CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

19 de setembro de 2012

Primavera: Elenir / Outras primaveras: Everardo


Amanhece...
Pela minha janela, uma brisa suave                        
traz o cheiro gostoso da terra
lavada pela chuva da noite.
Acalma o  meu corpo...
Acaricia a minha alma...
Desperta- me para a vida.                                            
                                                                         As árvores despem-se
                                                                         de suas folhas e nuas
                                                                         recebem  o outono.    

Chega a primavera!
     Cores, aromas e flores.
       Só minha alma inverna.

(Elenir)


Por todos tão esperada
ei-la que surge sorrindo.
Trazendo cor e alegria
com muitas flores se abrindo
Nos ramos brincam os pássaros 
e as crianças no jardim.
O mundo fica mais belo
Que bom fora sempre assim!
Há mais doçura na brisa
e doce é o perfume do ar.
Os que brigam fazem pazes
pois é tempo de se amar.
Não! Não pensem que isto é sonho,
que se trata de quimera.
É tempo de nós saudarmos
a querida PRIMAVERA!
.
* * *

outras primaveras

Everardo
no ermo campo do céu
onde não ousa medrar
um espinho, espelho meu
na primavera no mar

na tristeza de Orfeu
que Eurídice foi buscar
no mais longo e escuro breu
– setembro não vai chegar

espelho, espelho meu
que nada pode espelhar
do ermo campo do céu
à primavera no mar

(12/09/2012, d.)

Abraços (nada pessimista) a todos,


5 comentários:

  1. Salve, salve a primavera de Elenir que não morre nunca! Obrigada por trazer flores poéticas para nós!

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  2. Elenir, assim a primavera chegará mais bela e mais poética. Bom ler seus escritos e sua poesia.

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  3. Poesia chama poesia, e ela chamou a de Everardo, poesia das boas também. Pessimismo de quem sofre em plena primavera , será de outra era?rsrs

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  4. Eita que me farto em todas essas estações. Elenir, árvores despidas que recebem o outono, alma que inverna e a ululante e colorida primavera,que lindos versos.

    Quanto ao poema de Everardo, tanto o ermo céu quanto o escuro breu e Orfeu e Eurídece não podem usufruir os doces cheiros e coloridos da primavera terrena. Sorte nossa que podemos aproveitar o máximo dela, pois estamos no meio, entre o céu e o Hades.

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  5. Elenir, que bom você me lembrar que é primavera, esse mês de setembro foi um outono danado para mim, agora preciso de flores, quero flores e como diz a música, "Vejo flores em você", obrigada pela linda poesia.

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