CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

26 de outubro de 2013

DE REPENTE, UM CLIC


dadim
(Conversas trovadorescas)


(...)

Se nossa vida é alegria
a morte será mais doce,
chegando sem agonia
como se ser nunca fosse.

21/03/2012
Ilnéa


Sem rumo

para Ilnéa

Fosse a vida uma alegria,
um doce que a gente come
– sem fome, quem comeria?
– e a morte, seria a fome?

21/03/2012
Everardo


(...)

para Ilnéa & Everardo

Morte é doce que queimou
no fundo da panela agarrou
quem gosta nem quer provar
o sabor doce, pode amargar

22/03/2012
Rita


Sem rumo (2)

para Rita

Na panela cozinhamos
o doce da nossa história
– na morte nos consumimos?
– fica a raspa da memória?

22/03/2012
Everardo


Ao sabor da cozinheira

para Everardo

A raspa fica enquanto houver
quem remexa a panela, sentida
doce ou amarga, como prover
acho que a memória celebra a vida

22/03/12
Rita


Rumo/Rimo/Rindo

para Ilnéa, Rita, Everardo, Evandro e Elô

Cozinho apetitosa vida
Fagulhas estão pelo chão
Chega o tempo da partida
Morte, justa adequação?

22/03/2012
Luzia Veloso


Adoro doces  amargos..

para todos

Se rimas, acho pra  vida,
Na morte também me encaixo
Curando toda ferida,
Raspando todo meu tacho.

22/03/2012
Elô


(...)

às poetizas que cozinham tão bem as palavras

E eu que detesto as panelas e tachos
As vezes faço um arroz todo queimado
Só pra não perder o meu maridacho... hehehehe

22/03/2012
Lilian


(...)

E fica esse povo falando em morte,
falando em vida...
não sei bem, mas acho que foi sorte:
o papo descambou pra comida...

Newton Barra
22/03/2012


É mesmo  Newton !

Vida e Morte são utopias
Importante  é viver
Vamos falar de comidas
Porque dá muito  prazer!

Luzia Veloso
22/03/2012


Achando o rumo

para Luzia, Elô e Newton

Brincamos de vida e morte
que é fome e comida, em verso
– viver ou morrer, por sorte, é
tema que como e converso

22/03/2012
Everardo


(...)

para Everardo

Se o poeta come em versos,
Sua barriga é florida.
Sua estalagem se enfeita
E não teme a despedida.

22/03/2012
Elô


Achando o rumo (2)

para Elô

Dizia o bardo Pessoa
– o poeta é um fingidor:
ri da morte, chora à toa
teme a vida e come flor

23/03/2012
Everardo


(...)

Se não corro, morro.
Se não como, sumo.
Ai, socorro...!
Se não vivo, desaprumo.

23/03/2012
Newton Barra


(...)

para Everardo e amigos

Na pressa da partida
Comi letra em despedida...
Se ser poeta é comer flor,
O e é de  flor preferida.

23/03/2012
Elô


(...)

para todos

No blog está nossa rima, sucinta
E nós aqui, de alma faminta
Brincando de boa vida e boa morte
Na busca de uma receita consorte

23/03/2012
Rita


De volta ao começo

para Tod@s

Onde andará aquela
cuja quadra, no começo
foi doce, e depois – Ilnéa –
provocou tanto alvoroço!

23/03/2012
Everardo


(...)

Nos tempos de culinária
O que encontrar comer...
Raspar gamelas e tachos
Versejar com muito prazer.

23/03/2012
Luzia Veloso


(...)

para Everardo

Ilnéa deu a ideia
E da brincadeira fugiu
Evandro acompanhou...
Será esse um ardil?

Luzia Veloso
23/03/2012


4 comentários:

  1. Verso em verso, prosa em prosa
    Remexe-se o tacho da vida.
    Se Morte amarga  a memória,
    amigos adoçam  a sina.

    Adriana Marins

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    Respostas
    1. É Adriana chegando
      Dando mexida no tacho
      A brincadeira animando
      Nessas linhas mais um facho.

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    2. Quase tinha me esquecido
      Daquela trova lá em cima
      Que começou sem sentido
      E terminou... sem ter rima.

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  2. Tanta trova, tanta rima,
    Tanto sonho, tanto alento,
    Tanto verso, quanta estima...
    ... lançada ao sopro do vento. (I, ainda)

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