnea País de  Miranda (2) - João Cabral de Melo Neto (enviado por Vera Leite) - Lilian Moura - novaes/ - Niza Monteiro - Vera Lúcia Schubnell Freire


QUEM PODE PARTICIPAR
Excetuando os leitores que enviaram sua colaboração, todos os demais podem participar da escolha da correta correlação texto/poema-autor.
Os colaboradores concorrem de outra forma, já que os participantes escolherão também o texto/poema de sua preferência, dando direito a um LIVRO GRATUITO para quem o enviou.

COMO VOTAR
Para votar no autor que corresponde ao texto/poema, use o campo COMENTÁRIOS.  Não se esqueça de se identificar colocando seu nome ao final da postagem.

REGRAS DA PREMIAÇÃO
Caso não haja quem acerte todas as opções, ganhará o leitor que chegar mais perto da correta correlação. Em caso de empate, ganha o leitor que responder primeiro.

O Clic agradece sua participação e lhe deseja Boa Sorte!

Boas Festas!


1 - Cartão de Natal


Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:
que desta vez não perca este caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não.


2 - N’algum Natal por aí

Tinha quatro anos quando conheci Catarina, tamanha contadora de histórias! Russa de nascimento, loura de grandes olhos azuis, me apresentou natais que eu não conhecia: natais brancos, de intenso frio fora das casas, de lareiras - ou grandes fogões de lenha - que não se apagavam e de grandes reuniões de família à volta do fogo, de grandes caldeirões de sopa p'ra tomar enquanto se entoavam cânticos e se via cair a neve... 
... ouvindo a voz de suave sotaque de Catarina, eu sonhava um dia poder ter um natal assim.
Catarina também me ensinou que nem todo natal de neve é assim tão lindo... e me fez chorar com a Menina dos Fósforos que nem nome tinha.
Mas Catarina não me falou de árvores de natal. Estas conheci quando comecei eu mesma a ler minhas histórias e vê-las nas gravuras coloridas dos livros que ganhei. E também achei lindos os pinheiros enfeitados de bolas, laços e biscoitos de gengibre recortados em forma de estrelas, bengalas, anjos, todos salpicados de açúcar cristal.
E, de repente, havia o rádio que colocou fundo musical no meu Natal. De algumas  canções entendia as palavras, mas outras, eram cantadas por um cara de voz retumbantemente sonora que dizia coisas que meus ouvidos não conheciam mas meu coração era capaz de entender. Das que entendia desde os ouvidos, uma falava de pessoas que, ou não precisavam mais ganhar nada por que já tinham tudo, ou então não tinham nada, pois que até felicidade tinham que pedir a Papai Noel...

...Papai Noel, vê se você tem
a felicidade p'ra poder me dar...
E duvidava que todo mundo fosse filho de Papai Noel...
(acho que essa quem cantava era o Carlos Galhardo)
Ainda bem que eu era filha do meu pai e não precisava do Papai Noel para ter felicidade. E tinha minha mãe que dava uma forcinha para que não se incomodasse o bonachão de vermelho para aquele tal presente especial. 
Mas isso foi outra coisa que só descobri depois.
Pequena, eu pensava mesmo é que às vezes o velhinho de barbas brancas estava era meio caduco quando eu combinava lá com o Jesus Cristinho não fazer mais nenhuma bobagem, pedia uma boneca e acordava abraçada a caderno de desenho e caixa de lápis de cor. 
E fui crescendo com os natais da minha vida, aprendendo um pouco em cada um e com cada um - e crescer às vezes significa perder um pouco de ilusão e fantasia. Não sei se foi assim comigo, pelo menos com as coisas e as histórias do Natal. As ilusões perdidas foram outras, e nem cabem aqui. Minha  "sabedoria adulta" está informada que, nestes meus tempos, o Papai Noel que freqüenta portas de lojas e montagens natalinas de grandes shoppings - que nem sequer existiam na minha meninice - tem barbas e barriga falsas, faz parte de um  complexo programa de mídia para vender mais e cada vez mais e não passa de alguém recebendo um salário para cumprir um papel. 
Mas não importa. O que importa é que ainda encanta a garotada. 
Sábias crianças de emoções legítimas. Comércio? Jesus vendido embrulhado em papel de presente, vilipendiado pela mídia, Papai Noel de fancaria? Coisas de adulto contaminado pelo "politicamente correto". Criança não toma conhecimento disso. Criança é coisa pura e conversa com os anjos. E essa linguagem é outra. Não precisa de palavras porque é linha direta de coração para coração que adulto quase perde a capacidade de entender. E só não perde porque a criança em todos nós é mais forte que tudo e sobrevive quietinha, quase adormecida dentro de cada  coração às vezes durante todo o ano. Mas não resiste ao apelo de dezembro, aos sinos, às  bolas coloridas, aos anjinhos tocando trombeta, às estrelas de Belém sempre com cara de cometa dependurados em céus azuis de confecção nem sempre muito crível.
E não importa se há neve ou não, se o Natal é Branco ou não, se faz 40 graus acima ou abaixo de zero, se os presentes são muitos ou nenhum, porque o Jesus do Natal também é criança. O Jesus do Natal  é sempre menino pequenino mesmo que não balance as perninhas  na manjedoura do estábulo. Também ele, como o Papai Noel do shopping,  no presépio armado é só um bonequinho de um material qualquer. E assim, também ele seria de mentirinha. Mas não é. E não é porque a nossa criança está ali e acorda e sintoniza os anjos e com eles comunga o prazer de festejar o aniversário do Menino-Deus. 

3 - Sonhos


Não existia naquela época tecnologia avançada para registrar nossos sonhos.
Na verdade sonhos são para serem sonhados, imaginados, guardados dentro de nossos corações.
Quando criança morávamos todos próximos: avós, tios e, bando de primos!
Natal, ah, o Natal !
No quintal da casa de minha avó juntávamos as pequenas mesas que formavam uma fileira para mim INFINITA.
As mulheres na cozinha preparando os assados, os homens dividindo funções, as crianças mais brincando que ajudando, em busca das tanajuras.
O cheiro das rabanadas invadia o ar...
Quanta alegria!
Existia festa.
Festa simples.
Festa feliz!
A lembrança de minha mãe, (sempre cheia de sutilezas)
Talvez seja essa a minha mais doce lembrança em meio a tantos doces...
Em frente à casa havia um pinheiro plantado por meu avô.
Era tradição: minha mãe e eu colhíamos alguns galhinhos e dispúnhamos nos pratos, deixando em cada um, pequeno ramo para enfeitar.
Uma delicadeza...(coisas da minha mãe.)
 Desta forma, os pratos simples, vindos de casas diversas, se transformavam em peças preciosas.
A ansiedade em olhar a cama pela manhã em busca do presente deixado por Papai Noel.
Panelinhas, bonequinhas gêmeas, coisas simples mas que me enchiam de alegria!
Um pouco que era MUITO!
A festa de Natal sempre teve um peso maior que meu aniversário.
Certamente por essas lembranças que continuam a povoar minh'alma.
Que bom não terem sido registrados numa máquina esses momentos.
Talvez minha mesa não fosse tão grande.
Talvez não existisse tanta alegria nos olhos dos adultos...
Minha única certeza continua sendo os galhos do pinheiro ornamentando os pratos.
Eu e minha mãe.





4 - E eu? Estou procurando o Natal...


Procuro incessantemente
o Natal que eu conheci
cheio de sonho e presente...
mas, penso, já me esqueci.

Esqueci, era pequena,
e fui pequena, não nego,
por muitos anos, serena,
às lendas do conto cego.

Cego por que eu não sabia
da verdade por detrás
das mentiras que dizia
dos verdadeiros Natais.

Naquele tempo, por certo,
a historia era mais bonita
do menininho, que esperto,
já saia "bem na fita".

E eu punha na janela
o meu sapatinho mais novo
pois Noel chegava a ela
deixando coisas pro povo.

Ah, que santa encantaria
ah, Deus, que inocência plena
ah, Jesus, como eu queria,
ter meu Natal de pequena.

E terminando, talvez,
o meu desejo calado,
desejo a todos vocês
algum Natal do passado.



5 - Nunca acreditei em Papai Noel



Nunca acreditei em Papai Noel. Não me lembro dos adultos terem me ensinado a sonhar com sapatinhos na janela e com histórias de Natal. Desde muito pequena tive de crescer e prestar atenção na realidade nua e crua.
O Natal pra mim nunca teve esse sentido de festa, de reunião familiar, mesa posta e presentes na árvore. Na minha casa nunca teve essas coisas. Minha mãe nunca enfeitou uma árvore, talvez pra não criar em nós as doces ilusões que depois não fariam parte da nossa vida real.
De um Natal em especial eu nunca vou esquecer. Lembro que passei dias e dias escrevendo um bilhete pro meu pai. Pedia com muita esperança pra ganhar uma bicicleta de presente, mas quando o carro do Ponto Frio chegou, nunca esquecerei aquela cena! Aquele caminhão enorme parou em frente da minha casa. Mamãe saiu correndo e eu fui ver o meu presente chegar. Esperava ansiosamente a minha sonhada bicicleta. O homem abriu devagar a porta enorme e, ao invés da bicicleta, eu vi sair um ventilador azul da marca Arno. Mamãe se meteu na minha frente e agarrou aquela coisa com tanto afinco e alegria, que parecia ter visto o Papai Noel em carne e osso. Olhei aquele movimento todo ao meu redor e era como se o céu desabasse na minha cabeça. Era mais quem vinha pra janela e corria até perto do caminhão pra ver a minha desdita e o contentamento da minha mãe. Mamãe sorria e pulava  comemorando o “prêmio” que recebeu. Não teve tempo de olhar a minha cara de desapontamento e nem teve tempo de perceber que ali mesmo eu me desmanchava  em decepção, engolindo o choro seco que rasgava a minha garganta de menina. Mamãe, toda sorridente pegou o ventilador, deu as costas ao moço do Ponto Frio e olhou as vizinhas com desdém. Era dezembro e o calor certamente foi o grande e verdadeiro pretexto para ela ter negociado com meu pai o envio de um ventilador no lugar da minha bicicleta. Até hoje não sei se ela se preocupou com a minha tristeza! Não lembro de ter me refrescado na frente daquela coisa e, por anos e anos, prometi a mim mesma que quando crescesse e trabalhasse, com meu salário compraria a minha  tão sonhada bicicleta. E assim aconteceu. Trabalhei cedo, comprei a bicicleta e decidi que ventiladores Arno jamais entrariam na minha casa e muito menos trazidos pelo Ponto Frio Bonzão. Prometi também que ensinaria aos meus filhos que presentes de Natal chegavam no sapatinho, trazidos por Papai Noel, um velhinho com barbas brancas, num trenó vermelhinho, na noite de 24 de Dezembro, quando a estrela cadente rasga lá o céu, anunciando que a partir de então todas as crianças têm todo o direito do mundo de sonhar...


6 - Tempo de Natal


Mais uma vez, chega o Natal. Mais uma vez, vêm-me as recordações dos Natais de minha infância.
Comemorávamos na casa de meus avós. Eles faziam questão de que toda a numerosa família, nove filhos, muitos netos e até bisnetos, estivesse presente.
A mesa da sala de jantar era imensa e, ali, todos se acomodavam. Quanto mais juntinho melhor. Havia muito carinho e harmonia. Vô Chico, à cabeceira, quase não falava, era seu jeito, mas os olhos sorriam e diziam de sua alegria vendo todos reunidos.
Lembro bem do aroma adocicado daquela casa. Era vizinha de uma fábrica de balas. A doçura atiçava a gula da criançada e, certamente, a de muitos adultos. Sr. Álvaro, o proprietário, presenteava-nos com muitos sacos de balas de todas as cores e formas: vermelhas, amarelas, azuis, verdes, redondas, estrelinhas, cachimbinhos etc.
Antes de iniciarmos a ceia, meu avô fazia uma prece, não sei se de improviso ou originária de Portugal. Todos a ouviam contritos, com exceção das crianças, principalmente eu, que não parávamos quietas, implicando umas com as outras e recebendo, baixinho, repreensões de nossas mães. Após a oração, brindávamos a vinda do “Menino”.   
Havia frutas secas, frutas frescas, bacalhau em postas, bolinhos de bacalhau, uns bolinhos fritos, de abóbora, deliciosos, que só minha avó Cotinha sabia fazer, rabanadas com leite e com vinho, pastéis de Santa Clara e outras iguarias. Sendo uma casa portuguesa, não podia faltar, evidentemente, um bom vinho da “terrinha”. Para as crianças, havia groselha.
A hora mais esperada, entretanto, era a da chegada de Papai Noel.  Alvoroçadas, não parávamos  de perguntar se já estava na hora. Meia- Noite em ponto, os sinos da Igreja de São Lourenço, no Ponto de Cem Réis, começavam a tocar alegremente e o velhinho, vindo do corredor, com um saco enorme às costas, entrava na sala e era aplaudido por todos.
Em cada presente, encontrava-se colado o nome do presenteado e o conselho que Papai Noel deveria dar-lhe. Não sabíamos, ainda, que isto era obra de nossos pais. Por isso, eu pensava comigo: será que Papai Noel abre uma janelinha no céu para espiar o que estamos fazendo aqui embaixo?
Na hora da entrega do presente, ele chamava a criança, fazia a entrega, e dava os conselhos: “Pedrinho, você precisa estudar mais. Está muito preguiçoso”. “Zeca, não seja tão malcriado com seus pais”. “A mim, ele dizia: você é muito levada! Vive caindo e traz, sempre, um curativo na perna, no braço e, até, na testa. Precisa ser mais sossegada!” E assim por diante...
Meu pai era comerciante e, na época do Natal, atrás do balcão, trabalhava muito. Era simpático, paciente e, por isso, todos os fregueses da loja faziam questão do seu atendimento. Mas eu não entendia e ficava triste por ele nunca estar presente quando Papai Noel chegava. Trabalhar até meia-noite era demais, pensava. Minha mãe explicava-me que ele estava ajudando o patrão a contar o dinheiro recebido no dia. Eu não aceitava a explicação. Achava o patrão um homem mau. Quando meu pai chegava, logo depois que Noel partia, pendurava-me  no seu pescoço, cobria-o de beijos e dizia: que pena papai, você não viu Papai Noel!
Assim eram  nossos natais e, assim, se repetiam todos os anos. Às vezes, com algumas mudanças: um bebê novo que havia chegado; uma tia velha, vindo de Portugal e, por isso, a ceia tornava-se mais alegre ainda.
Quando já tinha dez anos, resolvi acompanhar Papai Noel pelo corredor quando ele se retirou da sala. Andava desconfiada... Vi quando entrou no quarto de meus avós. Que mal educado! Pensei. Entrar no quarto deles sem pedir licença. Será que está cansado e vai tirar uma soneca? Nesse momento, a porta abriu-se e eu me escondi. Meu pai saía, deixando as roupas, o saco, as botas, tudo espalhado pelo quarto. Minha decepção foi enorme, mas, naquele momento, acabava de descobrir o motivo de sua ausência permanente. Ele era o Papai Noel! Escondi o segredo. Não contei nem para o meu irmão. Sentia um misto de tristeza, pois gostaria de continuar acreditando no Papai Noel, e de orgulho, por compartilhar o segredo com os adultos. Por coincidência, no dia seguinte, tio Manoel chamou-me,  e ao meu irmão, para uma conversa em particular. Suavemente, revelou-nos o que eu já sabia: Papai Noel era o nosso pai. Fingi surpresa. Quanto ao meu irmão, custou a conformar-se. Não admitia ter sido enganado.
Poucos foram os Natais que comemoramos com o ”Papai Noel”, após a revelação. Em setembro de 1949, meu pai morreu, prematuramente, aos quarenta e seis anos. Nenhum outro queria ocupar seu lugar. Ele era insubstituível. Aos menores, foi dito que o velhinho estava cansado. Por essa razão, não viria. Minha mãe, eu e meu irmão passamos a comemorar o Natal, em casa, sozinhos, sentindo sua falta. Mas, como disse Bartolomeu Campos de Queirós: “Na morte, a ausência ganha mais presença”. Ele permanecia entre nós.




7 – O Natal que chega



O natal que chega esgueirando paredes

Tem cores fortes do meu passado

Tem cheiro doce e beijo quente

Miudezas que norteiam

O poema

Pelo mar imenso

De inutilidades.

Dentro de mim se ancoram tantos natais

Dentro de mim as cenas se misturam

Tortas e movediças

Sem qualquer adestramento

E rótulos

Em fluida existência.

Meu natal

Torna-se poesia

Quando batem à minha porta

Trazendo a inocência do mundo

Num último alvorecer

O resto é passagem do tempo

Pessoas que entram em minha casa

Pedem água fresca

E se deixam ficar.


8 - SE…


Se Jesus Cristo tivesse chegado
em algum ponto de Niterói
perguntaria aos motoristas estressados:
“irmãos, onde é que dói?”

O Filho de Deus, com sua túnica, é certo,
caminharia nas areias da praia de Icaraí
como se fossem as areias do seu deserto,
como se a Palestina fosse aqui.

Jesus pregaria para uns poucos
a bondade e o amor.
Pensariam dele que era louco
ou candidato a vereador.

Cristo, oh, Cristo
em pouco tempo iria saber
que a mensagem poderosa – isto
só mesmo pela tevê.

Bateria, então, nas portas da Rede Globo
tentando adaptar-se aos novos tempos.
E diria: “Sou Jesus e preciso falar ao povo”
Ao que responderiam: “isto aqui não é um templo!”

Não tardaria e Jesus Cristo,
informado sobre TV, rádio, jornal e TV a cabo,
gritaria aos céus: “Meus Deus, o que é isto?!”
E prosseguiria: “Isso é coisa do Diabo!”

Certamente o Salvador se referia
ao império midiático.
Este que inventa aleivosias
como um grupo de fanáticos.

Jesus soube o que era “horário nobre”,
viu jornal e viu novela.
E pensou: dois lados da mesma moeda,
tudo para enganar os pobres.

Até que na noite de Natal
um presente veio às mãos de Jesus:
era o livro “Infâmia”, o tal
que deixa os reis da mídia nus.

Depois de lê-lo, reanimado com o mundo,
Jesus declara: “Talvez aqui eu fique!”
Num instante escolheu Niterói e, no outro segundo,
compareceu à reunião do CLIc.

13 comentários:

  1. Que difícil! Bem, vamos brincar de acertar menos rsrsr, lá vai meus chutes na trave:

    1- João Cabral
    2- Schubnell
    3- Ilnea
    4- Niza
    5- Lílian
    6- Ilnea
    7- Elenir
    8- novaes/

    Rsrsr - catástrofe total. Bem, não poderia deixar de brincar.

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    Respostas
    1. O texto que mais gostei dentre muitos foi "Tempo de Natal" - nº 6

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  2. Bem, lá vou eu, erro, acerto?
    o Único texto que eu sabia com certeza era o de Ilnea em poesia.Mas como andei lendo Eu, menina toda prosa... ficafácil saber do outro.
    1- Cartão de Natal-João Cabral de M Neto.
    2-N'algum Natal por aí-Ilnea.
    3-Sonhos -Vera Lucia Schubnell Freire
    4-E eu? Estou procurando o Natal-Ilnea
    5- Nunca acreditei em Papai Noel-Lílian Moura
    6-Tempo de Natal- Elenir
    7-O Natal que me chega- Niza Monteiro
    8-Se...Newton Barra.

    O que mais gostei foi o último, o 8-Se...
    Eloisa Helena, sacerdotisa de Hefestos.

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  3. Não conheço bem o estilo literário das pessoas que escreveram; vai ser um 'chute' só, rsrss
    1- Cartão de Natal : João Cabral de Melo Neto
    2 - N'algum Natal por aí : Lílian Moura
    3 - Sonhos : Newton Barra
    4 - E eu? Estou Procurando o Natal: Ilnea
    5 - Nunca Acreditei em Papai Noel: Niza Monteiro
    6 - Tempo de Natal : Elenir
    7 - O Natal que Chega:Vera Lúcia
    8 - Se... : Ilnea

    Parabenizo aos autores pelos belos textos/poemas!!! Se fosse para colocar nota seria um dez para todos!Sem predileção. Adorei.
    Um grande abraço,
    Maria Lúcia

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  4. Aviso aos leitores: A participação no post "Brincadeira de Natal" ficará aberta até o dia 3 de janeiro de 2013, data em que anunciaremos o resultado. Os vencedores da promoção poderão retirar seus livros na reunião do Clube do dia 4 de janeiro, ou solicitar o envio a seu endereço, frete incluso caso você adquira algum livro de autores do CLIc que conste na estante do concierge.

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  5. Meu voto vai para "SONHOS"
    Lindo! Na essência. No estilo, lembrando uma pintura. Na leveza, ao trazer-nos as recordações de seus natais. Parabéns à autora ou ao autor.
    Elenir

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  6. Gostei de todos!
    Meu voto:
    1- Cartão de Natal- Niza
    2- Nálgum Natal- Ilnéa
    3- Sonhos- Vera Schubnell
    4- E eu? Estou esperando... - Lillian
    5- Nunca Acreditei... novaes/
    6- Tempo de Natal- João Cabral
    7- O Natal que chega- Ilnea
    8- Se- Elenir

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  7. Bem amigos..vou tentar só para colaborar com a brincadeira
    1-joao Cabral de Melo Neto
    2-lilian

    3-elenir
    4-ilnea
    5-novaes
    6-vera
    7-niza
    8-ilneia

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  8. Bem, vou seguir a Elô em quase tudo:

    1- Cartão de Natal-João Cabral de M Neto.
    2-N'algum Natal por aí-Ilnea.
    3-Sonhos -Vera Lucia Schubnell Freire
    4-E eu? Estou procurando o Natal-Ilnea
    5- Nunca acreditei em Papai Noel-Lílian Moura
    6-Tempo de Natal- Elenir
    7-O Natal que me chega- Newton Barra.
    8-Se...Niza

    O que mais gostei foi 6-Tempo de Natal-Elenir

    Bjs da Marilu. Que Deus me ajude a ganhar os livros.

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  9. Resultado da "Brincadeira de Natal": Quem acertou a autoria de todos os textos e poemas foi Eloisa Helena. Os textos mais votados foram o de número 6, Tempo de Natal, de Elenir, e o número 8, Se, de Newton. Parabéns a todos e nosso agradecimento especial pela participação de Vera Leite, Vera Freire, Ilnea, Lilian e Niza. Agradecemos também aos leitores que aderiram à brincadeira: Helene Camile, Rose Timpone, Maria Lucia, Ceci, Marilu e o senhor ou senhora anônimo, rsrs. Hoje à noite, na reunião do Clube, Eloisa, Elenir e Newton receberão seus livros. Até lá.

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  10. Parabéns a Ritinha pelo incentivo e pela bela iniciativa. Assim nos "empurra" pra exercitar o nosso gosto pela escrita. Isso é muito bom.
    Parabéns a Eloisa pelos acertos. Ela conhece bem o estilo de cada um aqui.

    Gostei muito dos textos, parabenizo a todos e adorei ter participado.

    Beijinhos,

    Lilian

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Prezado leitor, em função da publicação de spams no campo comentários, fomos obrigados a moderá-los. Seu comentário estará visível assim que pudermos lê-lo. Agradecemos a compreensão.